ENSAIO: MINI Cooper D Clubman

By on 19 Maio, 2016

Após sete anos de muita irreverência, o novo Mini Clubman apresenta-se ao serviço como o renovado posicionamento exige: no seu melhor traje!

Charmoso e requintado, e ainda suficientemente original para continuar a demarcar-se dos (novos) concorrentes. É assim o segundo Mini Clubman ‘made by BMW’, cujas maiores dimensões (cresceu 27 cm em comprimento, 9 cm em largura e 10 cm na distância entre eixos) e cuidado acrescido no refinamento o colocam agora a par dos rivais de nicho ‘premium’ que se encontram no segmento C, como o Audi A3, o BMW Série 1 e o Mercedes Classe A.

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As diferenças são tão grandes de uma geração para a outra que poderíamos dizer que o novo Clubman deixou a chupeta e emancipou-se no intervalo de tempo que as separa. Se visualmente começa logo por se destacar pelas cinco portas da carroçaria (e não as ‘2+1’ do anterior), no habitáculo é o acréscimo de qualidade dos materiais e o espaço que existe para as pernas dos ocupantes que se assumem como as grandes diferenças. O incremento da tecnologia é outro aspeto que nos transporta para um tempo distinto, e tudo junto torna-o no modelo mais apetecível da Mini para a família… ou para quem gosta de furar convenções e aprecia um automóvel diferente. Tal como a anterior geração, o Clubman está longe de ser uma carrinha. Se excluirmos aquele portão traseiro com duas portas individuais que lhe conferem muita personalidade, é um compacto de cinco portas como qualquer outro. No capítulo do espaço até perde para alguns dos modelos que referimos – embora desta feita essa ‘penalização’ seja, segundo a Mini, ‘propositada’, com a marca a apresentá-lo como “a proposta mais pequena do segmento C.” Mas não se assuste: ao contrário do anterior, há folga para cinco adultos, e todos viajam de forma confortável. Já os 360 litros da bagageira situam-se entre o A3 (380 l) e o Classe A (341), valor que sobe para 1250 litros com o rebatimento dos bancos.

O PREÇO DA ORIGINALIDADE
Seguindo as mudanças operadas na filosofia, mais próxima de um cavalheiro britânico, o Clubman dispõe agora de muitas mordomias: travão elétrico e regulação elétrica dos bancos, iluminação LED, câmara de estacionamento traseira e um ‘head-up display’ fazem parte da lista, tal como a projeção, a partir do espelho exterior, do emblema da marca sempre que se abrem e trancam as portas. A versão que conduzimos, Cooper D, conjugava um motor de 2.0 litros de 150 cv com uma caixa manual de seis velocidades, oferecendo um bom compromisso entre desempenho e consumos, embora os 4,1 l/100 km anunciados sejam, no nosso entender, demasiado otimistas (5,3 l foi o melhor que conseguimos). O amortecimento da suspensão é muito equilibrado, nem muito mole, nem muito duro, e a direção elétrica continua a responder imediatamente aos nossos impulsos. Com um pvp de 30 900€ para a versão base, assim se vê como o Clubman também ‘cresceu’… no preço. E se lhe juntarmos o pacote de equipamento ‘Chili’ (2113€), as jantes de 18 polegadas (609,76€) e a maravilhosa pele azul (‘Chester Indigo Blue’, 813€) que dava corpo ao padrão dos bancos, três dos muitos opcionais com que vinha equipado, o montante rapidamente cresce para os 38 289€ finais do carro ensaiado. O espírito Mini, com outro refinamento, é certo (a qualidade geral está a ‘anos-luz’ do anterior), mas também a um custo mais alto. Caso para dizer que a originalidade tem um ‘peso’ na carteira, felizmente correspondido pelas emoções, visuais e de comportamento, que o Clubman proporciona.

Preço base 30 900€

Motor: 4 cil, 1995 cm3 de 150 cv, diesel, inj. dir., common rail, turbo, geometría variável + intercooler
Aceleração 0 aos 100 km/h: 8,6s
Consumo: 4,1 l/100 km (5,3 L AutoSport)
Emissões CO2 109 g/km
Binário: 330 N.m./1750-2750 rpm
Transmissão: Dianteira, man. 6 vel.
Suspensão: McPherson à frente e eixo de torção atrás
Travões: DV/D
Peso: 1395 kg
Mala: 360 – 1250
Vel. máxima: 212 KM/H

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