Carlos Ghosn ao ataque: acusa os executivos da Nissan de inventarem tudo para parar a fusão com a Renault

By on 31 Janeiro, 2019

Ainda detido no Japão e despojado da presidência da Nissan, Mitsubishi e, mais recentemente, Renault, Carlos Ghosn passou ao ataque.

Diz o executivo brasileiro que as acusações de má conduta e fraude fiscal feitas contra si, são obra de um esquema arquitetado pelos executivos da Nissan para o impedirem de aprofundar os laços entre as três marcas que levariam a uma fusão. Esta acusação foi feita durante uma entrevista de 20 minutos, concedida depois de autorização das autoridades japonesas.

Reafirmando a sua inocência e agora despojado da presidência das três marcas da Aliança, Ghosn passou ao ataque, revelando que “não tenho dúvidas nenhumas” que as acusações contra ele – que a Nissan diz serem resultado de um delator interno – são fruto de uma artimanha que os executivos da Nissan lançaram para o incriminar, tirá-lo do caminho e evitar, assim, a fusão das três marcas, que daria vantagem ao maior, a Renault.

Ghosn vai mais longe ao dizer que havia um plano para uma integração mais próxima das três marcas da Aliança (Renault, Nissan e Mitsubishi), criando autonomia dentro de uma holding, algo que Ghosn confessa, discutiu com o presidente da Nissan, Hiroto Saikawa, mas sem a presença de Osamu Masko, CEO da Mitsuibishi, pois o responsável da Nissan quis uma reunião a sós.

Quanto às acusações de ter gerido a Nissan como um ditador, Ghosn referiu na entrevista que “as pessoas confundem uma liderança forte com um ditador, apenas para distorcer a realidade.” Disse, também, sobre as casas de luxo compradas pela Nissan em diversas cidades do mundo, que o departamento jurídico deu luz verde às compras.

Dizer, ainda, que Carlos Ghosn está a ser investigado por usar fundos da Nissan para fazer pagamentos ao investidor saudita Khaled Juffali, em troca de um aval para que Ghosn pudesse mitigar as perdas dos seus investimentos pessoais. Ghosn diz que o responsável da Nissan do Médio Oriente, assinou a autorização dos pagamentos que foram feitos com fundos de um saco azul sobre o qual Ghosn tinha total liberdade de fazer com ele o que quisesse. Deixou mensagem aos procuradores japoneses, que o mantêm detido alegando perigo de fuga: “eu não vou fugir! Quero é defender-me!”

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