Automóvel Club de Portugal já comentou o OE2022

By on 12 Outubro, 2021

O Automóvel Club de Portugal foca a sua análise do OE2022 em pontos como o aumento dos preços dos combustíveis ou ausência de incentivo ao abate de viaturas em fim de vida.

Tal como já noticiámos, o Orçamento de Estado para 2022 apresenta algumas propostas que vão afetar diretamente os condutores portugueses. Agora, o Automóvel Club de Portugal decidiu fazer a sua análise às medidas propostas e, como seria de esperar, começam pelos combustíveis. “Com a escalada dos preços da matéria-prima, também devido à crise energética, da desvalorização do euro e do grau de incerteza nos mercados, seria uma ajuda fundamental à “retoma económica completa” o Governo intervir na descida dos impostos sobre os combustíveis. Em vez disso, já realçou que o preço vai continuar a subir, agravado pelo aumento dos impostos, apesar de estes já representarem 60% do preço final”, diz o ACP em comunicado.

Fala ainda de que o Governo olha para os combustíveis para um assunto de “mobilidade individual”, mas que na verdade é um “rombo na economia das famílias e das pequenas e médias empresas que, inevitavelmente vão pagar mais por todos os bens e serviços”. Como seria de esperar, o ACP não deixou de falar da taxa adicional sobre os Impostos dos Produtos Petrolíferos (ISP) ao referir que a mesma poderia ter sido retirada para “compensar o aumento brutal do preço da matéria-prima, mas, pelo contrário, preferiu [o Governo] refugiar-se em retórica e passa culpas”.

Por outro lado, o Automóvel Club de Portugal aproveitou para destacar a ausência no OE2022, mais uma vez, de um incentivo ao abate de veículos em fim de vida. Este é visto como importante tendo em conta que “Portugal tem um dos parques automóveis mais envelhecidos da União Europeia”.

Passando para o ponto dos apoios à compra de veículos elétricos, o ACP tem algumas dúvidas sobre o mesmo. “Estas medidas são estéreis para a maior parte dos contribuintes, sem orçamento para a aquisição de veículos muito mais caros, ainda que mais eficientes do ponto de vista ambiental, e mais limitados em termos de autonomia. Aos consumidores resta manterem os seus veículos, que apesar de serem menos eficientes e mais poluentes, são os que conseguem comprar e manter. Um verdadeiro contrassenso entre o discurso e a realidade”, refere o documento.

O Automóvel Club de Portugal termina o comunicado ao concluir que o Governo apresenta um “orçamento contra as famílias e as ambições dos portugueses”, e que o setor automóvel “é uma das maiores receitas fiscais para o estado”.

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