Ensaio – Mercedes AMG S 63

By on 12 Setembro, 2016

Existem sempre formas diferentes de ter automóveis diferentes. Nalguns casos, podemos optar por luxo total. Noutros, por potência. Há quem goste do minimalismo, do contacto com a natureza ou de sensações extremas. E depois há aqueles que gostam de combinar dois aspetos num só. A AMG, casa de tuning oficial da Mercedes-Benz, realiza esse desejo combinando potência, luxo total e o contacto com a natureza. O resultado final é o AMG S 63 Cabriolet, um dos descapotáveis de quatro lugares mais exclusivos do mundo.

O coração da variante AMG do Classe S é o habitual V8 biturbo de 5,5 litros, conhecido de muitos outros modelos da marca. Não é o mais potente da gama (O S65 usa o mais clássico menos V12), mas tem as características ideais para fazer do grande descapotável um desportivo por excelência. A progressão de potência é extremamente rápida e suave, mas não é preciso forçar muito o motor para o fazer subir a rotações mais elevadas, se escolhermos circular no modo mais desportivo de afinação. É fácil colocar sempre o motor a funcionar da forma que desejamos, oscilando entre sensações mais desportivas e em utilização em velocidade de cruzeiro. Vale a pena lembrar para ter cuidado com os limites de velocidade, uma vez que, num carro destes, ‘velocidade de cruzeiro’ pode ser aplicado de forma muito liberal. Mas também é importante indicar que o potente V8 consegue ser bastante frugal (para algo do seu género) quando o condutor não está com vontade de explorar os limites.

Há algo de pouco satisfatório nestas versões AMG, que está relacionado com o chassis. Primeiro, um automóvel de cinco metros com duas toneladas de peso nunca será muito interessante do ponto de vista dinâmico. Depois, nunca haverá uma grande transmissão de sensações para o condutor. O descapotável AMG é, tal como o Classe S mais normal, um automóvel muito confortável. Com tração integral permanente 4Matic de série e suspensão de ativação hidro-pneumática, é um carro preciso, que responde sempre a todas as solicitações. O 4Matic tem maior distribuição de potência para a traseira, mas nunca se deixa de sentir seguro no contacto dos pneus com a estrada. O que impressiona mais no comportamento do carro é o sistema de travagem, assustadoramente eficiente no que diz respeito à distância de travagem, graças a um sistema discos ultraleves com peças em alumínio, combinado com um sistema de previsão de colisões.

Silêncio de ouro

Carros com capota de lona não costumam fazer um bom trabalho a isolar os ocupantes dos ruídos exteriores. O Classe S é definitivamente uma exceção, em nada se diferenciando neste aspeto do coupé quando a capota está colocada. Mesmo quando a capota está recolhida e os ocupantes estão expostos aos elementos, há uma sensação de calmaria dentro do carro. E a exposição aos elementos não significa que é desconfortável em modo descapotável. A expressão ‘cabelos ao vento’ até está sobrevalorizada, e o S 63 Cabriolet permite expor os passageiros ao solo sem que os ocupantes fiquem despenteados. Aliás, o sistema de funcionamento também funciona bem mesmo com a capota em baixo. De resto, com ou sem capota, o S 63 é um carro confortável para todos os passageiros, pois até nos bancos traseiros o espaço para as pernas é adequado. O que não impressiona muito é a bagageira, que não é muito maior que a de um familiar compacto.

Em última análise, o AMG S 63 Cabriolet é um automóvel de sonho, pelo que não está ao alcance de todas as carteiras, ultrapassando os 240 mil euros. Esta versão tem um preço de venda ao público superior em 60 mil euros à versão de base com marca Mercedes-Benz, a S 500, mas representa bem o passado da marca na produção de descapotáveis de luxo. Mesmo para quem só sonhava ter este carro, mas ainda tiver a oportunidade de possuir um Classe S Cabriolet, sempre serve como inspiração para montar uma série de opcionais com o cunho AMG no S 500, só para ter um ‘cheirinho’ do que significa ter a variante de topo. No fator inspiracional, o S 63 da AMG é um carro que cumpre perfeitamente a sua função como um dos navios-almirante da marca.

Ficha Técnica

Motor V8, 32 v., injeção direta e biturbo, 5461 cm3 Potência 585 cv/5500 rpm Binário 900 Nm/2250-3750 rpm Transmissão Integral, cx. auto. 7 vel. Suspensão Multilink à frente e atrás Travagem DV/DV Peso 2185 kg Mala 250-350 litros Depósito 80 litros Velocidade máxima 250 km/h Aceleração 0 a 100 km/h 3,9 segundos Consumo médio 10,4 l/100 km Consumo médio AutoSport 12,3 l/100 km Emissões CO2 244 g/km

Preço – 241 950 €

QUER SABER MAIS SOBRE ESTE AUTOMÓVEL?
Clique AQUI e aceda à mais completa informação que a marca tem sobre este modelo

 

1
Deixe um comentário

Please Login to comment
recente antigo mais votado
trackback

[…] Ensaio – Mercedes AMG S 63 […]