Suzuki Swift 1.0T GLX SHVS – Ensaio Teste

By on 6 Dezembro, 2018

Suzuki Swift 1.0T GLX SHVS

Texto: André Duarte

Diversão e simplicidade

O Suzuki Swift é um sucesso de vendas na europa com mais de 1 milhão de unidades comercializadas. A sua quarta geração chegou este ano ao mercado nacional e fomos conhecê-la na versão 1.0T GLX SHVS.

Conheça todas as versões e motorizações AQUI.


Mais:

Condução / Comportamento / Relação Peso-Potência / Consumos / Espaço Interior

 

 

Menos:

Suspensão Traseira / Ecrã tátil

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

O Suzuki Swift é um modelo de pequenas dimensões, mas com proporções muito equilibradas: 3,80m de comprimento; 1,73m de largura; 1,49m de altura. A uma imagem discreta consegue aliar um design harmonioso e cativar por esse aspeto. A frente é a secção que transmite maior personalidade através de uma grelha frontal e desenho dos faróis expressivos. Apesar de tudo, não é pela estética que brilha mais.

Interior

O interior é marcado pela sensação de espaço, fator que é muito bem aproveitado à luz das proporções deste modelo. Nos lugares dianteiros o tablier é compacto em dimensões, o que favorece quem aí segue, mas também nos lugares traseiros facilmente nos sentimentos bem, sendo naturalmente mais aconselhados para duas que três pessoas. A altura para a cabeça e a largura destacam-se em termos de espaço. O interior é pragmático, sem grandes adornos, mas simples e com o essencial para o dia a dia. Os locais de arrumação são generosos, tanto nas portas como na consola central. A bagageira oferece 265l e estende-se até aos 579l com bancos traseiros rebatidos.

Nesta versão GLX, a de topo, encontramos alguns mimos, como por exemplo: botão Start&Stop; vidros traseiros elétricos; climatização automática; adorno branco pérola no painel de instrumentos e portas dianteiras; apoios de cabeça para os três lugares traseiros; volante multifunções de três raios regulável em profundidade. Um grande luxo são os bancos dianteiros aquecidos de série em todas as versões.

A conectividade não é esquecida e, de série nesta versão, temos um ecrã tátil com com ligação para telemóveis, bluetooth, câmara de visão traseira e sistema de navegação. No entanto, este é pouco intuitivo e limitado em funcionalidades.

Equipamento

O maior destaque da versão GLX, proposta de topo, são os sistemas de assistência à condução: travagem de emergência autónoma; alerta de mudança de faixa de rodagem; alerta anti fadiga; assistência de luzes de largo alcance; luzes diurnas LED: integradas nos faróis; sistema auto Start&Stop; sistema SHVS (Smart Hybrid Vehicle by Suzuki); controle de velocidade adaptativo; limitador de velocidade.

A estes juntam-se: pneus185/55R16 e jantes de liga leve com superfície polida; vidros eléctricos traseiros; botão de arranque sem chave; climatizador automático; áudio: Tweeter frontais; ecrã táctil com ligação smartphone, bluetooth, câmara de visão traseira e sistema de navegação; volante de três raios regulável em profundidade; computador de bordo ecrã LCD 4.2” cores; faróis LED com regulação automática de altura; retrovisores exteriores rebatíveis electricamente; retrovisores exteriores com piscas integrados.

Consumos

Conseguem-se consumos reais de 5l sem preocupações, e mesmo que nos entusiasmemos mais ao volante, 5,8l será o que nos espera. Valores que jogam muito a favor desta proposta.

Ao volante

O Suzuki Swift é um modelo que surpreende. Não que isso signifique que esperássemos alguma coisa de mal. Pelo contrário, partimos para o volante sem expectativas e somos agradavelmente surpreendidos desde o primeiro momento com a sua condução.

Há um equilíbrio exímio na sensação que passa ao condutor. A direção está enquadrada com o modelo, não sendo leve nem pesada em exagero, revelando-se no ponto, informativa e direta. O motor é um mimo e poupa-nos em muito o recurso à caixa manual de 5 velocidades. Cada engrenagem tem alma e facilmente a um pisar do acelerador o Swift responde a rigor. Há assim uma boa faixa de utilização de cada velocidade, que se ‘aguentam’ bem.

O chassis entrega-nos um modelo manuseável que tem a seu favor a leveza do seu peso, apenas 875 kg, que faz parecer que estamos, por vezes, com uma ‘pluma’ na mão. E essa sensação transparece muito em condução desde o primeiro momento e é motivo de satisfação, garantindo-nos uma proposta muito ágil e versátil em todo o tipo de situações. Os travões também estão em perfeita sintonia com este carro.

Apenas a suspensão penaliza os passageiros nos lugares traseiros, com uma rigidez que se não tivermos cerimónias a passar irregularidades, facilmente gera queixumes em quem nos acompanha. E as irregularidades não precisam de ser muito pronunciadas. No global, é um modelo que transmite um bom feeling ao volante e que satisfaz pelas sensações que provoca, sendo muito equilibrado, e uma boa opção, principalmente e pelas suas dimensões, para percursos citadinos.

Concorrentes

Neste capítulo o Suzuki Swift do presente ensaio não tem concorrentes diretos, por ser a única proposta do segmento com motor 1.0l a gasolina de 111 cv com sistema mild-hybrid.

Motor

O Suzuki Swift com motor 1.0l turbo SHVS (Smart Hybrid Vehicle by Suzuki) é um modelo com sistema mild-hybrid. Ao bloco a gasolina junta-se um motor elétrico com uma potência de 3 cv e uma bateria de iões de lítio de 12V que prestam auxílio ao motor a gasolina em alguns momentos de condução, ajudando com isso a reduzir os consumos e emissões, como por exemplo no arranque e no funcionamento do sistema Start&Stop. A bateria é recarregada na travagem ou na desaceleração. O funcionamento do sistema híbrido pode ser acompanhado através do painel de instrumentos, que nos mostra o estado da carga da bateria, assim como, de forma imediata, se o sistema está a utilizar ou a regenerar energia.

Com um motor 1.0l a gasolina e uma potência total de 111 cv para 875 kg de peso, o Suzuki Swift é um modelo em que facilmente imprimimos uma condução viva e recebemos uma resposta à altura, tornando este carro um surpreendente prazer ao volante. Por outro lado, com o binário máximo de 170 Nm disponível a partir das 3500 rpm, é também uma proposta que pede acelerador para extrairmos o melhor que tem para oferecer. No geral, a condução pode mesmo tornar-se entusiasmante.

Balanço final

O Suzuki Swift é uma opção bastante válida para ser o nosso companheiro diário. Dimensões de citadino, um motor com a alma necessária para consumos controlados aliados a uma condução prazerosa, equilíbrio em estrada, espaço interior e bom nível de equipamento. No fundo, sem ser exuberante, deixa-nos a morder o lábio e a dizer, “sim senhor, gostei…”

Ficha técnica

Motor

Tipo – gasolina, 3 cil. em linha, injeção direta, turbo, intercooler

Cilindrada (cm3) – 998

Diâmetro x curso (mm) – 73,0 x 79,5

Taxa de compressão – 10,0:1

Potência máxima (cv/rpm) – 111/5500

Binário máximo (Nm/rpm) – 170/3500

Transmissão e direcção – dianteira, transmissão manual de 5 velocidades; pinhão cremalheira com assistência elétrica

Suspensão (fr/tr) – McPherson com molas helicoidais à frente e barra de torção com molas helicoidais atrás

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s) – 10,6s

Velocidade máxima (km/h) – 195 km/h

Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) – 4,0/4,8/4,3

Emissões de CO2 (g/km) – 98

Dimensões e pesos

Comp./largura/altura (mm) –  3840/1735/1495

Distância entre eixos (mm) – 2450

Largura de vias (fr/tr) (mm) – 1520/1520

Travões (fr/tr) – Discos ventilados/Tambores

Peso (kg) – 875

Capacidade da bagageira (l) – 265 até 579 (c/ bancos traseiros rebatidos)

Capacidade do depósito (l) – 37

Pneus (fr/tr) – 185/55 R16

Preço da versão base (Euros): 17952€

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