Aston Martin em bolsa até final do ano

By on 29 Agosto, 2018

Andy Palmer, CEO da Aston Martin, quer colocar à casa britânica na bolsa de Londres até ao final do ano, coroando, assim, uma reviravolta completa na condição da Aston Martin, de regresso aos lucros depois de anos seguidos de perdas.

Para já, segundo anuncio feito pela Aston Martin, foi entregue um formulário de registo à autoridade de controlo de conduta financeira, algo exigido por lei a todas a empresas que considerem lançar uma oferta pública de venda (OPV). Assim que for dada luz verde ao negócio, será lavrado o prospeto de campanha sobre a OPV já nas últimas semanas de setembro (dia 20 é o dia apontado pela Aston Martin).

Segundo declarações à agência Reuters, Andy Palmer, ex-CEO da Nissan e hoje o homem do leme da Aston Martin, a ideia é que a empresa seja vendida em bolsa o mais tardar até final do ano, prazo que coincide com a decisão sobre um acordo entre o Reino Unido e a União Europeia, sobre o Brexit.

Se tudo correr como Andy Palmer deseja, a Aston Martin quebrará uma ausência da bolsa de Londres de marcas britânicas, depois da venda a investidores estrangeiros de casas como a Jaguar, Land Rover, Bentley ou a Rolls Royce.

Esta OPV vai permitir forte encaixe financeiro já que a Astin Martin pode valorizar-se até aos 5,5 mil milhões de euros (5 mil milhões de libras), um valor extraordinário que reflete o trabalho feito por Andy Palmer numa marca cujas vendas na Europa são de 25% da sua produção feita, apenas, numa fábrica localizada no Reino Unido. Serão duas em 2019, espera-se.

Tudo isto não seria possível se as contas da Aston Martin não estivessem robustas. Desde 2010 que a casa britânica fechava os seus exercícios sempre com prejuízos, em alguns anos, bem elevados. A chegada de Andy Palmer e o lançamento de novos produtos, permitiram que, pela primeira vez em muito tempo, a Aston Martin mostrasse um exercício com lucro. Contas feitas, o primeiro semestre terminou com um lucro, antes de impostos, de 46 milhões de euros, com o volume de vendas a subir 8% para os 450 milhões de euros, animadas pelo novo DB11 nas versões coupé e Volante descapotável. Para o futuro, a Aston Martin pretende aumentar as vendas para próximo das 6500 unidades, tendo como grande objetivo chegar a 2020 com 10 unidades produzidas.

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