10 dicas para comprar carro e não se arrepender

By on 14 Agosto, 2019

Comprar um carro é sempre uma tarefa mais difícil do que pode parecer. Podemos gostar mais de uns do que outros, apreciar determinado tipo de características, ambicionar algumas mordomias e ter o nosso modelo encantado.

Mas na hora de ‘assinar por baixo’, tudo isso conta, mas não só. O ato de adquirir um novo modelo é sempre uma enorme responsabilidade pelo investimento que um veículo representa e ficarmos totalmente satisfeitos com a nova aquisição é precisamente aquilo que todos queremos. Daí que não há fórmulas mágicas, mas há sempre meia dúzia de passos que não devem ser descurados e que se podem revelar muito úteis na hora de dizer: “Quero este.”. Conheça alguns pontos importantes a ter em conta nesta tarefa percorrendo vendo os tópicos em baixo.

André Duarte

Fonte: bankrate.com

 

Definir um montante: um teto orçamental é de imediato uma grande ajuda para balizar até onde estamos dispostos a ir. Desta maneira, filtramos de imediato um grande rol de veículos. Porém, pode haver dúvidas sobre o montante que queremos gastar. Segundo o banco nova-iorquino Bankrate, uma regra de ouro é não se gastar mais de 25% do orçamento familiar com o total de veículos que tenhamos na garagem. Esta fasquia inclui não apenas os pagamentos mensais, mas também os gastos com combustível e/ou seguro do ou dos veículos.

Objetivo de utilização: este é um dos pontos essenciais. Queremos um primeiro carro ou um segundo? Espaçoso para os fins de semana em família ou prático para o quotidiano? Tudo pesa na hora da compra. Se for para primeiro carro e o objetivo for um modelo para uma utilização diária, talvez um modelo de segmentos inferiores, A ou B, seja uma boa opção. Mais comedidos em tamanho e previsivelmente em consumos, além de práticos para o dia a dia. Se quisermos um modelo para o quotidiano e para alguns passeios, talvez subindo para o segmento C ou mesmo D seja um caso a pensar. Se for um segundo carro, mais para dar belos passeiros, talvez uma carrinha ou um SUV de maiores dimensões se justifique. Tudo depende do gosto e disponibilidade da carteira, mas vale sempre a pena ter em conta o propósito primordial de utilização.

Novo ou usado: pode ser um dilema que deve ser ponderado com o ponto anterior, o objetivo de utilização. Um modelo novo é naturalmente mais dispendioso, mas tem várias vantagens: é a estrear e por isso vem imaculado, toda a sua história de vida começa a ser escrita por nós; tem muitos anos pela frente que, em condições normais, será muito menos suscitável a problemas mecânicos que um veículo em segunda mão; tem garantia de fábrica. Já um modelo usado, a não ser que procuremos algo raro ou muito específico, à partida haverá um amplo leque de ofertas que nos permite escolher o melhor negócio; é mais acessível que um carro novo (se tivermos em conta o mesmo modelo); porém desconhecemos o seu percurso de vida e o seu historial mecânico, o qual pode esconder problemas fruto da sua utilização/estado que poderão acarretar despesas extras e que pode fazer subir o preço inicialmente ‘em conta’; porém, o custo do veículo, mesmo que necessite de alguma revisão, por vezes pode compensar face ao tipo de utilização que pretendemos.

Pesquisa: alinhavados os pontos anteriores, devemos dar início à pesquisa: consultar vários sites de marcas, ver as características, preços, opcionais e equipamento de série; ver se há campanhas; fazer orçamentos nos sites das marcas para perceber o valor final dos veículos; ler ensaios de meios especializados para melhor perceber os prós e contras dos veículos.

Ponderar as opções: após a pesquisa e já com uma lista de modelos em mãos, começar a fazer contas mediante alguns critérios, como por exemplo: tipo de utilização, distância diária, quilómetros médios anuais, custo do veículo, consumos, quanto irá ficar a mensalidade. Mediante isto, à partida ir-se-á restringir ainda mais o rol de carros em perspetiva.

A quem recorrer para o financiamento: se o objetivo é fazer um empréstimo para a aquisição de um novo modelo (ou usado), o ideal é ponderar o melhor negócio, tendo em conta os juros associados. Deve-se por isso perceber o que os vários bancos têm para oferecer, incluindo as financeiras das próprias marcas e ‘jogar’ com isso.

Preços reais: verificar com exatidão o preço dos veículos (falamos aqui de modelos novos). Há marcas que disponibilizam o preço, mas, por exemplo, sem seguro, nem despesas de legalização, outras poderão incluir. O mesmo acontece com as campanhas em curso. É necessário uma atenção cuidada. Mesmo que por vezes haja diferenças de ‘pormenor’, convém olhar a tudo isto na hora da compra.

Fazer um test-drive: depois de várias horas e contas de cabeça, provavelmente chegamos a um ponto em que estamos indecisos entre dois ou três veículos. Cientes das opções e preços, é altura de marcar um test-drive. Nada melhor que ver o modelo ao vivo e a cores e testá-lo, para percebermos na realidade aquilo que pretendemos.

A hora da compra: apesar de estarmos já cientes do preço do veículo escolhido, ainda é possível negociarmos. Por um lado, convém ter presente os descontos e campanhas existentes. Depois, para quem o pretender, se vale a pena e o quanto abate no preço final se se entregar o carro usado e se tal é de facto vantajoso. Ou se é preferível vendê-lo a um particular ao invés de a um stand. Através de pesquisas online pode-se perceber o valor médio no mercado de usados e se o stand está a oferecer uma quantia justa, ou abaixo daquela que o carro vale na realidade.

Cuidado com os ‘extras’: quando estamos prontas a fechar a compra é usual surgirem sugestões de diversa ordem, como um seguro ou extras do veículo. É fácil sermos levados pelo entusiasmo e um simples “sim” traduzir-se em mais alguns números na fatura final para os quais não estávamos preparados. Daí que, por muito que queiramos o veículo, ‘ele não foge’, e podemos ter de estar preparados a dizer não. Na dúvida, devemos mesmo fazê-lo. Se necessário, voltar a casa, verificar tudo o que foi dito e mais tarde regressar ao stand para finalizar a compra. O ponto aqui é não nos precipitarmos e garantirmos que tudo aquilo que foi falado é o contratualmente definido, para que não haja surpresas.

 

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