Toyota Prius+ Luxury 1.8 Hybrid – Ensaio Teste

By on 19 Dezembro, 2018

Toyota Prius+ Luxury 1.8 Hybrid

Texto: André Duarte ([email protected])

Para todas as necessidades

 A versão “+” é a proposta de monovolume do Prius, um modelo de sete lugares e muito espaço para levar toda a família. Fizemo-nos à estrada com a versão 1.8 Hybrid de 136 cv.

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Mais:

Espaço / Modularidade / Conforto / Condução

 

 

Menos:

Menos: Imagem Exterior / Resposta do sistema híbrido / Insonorização / Caixa CVT

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

O Prius+ mantém a linha do carro que lhe deu origem, mas enquanto monovolume apresenta uma imagem que parece datada, numa estética ausente dos padrões atuais em que imperam o arrojo e personalização. Ainda que partilhe a frente dos mais atuais Toyota, conte com vidros laterais traseiros escurecidos, spoiler traseiro e faróis LED, no seu todo o conjunto peca por uma imagem pouco refrescante. Porém, é um modelo apontado à função e não há forma.

Interior

O interior espelha equilíbrio, comodidade e pragmatismo e apresenta uma configuração bem diferente daquilo a que estamos habituados, que causa surpresa inicial. O painel de instrumentos está colocado ao centro do tablier, e por isso não temos quaisquer mostradores atrás do volante, algo muito pouco usual. A própria consola central tem um design muito próprio e requer alguma habituação para percebermos a disposição e funcionalidade dos botões. O modelo marca assim pela diferença. Já os materiais, como os plásticos, não deslumbram, mas também não comprometem.

O grande trunfo deste modelo, que justifica a adição do “+” ao nome Prius, são os sete lugares. Com bancos independentes num habitáculo espaçoso, o Prius+ é uma boa opção para quem precise de circular com frequência com muitos ocupantes ou acomodar bagagem. Pena apenas os bancos da segunda fila serem rebatidos a “dois tempos”: primeiro temos que inclinar as costas para a frente e depois carregamos numa patilha para os rebater; já para voltarem à posição normal basta puxá-los.

O espaço é bom e no 6º e 7º lugares podem ir adultos até cerca de 1,70m, se bem que logicamente com as pernas encolhidas, isto contando que na segunda fila de bancos os passageiros seguem confortáveis. Se estes derem ‘um jeitinho’, tudo fica facilitado para quem vai atrás. Interessante é que cada um dos lugares da terceira fila tem apoio de braços e base para um copo cada. Um bom pormenor. A bagageira tem 450l e estende-se  até aos 1035 com a segunda e terceira filas de assentos rebatidas.

Na consola central temos um ecrã tátil que demora até estar operacional quando ligamos o carro, mas que depois se revela fácil de utilizar. Através dele podemos aceder ao sistema de navegação, mapas, informações de trânsito, ligação bluetooth, ver e-mails ou mensagens. É possível também aceder a informações sobre o sistema híbrido: consumos, monitor de energia e um gráfico que nos mostra o nosso tipo de condução, com os consumos, energia regenerada e média horária.

Equipamento

Há um conjunto de detalhes que agradam nesta versão Luxury: ar condicionado automático; cortinas de sol integradas nas portas traseiras; bancos dianteiros aquecidos; bancos da 2ª fila com regulação longitudinal e bancos traseiros independentes; luzes individuais dianteiras; luzes de cortesia nas portas dianteiras; luzes interiores de pé; porta-luvas com compartimento superior e inferior; suporte para copos nas três filas de bancos; bolsas de arrumação nas portas dianteiras e traseiras; bolsas de arrumação nas costas dos bancos dianteiros; cobertura da bagageira retrátil; ar condicionado automático sistema Smart Entry & Start (condutor, passageiro e bagageira); espelho interior eletrocromático.

Ao nível da condução temos: sensor de luz e chuva; faróis dianteiros LED e óticas traseiras LED; câmara auxiliar ao estacionamento; cruise control adaptativo; aviso de saída de faixa de rodagem; luzes de máximos com controlo automático; reconhecimento de sinais de trânsito

Entre os opcionais destaque para: kit de sensores de estacionamento da frente 321€; kit de sensores de estacionamento traseiros 303€; proteção de carga horizontal 44€; protecção de carga vertical 76€; cinto da bagageira 352€.

Consumos

Numa condução cumpridora, mas sem estarmos preocupados com a regeneração da bateria, é possível realizar médias na casa dos 5l. No nosso caso o valor padrão foi de 5,5l, no entanto viajámos maioritariamente sozinhos e sem bagagem. Daí que acreditamos que o valor suba para a casa dos 6l se o carro for com mais passageiros e bagagem, ainda que os consumos nunca devam subir muito. Em circuito urbano o motor elétrico do sistema híbrido ajuda a manter os consumos mais baixos, principalmente no pára-arranca, sendo por isso uma mais valia.

Ao volante

A princípio causa estranheza o facto de não termos o painel de instrumentos atrás do volante e sim no topo do tablier, ao centro. Porém é algo a que rapidamente nos habituamos. E, em certa medida, nos leva a estar mais concentrados e focados na condução, porque não temos mostradores que nos impelem a olhar sistematicamente.

O Toyota Prius+ é um modelo com uma condução agradável. Em estrada o comportamento chega a ser ágil para um modelo com as suas dimensões (4645 mm de comprimento; 1775 mm de largura.; 1575 mm de altura) e características. Revela-se confortável mesmo no mau piso, o que é sempre bastante importante,  mais ainda para um modelo que geneticamente nos faz andar sempre acompanhado.

Ao volante esta versão de sete lugares pode, naturalmente, requerer alguma habituação fruto do seu tamanho, mas depressa percebemos as suas proporções e respetiva noção de distâncias. Depois há sempre a câmara e sensores  a ajudar em manobras de estacionamento. Os travões merecem destaque pela sua prontidão e a direção também está perfeitamente de acordo com o pretendido.

O Toyota Prius+ Luxury 1.8 Hybrid é movido por um motor elétrico e um bloco a gasolina que no conjunto geram uma potência de 136 cv. Temos três modos de condução: Eco; EV; PWR. No EV andamos somente em modo elétrico (a bateria dá somente para cerca de 2 km); no PWR só com o motor a gasolina; no ECO e Normal (quando nenhum dos modos está selecionado) com ambos, sendo que a gestão do sistema automática. A regeneração da bateria é feita em modo roda livre ou nas travagens.

Quanto aceleramos, sem serem precisos exageros, facilmente o habitáculo é envolvido por um incomodativo e ruidoso barulho – pedia-se uma melhor insonorização – oriundo do esforço do motor e caixa a satisfazerem-nos o desejo. Sensações que aumentam quanto mais depressa circularmos. Em autoestrada, é quando o esforço do conjunto mais se sente, pelas velocidades serem naturalmente mais elevadas. Já em percursos urbanos esta sensação dilui-se ligeiramente, ainda que o sistema híbrido nunca nos entregue uma resposta expedita.

Os 136 cv de potência revelam-se assim pouco desenvoltos e a caixa automática CVT, de desenvolvimento humilde, também não ajuda. Dada a pacatez de alma do sistema híbrido, é necessário precaver com antecedência situações de ultrapassagens ou recuperações. Percebe-se que é um carro para ritmos calmos, sem pressas, ainda que talvez em demasia.

 

Concorrentes

Enquanto monovolume, com sete lugares e motorização híbrida, o Toyota Prius+ não tem concorrentes.

Motor

O sistema híbrido (motor elétrico + gasolina) garante-nos uma potência de 136 cv e três modos de condução: Eco, Normal e PWR. No entanto, para 1645 kg o motor tem uma resposta esforçada e ruidosa. No caso do presente ensaio andámos maioritariamente a solo, mas o previsível num modelo com estas características é estarmos frequentemente acompanhados. Nesse sentido, pedia-se um bloco com maior disponibilidade na maioria das situações.

Balanço final

O Toyota Prius+ é um modelo pensado para uma utilização em que o espaço seja imperial. O aproveitamento interior é bom e permite mesmo que o 6º e 7º passageiros circulem com alguma comodidade (mediante a sua estatura). Em estrada é equilibrado e oferece-nos uma sensação agradável em viagem. Além da estética, só mesmo os 136 cv do sistema híbrido em conjunto com a caixa automática CVT se revelam insípidos, com o esforço para deslocar o conjunto a ser traduzido em barulho e não acompanhado em reação. Ainda assim, não deixa de ser uma modelo interessante em termos de utilização.

Ficha técnica

Motor

Tipo – híbrido, 4 cil. em linha, injeção eletrónica / motor síncrono de magneto permanente, 650 v c/batería de iões de lítio

Cilindrada (cm3) – 1798

Diâmetro x curso (mm) – 80,5 x 88,3

Taxa de compressão – 13,0:1

Potência máxima (cv/rpm) – 136 /

Binário máximo (Nm/rpm) – 142/4000 (motor combustão) / 207 Nm (motor elétrico)

Transmissão e direcção – dianteira, transmissão automática CVT; pinhão cremalheira com assistência elétrica

Suspensão (fr/tr) – McPherson à frente e eixo de torção atrás

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s) – 11,3s

Velocidade máxima (km/h) – 165 km/h

Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) – 4,8/6,7/5,5

Emissões de CO2 (g/km) – 126

Dimensões e pesos

Comp./largura/altura (mm) –  4645/1775/1575

Distância entre eixos (mm) – 2780

Largura de vias (fr/tr) (mm) – 1540/1545

Travões (fr/tr) – Discos ventilados/Discos

Peso (kg) – 1645

Capacidade da bagageira (l) – 450 até 1035 (c/ 2ª e 3ª fila de assenta rebatidos)

Capacidade do depósito (l) – 51

Pneus (fr/tr) – 205/60 R16

Preço base (versão) (€) – 38.060€

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