Hyundai i10 1.0 MPI – Ensaio Teste

By on 29 Dezembro, 2018

Hyundai i10 1.0 MPI

Texto: José Manuel Costa ([email protected])

O melhor do segmento?

Este ensaio ao i10 confirmou tudo aquilo que já suspeitava sobre o citadino da Hyundai. Olhando para o passado, este i10 é um valente passo adiante, estando mais agradável, confortável e eficiente. Esta segunda geração encontra terreno mais favorável, por menor preconceito contra a marca coreana, para ser bem-sucedido mesmo que pela frente tenha modelos como o VW Up. Veremos se o carro alemão é, ou não, impossível de ser batido por este Hyundai i10.

Conheça todas as versões e motorizações AQUI.


Mais:

Refinamento / Qualidade / Garantias / Mobilidade

 

 

Menos:

Insonorização / Dureza da suspensão

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Apesar de não ser dos mais recentes modelos da Hyundai, o i10 já beneficia da linguagem de estilo da Hyundai, ou seja, tem um desenho agradável á vista e que marca pontos face aos rivais, até face ao seu “primo” Kia Picanto. Não é tão agressivo, é mais suave e arredondado e o conjunto é muito agradável á vista. A qualidade destaca-se, nas folgas dos painéis, nos revestimentos das cavas das rodas, borrachas e demais peças. Impressiona o pequeno Hyundai.

Pontuação 7/10

Interior

O habitáculo do i10 é muito agradável pois tem uma qualidade acima do esperado para o segmento, fazendo jogo quase igual com o VW Up. Percebe-se que os materiais são melhores que anteriormente, mesmo que alguns plásticos sejam duros, confirmando a primeira perceção de qualidade geral acima daquilo que será expectável neste citadino. O refinamento é elevado e exemplos disso podem ser vistos na alavanca da caixa com um engrenamento preciso, nos diversos comandos e na ausência de ruídos parasitas, mesmo quando andamos em pisos mais degradados.

Olhando por cima do ombro, vi um banco traseiro amplo, com três encostos de cabeça e nenhum apoio de braços central, uma falha que não consegue disfarçar o fato do i10 ter quatro lugares e não cinco como se quer fazer crer. Se apenas duas pessoas seguirem no banco traseiro, não vão ter problemas graves com a cabeça, já para as pernas a coisa é mais complicada e se o condutor for muito grande, o espaço quase desaparece. Ah e claro que pode levar um terceiro elemento, se for alguém de quem não gosta muito ou então para trajetos muito curtos que evitam deixar em terra aquela amiga especial.

Depois, a Hyundai decidiu pensar nas crianças e nos pais das crias e espalhou por todo o habitáculo locais para arrumação de tralha, muito úteis, garanto. A bagageira oferece acanhados 252 litros e aqui desmanchei-me a rir pois, contas feitas, a mala do i10 é maior…. tchanan!!!! 1 litro que a do VW Up! O banco traseiro rebate para aumentar a capacidade da bagageira.

Pontuação 8/10

Equipamento

Olhando para a folha de equipamento de série, não falta lá o ar condicionado, banco do condutor regulável em altura, banco traseiro rebatível (60/40), bluetooth, carregador USB, comandos áudio no volante, ecrã de 7 polegadas sensível ao toque, Apple CarPlay, Android Auto, Cruise Control, alarme, vidros elétricos, espelhos exteriores de regulação elétrica e aquecimento, jantes de liga leve de 15 polegadas, ESP, sistema ISOFIX nos bancos. Uma folha recheada que admite poucos extras.

Pontuação 7/10

Consumos

A Hyundai reclama para o motor 1.0 litros com três cilindros um consumo de 5,3 litros por cada centena de quilómetros. Com pouca potência disponível e numa cidade demasiado acidentada, os 5,3 litros são impossíveis e a média final ficou nos 6,9 l/100 km, com picos próximo dos dois dígitos. Ainda assim, valores razoáveis para um citadino, apesar de não estar entre os melhores do segmento.

Pontuação 6/10

Ao volante

Sentado no lugar do condutor e apesar da coluna de direção não regular em profundidade, é fácil encontrar uma posição de condução confortável, mas sempre alta, como seria de esperar. O volante é um bocadinho grande, pelo menos para o meu gosto, e as dimensões do tabliê acabam por “comer” algum espaço do interior sem necessidade.

Seja como for, vamos confortavelmente instalados, e o controlo do i10 é muito fácil. O Hyundai curva de forma sensata e segura, mas não tem nenhuma aspiração a desafiar algum desportivo num qualquer traçado sinuoso. Cumpre a sua função, é ligeiramente duro, mas o conforto não é demasiado beliscado por essa rigidez da suspensão.

Naturalmente que não é um carro veloz (não vai além dos 150 km/h) com uma aceleração lenta (14,9 segundos dos 0-100 km/h) e uma recuperação de aceleração também ela complicada. Porém, em ambiente urbano, o i10 é despachado e ágil o suficiente para ser dos melhores. No ambiente extraurbano, o Hyundai i10 é menos eficaz que alguns dos seus rivais.

Pontuação 7/10

Concorrentes

VW Up

999 c.c.; 75 CV; 95 Nm; 0-100 km/h em 13,2 seg,; 173 km/h; 4,4 l/100 km, 101 gr/km de CO2; 13.747€

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

Skoda Citigo

999 c.c.; 75 CV; 95 Nm; 0-100 km/h em 13,2 seg,; 173 km/h; 4,4 l/100 km, 101 gr/km de CO2; 13.747€

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

Fiat Panda

875 c.c.; 85 CV; 145 Nm; 0-100 km/h em 11,2 seg,; 177 km/h; 4,1 l/100 km, 95 gr/km de CO2; 12.613€

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

Suzuki Celerio

998 c.c.; 68 CV; 90 Nm; 0-100 km/h em 14,0 seg,; 155 km/h; 4,5 l/100 km, 99 gr/km de CO2; 13.241€

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

Motor

Não se pode exigir muito de um bloco de três cilindros com 1.0 litros, sem sobrealimentação e sem injeção direta, com apenas 66 CV. Em cidade cumpre a sua função de forma perfeita, quando levado para o ambiente suburbano, tem muitas mais dificuldades. É mais sonoro que a maioria dos motores triciclindricos – a insonorização fraca do i10 ajuda “à festa” – e a verdade é que esperava um pouco mais do motor. Talvez a Hyundai possa colocar no i10 uma unidade mais potente que permita uma melhor prestação fora do ambiente urbano.

Pontuação 6/10

Balanço final

Prático, com suficiente e inesperada qualidade, espaçoso, confortável e bem equipado, fácil de conduzir e económico, o Hyundai i10 é um ótimo rival do Fiat Panda e do VW Up. Infelizmente, algo correu mal aquando da insonorização do i10, pois depressa, devagar ou na cidade, persiste no interior um rumor incomodativo que num curto trajeto não chateia, mas se a distância se alarga começa a ser irritante. Este pode ser um contra severo, embora olhando aos 5 anos de garantia e ao preço, acaba por se perdoar. É uma verdadeira e forte alternativa ao VW Up e até ao “primo” Kia Picanto. Gostei e recomendo para quem anda à procura de um citadino!

Pontuação 7/10

Ficha técnica

Motor

Tipo: 3 cilindros com injeção multiponto

Cilindrada (cm3): 998

Diâmetro x Curso (mm): 71 x 84

Taxa de Compressão: 10,5

Potência máxima (CV/rpm): 66/5500

Binário máximo (Nm/rpm): 95/3500

Transmissão: dianteira com caixa manual de 5 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): McPherson/eixo de torção

Travões (fr/tr): Discos/Discos

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s): 14,9

Velocidade máxima (km/h): 155

Consumos extra-urb./urbano/misto (l/100 km): 4,3/6,6/5,1

Emissões CO2 (gr/km): 117

Dimensões e pesos

Comprimento/Largura/Altura (mm): 3665/1660/1500

Distância entre eixos (mm): 2385

Largura de vias (fr/tr mm): 1455/1468

Peso (kg): 973

Capacidade da bagageira (l): 252/1046

Deposito de combustível (l): 40

Pneus (fr/tr): 175/55 R15

 

Preço da versão ensaiada (Euros): 14320€
Preço da versão base (Euros): 14320€