RENAULT MEGANE SPORT TOURER TCe 140 – Ensaio Teste

By on 2 Abril, 2019

Renault Megane Sport Tourer TCe 140

Texto: José Manuel Costa

Uma agradável surpresa

Se há um ano, alguém dissesse que a Renault iria apostar muito na motorização a gasolina, chamariam doido ao responsável do marketing. Curiosamente, no passado já tinha referido que a versão a gasolina da carrinha Megane era deveras interessante. Com o novo motor 1.3 litros, a carrinha da Renault ganha bastante embora para quem necessite de fazer muitos quilómetros, a versão diesel ainda seja a recomendada. O reverso da medalha é que temos a oportunidade de comprar uma Megane GT Line por menos de 30 mil euros.

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Mais:

Estilo / Motor / Conforto    

Menos:

Alguns opcionais de segurança / Condução sem emoção

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Pontuação 7/10

A carrinha Megane tem um estilo sedutor e é muito simpática na utilização, seja ao volante, seja no uso familiar. Além de ter o mesmo estilo, feliz, do Megane de cinco portas até ao final da porta traseira, a Sport Tourer oferece mais 43 mm na distância entre eixos e nada menos que 26,7 cm a mais no comprimento. Um conjunto muito agradável e com qualidade que seduz. Um bom exemplo da acertada linguagem de estilo da Renault.  

Interior

Pontuação 7/10

No interior, decalca aquilo que se passa na berlina de cinco portas o que é um bom sinal e, contas feitas, permite que o Megane seja capaz de desafiar os líderes do segmento sem grandes dificuldades. Mesmo que seja uma carroçaria que começa a perder fôlego face aos todo poderosos SUV e crossover. Ainda assim, é uma proposta muito procurada no mercado nacional. E a Renault encarregou-se de a tornar mais apetecível. A Sport Tourer oferece mais 43 mm na distância entre eixos e nada menos que 26,7 cm a mais no comprimento. Tudo para oferecer mais espaço para os passageiros do banco traseiro arrumarem as pernas e tornar a bagageira generosamente ampla: 521 litros que se expandem a 1504 litros com o rebatimento do banco traseiro. Há malas maiores (a Skoda Octavia, por exemplo) mas é um bom valor. Destaque, ainda, para o tabliê com um enorme ecrã central onde está tudo agrupado em termos de sistema de info entretenimento e funcionalidades do veículo, estão separado o sistema de climatização. Enfim, um interior que não tem envelhecido, mas há por ali uns materiais menos felizes que se espera desapareçam com a próxima geração do Megane.

Equipamento

Pontuação 6/10  

Do equipamento de série desta versão GT Line, encontramos o alerta de transposição inadvertida da faixa de rodagem, alerta de excesso de velocidade com leitura dos sinais de trânsito, assistência á travagem de emergência, acesso e arranque mãos livres, sensores de chuva e luz, sistema MultiSense, ajuda ao estacionamento dianteiro, “head up display”, espelhos retrovisores rebatíveis eletricamente, ar condicionado automático bizona, sistema R-Link2 com ecrã de sensível ao toque de 7 polegadas, Andoid Auto e Apple Carplay, volante em couro GT, barras de tejadilho e banco do passageiros com regulação em altura, entre outros. Já entre os opcionais encontramos pintura metalizada, 530 a 800 euros, estofos em pele, 1700 euros, pacote Safety, 680 euros (sistema de travagem de emergência ativa, regulador de velocidade adaptativo, alerta de distância de segurança), Pacote Easy Parking, 680 eueos (alerta do ângulo morto, sistema de ajuda ao estacionamento), Full LED, 800 euros, câmara de marcha atras, 490 euros, travão de estacionamento assistido, 220 euros, teto de abrir panorâmico, 990 euros, pneu sobressalente, 100 euros e ecrã sensível ao toque, 300 euros.

Consumos

Pontuação 6/10

Naturalmente que o Megane Sport Tourer TCe 140 não é tão económico como as versões a gasóleo, porém, sem olhar aos papéis que nos dizem que a média oficial é de 6,2 litros por cada centena de quilómetros, a média do meu ensaio foi de 7,1 l/100 km. Um valor muito interessante para uma carrinha a gasolina

Ao volante

Pontuação 9/10

O nome Sport Tourer e o acabamento GT Line não rimam, naturalmente, com um carro desportivo pois o Megane é um familiar e por isso o carro está pensado e afinado para ser confortável e não veloz no Nurburgring. A suspensão é suave e absorve muito bem as irregularidades da estrada e só algumas lombas perturbam o equilíbrio do Megane. Além disso, é um carro silencioso, mais que um VW Golf pois não somos incomodados pelos ruídos aerodinâmicos ou até do rolamento dos pneus. E com este motor a gasolina, é um carro ainda mais silencioso e suave. Na utilização, o Megane Sport Tourer mostra-se à vontade em estrada e em autoestrada, com um comportamento suficiente para conseguir andar depressa. Não é especialmente emocionante na condução, mas como já disse acima, o carro foi pensado para uma utilização quotidiana. Pode, ainda, recorrer aos modos de condução que a marca francesa oferece em todos os Megane: Sport, Neutral, Comfort e Eco, além do Perso, que não passa de uma forma de personalizar todos os controlos. Mas se quer um conselho, opte pelo Neutral. É o menos sensível e não mexe com quase nada. Porque não acredite que o Megane sem ser o RS ou o RS Trophy, seja um modelo desportivo. Não é e o comportamento do carro é simplesmente eficaz, sem ponta de emoção. Mas também não é isso que lhe é pedido.

Concorrentes

Ford Focus 1.0 Ecoboost 125 Station Wagon 999 c.c. turbo a gasolina; 125 CV; 170 Nm; 0-100 km/h em 10,3 seg,; 198 km/h; 5,1 l/100 km, 108 gr/km de CO2; 24.889 euros

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Peugeot 308 1.2 Puretech 130 SW 1199 c.c. turbo a gasolina; 130 CV; 230 Nm; 0-100 km/h em 9,4 seg,; 200 km/h; 5,1 l/100 km, 115 gr/km de CO2; 30.570 euros

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Seat Leon 1.5 TSI 150 ST FR 1498 c.c. turbo a gasolina; 150 CV; 250 Nm; 0-100 km/h em 8,2 seg,; 215 km/h; 5,0 l/100 km, 113 gr/km de CO2; 31.019 euros

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VW Golf 1.4 150 TSI Variant Confortline 1395 c.c. turbo a gasolina; 150 CV; 250 Nm; 0-100 km/h em 8,6 seg,; 218 km/h; 5,3 l/100 km, 122 gr/km de CO2; 29.704 euros

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Motor

Pontuação 7/10

A caixa manual de seis velocidades rima bem com o bloco 1.3 litros com 140 CV, mesmo que não seja um exemplo de rapidez ou de precisão. Cumpre a função e isso é importante. Já o motor é muito suave, agradável de utilizar e, sobretudo, silencioso. As cifras de potência e binário são mais que suficientes para obter prestações suficientes, mesmo que não seja o paradigma da velocidade, com aceleração 0-100 km/h em 9,8 segundos e 205 km/h. Para uma carrinha familiar é mais que suficiente!

Balanço final

Pontuação 6/10

Pode não concordar comigo, mas peço-lhe que antes de descartar esta versão a gasolina da carrinha Megane. Sim, eu sei que quando vai à bomba gasta menos e que acaba por ir menos vezes. Mas também a versão a gasóleo com este equipamento GT Line custa mais cerca de 2.400 euros. Além disso, a manutenção é mais cara que a do modelo a gasolina. Portanto, pense bem antes de escolher, sendo certo que a carrinha Megane é muito confortável, refinada ao nível dos melhores do segmento, muito bem equipada e com um preço de 28.015 euros.

Ficha técnica

Motor

Tipo – 4 cilindros em linha, injeção direta, turbo

Cilindrada (cm3) – 1197

Diâmetro x curso (mm) – 72,2 x 73,1

Taxa compressão – 10,0

Potência máxima (cv/rpm) – 130/5500

Binário máximo (Nm/rpm) – 205/2000

Transmissão – dianteira, caixa manual de 6 vel.

Direção – pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

Suspensão (fr/tr) – Independente tipo McPherson; eixo de torção

Travões (fr/tr) – Discos vent./discos

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s) – 11,0

Velocidade máxima (km/h) – 198

Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) – 4,5/6,8/5,3 (consumo real medido 5,9 l/100 km)

Emissões de CO2 (g/km) – 119

Dimensões (mm)

Comp./largura/altura – 4626/1814/1457,

Distância entre eixos – 2712

Largura de vias (fr/tr) 1591/1586

Capacidade da bagageira (l) – 521/1504

Peso (kg) – 1293

Depósito de combustível (l) – 47

Pneus (fr/tr) – 205/50 R17

Preço da versão ensaiada (Euros): 28015€
Preço da versão base (Euros): 28015€