Como se combate o tédio do confinamento? Com automóveis!

By on 9 Abril, 2020

Uma vez “petrolhead” para sempre “petrolhead” e neste tempo de confinamento, nada melhor que o automóvel para combater o tédio.

E se não for um “petrolhead”, apenas adepto do automóvel ou estiver, somente, entediado, estas soluções propostas pela Seat e por um engenheiro mecânico da casa espanhola, Phillipp Klein Herrero, podem ser de ajuda. E para ele, as coisas foram complicadas: no dia em que foi ordenado o confinamento em Espanha, estava planeada uma viagem de esqui com a família. Cancelou-a e está em confinamento.

Porém, o seu entusiasmo pelo esqui fê-lo gastar seis horas a gravar e editar um vídeo que está a ficar viral nas redes sociais, com quase meio milhão de visualizações no YouTube. São 57 segundos para contar uma história: Philipp Klein Herrero a acordar num saco de dormir na sua sala, depois sobe uma montanha de lençóis brancos com um machado de gelo antes de esquiar, e tudo filmado do teto.

Esta foi uma ideia, mas a Seat deixa mais algumas.

Costura:Croché, tricô, ponto de cruz… a maioria das nossas avós são especialistas em costura. Na Seat, Nick Allen faze o acabamento do interior dos automóveis, utilizando até 30 mil metros de linha por ano. Aqui ficam os seus conselhos se quiser começar a coser: “tenha bom olho, boas mãos… e, acima de tudo, muita paciência. O resto vem com experiência”. Esta é uma boa opção e é benéfica durante a crise de saúde, pois muitos dos trabalhadores da Seat, incluindo o próprio Nick, estão a ajudar a fazer máscaras faciais. No seu caso, elabora cerca de 50 por dia.

Esculpir:Quem é que nunca imaginou manusear o barro como no filme “Ghost”, com o seu parceiro e música romântica de fundo? Esta quarentena é uma oportunidade de começar a usar uma roda para esculpir taças, pratos e decorações para quando tudo voltar ao normal. Quem o recomenda é Carlos Arcos, chefe da modelação exterior da Seat, que há 20 anos dá forma a projetos de automóvies à escala real. Ele usa um tipo de argila muito versátil e de arrefecimento rápido. Para Carlos Arcos, o mais importante quando se esculpe é “olhar para o modelo de diferentes ângulos e moldar o que se vê com as mãos para que o que se visualiza em 2D se torne finalmente real”.

Fazer puzzles:50, 100, 250, 800, 1.500 peças… Existem puzzles adequados para todas as idades, com diferentes níveis de dificuldade, e são sempre melhor feitos em grupo. No entanto, quando se trata de montar todas as peças de um puzzle automóvel, é preciso uma boa equipa que consiga montar as 4 mil peças de que é composto. Esta é a tarefa do departamento de Tecnologia de Medição da Seat, que trabalha com uma precisão de 1/10 de milímetro, equivalente à espessura de uma folha de papel, ao montar as peças de cada veículo. Segundo o responsável da área Pedro Vallejo, estes níveis de precisão são transferidos para o produto final, “um todo perfeito, preciso, compacto e de qualidade“, afirma. O equivalente a esse puzzle emoldurado que todos têm na parede, pelo esforço que foi preciso fazer para o completar.

Pintura:Uma tela em branco, uma ideia e lápis de cor, tinta ou spray. É tudo o que precisa para começar a pintar. Se quiser desenhar uma paisagem de Verão, deve usar cores quentes como o vermelho, laranja e amarelo. Se preferir uma paisagem de Inverno, o branco, o azul e o violeta são as suas cores. Jordi Font, do departamento de cores e acabamentos daSeat, salienta que “a escolha da cor é muito pessoal e expressa como a pessoa se quer mostrar aos outros”. Neste sentido, Jesús Guzmán, do mesmo departamento, pratica personalizando a pintura da sua coleção de miniaturas de automóveis. Isto ajuda-o a “pesquisar novas formulações de tinta para futuros modelos”, explica. Tem até um perfil na Instagram onde mostra o seu trabalho (@singularpaint).

Restauração de antiguidades: Finalmente, se gosta de artesanato, o restauro pode ser uma boa opção. Em 2017, um dos primeiros 600 modelos foi restaurado por uma equipa de 30 pessoas do Centro Técnico Seat, liderado por Ángel Lahoz. O automóvel, que esteve parado durante 25 anos, necessitou de mais de mil peças originais e demorou até 1.500 horas para ser completamente desmontado e desmontado e cada peça restaurada à mão. No entanto, para quem nunca o fez antes, talvez seja melhor começar com algo mais pequeno. O próprio Ángel Lahoz recomenda que “primeiro é preciso desmontá-la e limpá-la bem, mas com muito amor. Se não tiver ferramentas, pode sempre usar utensílios velhos, uma escova de dentes macia e velha; e pode levar um bocado de esponja com um pouco de pasta de dentes para polir algumas áreas”. E conclui “se tiver um conjunto de marcadores de feltro em casa, pode fazer um bom trabalho de reparação de riscos de forma muito digna”. Pode aplicar a brinquedos ou qualquer outro objeto.

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