Bentley justifica fim do Mulsanne com vendas marginais

By on 10 Março, 2020

Será uma das berlinas de topo mais impressionantes e um modelo icónico na história da marca britânica, mas a razão sobrepõe-se à emoção e as vendas marginais acabam de condenar à morte o Mulsanne.

A Primavera de 2020 assistirá ao fim da história do Mulsanne na gama Bentley, deixando o Rolls Royce Phantom sozinho neste nicho de mercado. Em entrevista á revista Top Gear, Adrian Hallmark, o CEO da Bentley explicou que foram as vendas que decidiram o destino do Mulsanne. “O segmento das berlinas de topo sempre foram a base da Bentley ao longo de mais de uma centena de anos, mas os volumes encolheram substancialmente e mesmo que vendamos mais que o Phantom, não é suficiente.” Segundo o responsável da marca, venderam em redor de 500 unidades o ano passado, mesmo que o número de bilionários tenha triplicado nos últimos anos.

Antes do Mulsanne, a Bentley vendeu o Arnage a uma média de 1200 unidades/ano, pelo que com menos de metade disso, é impossível sustentar um modelo de negócio para o carro. Com tudo isto, o sucessor do Mulsanne também foi colocado na prateleira, pois Hallmark deixa claro que o segmento das berlinas de ultraluxo está em rápido declínio e a Bentley quer ter lucro na sua atividade.

Para já, o redesenhado Flying Spur vai continuar pois os números de vendas são bem melhores, ou seja, vende cerca de 3 mil exemplares por ano. No final de contas, o Mulsanne acaba por ser vítima dos SUV e crossover, incluindo o Bentayga da Bentley e o Cullinan da Rolls Royce.

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