Conduzimos o novo Citroën ë-C4, a versão 100% elétrica do modelo

By on 12 Janeiro, 2021

A Citroën decidiu transformar por completo o C4 e, para além disso, será importantíssimo para o fabricante francês ao ser o “porta estandarte” de uma nova linguagem de estilo e inovação que é vista pelos representantes da Citroën como determinante para o crescimento enquanto marca. Apesar desta geração não ter sucessão para o C4 Cactus, apresenta pela primeira vez no modelo uma versão 100% elétrica denominada ë-C4, variante essa que o Automais teve a possibilidade de conduzir na apresentação nacional.

Ao olhar para o novo C4 percebemos que a marca francesa apostou forte numa revolução estética. De facto, com uma distância ao solo superior à do Cactus, a Citroën consegue ser diferente e disruptiva com um carro posicionado entre os compactos tradicionais do segmento C e os SUV. No que diz respeito ao estilo apresenta uma nova assinatura de luz e o “double chevron” que chega aos extremos da dianteira através de barras cromadas. As cavas de rodas musculadas estão munidas de proteções em plástico preto, também visíveis na parte inferior dos para-choques, e o tejadilho descendente foi desenhado para enfatizar a aerodinâmica do veículo, numa clara inspiração nos clássicos Citroën GS e CX. Na traseira temos uma verdadeira mudança de paradigma no que a design diz respeito com linhas modernas e bem conseguidas.

Interior contemporâneo focado na tecnologia

No interior, a Citroën mantém a irreverência que o C4 demonstra no exterior. Com um estilo contemporâneo, deu um verdadeiro “pulo” face ao antecessor. No capítulo da tecnologia, encontramos um painel de instrumentos digital que transmite a sensação de “flutuar” em frente do condutor, enquanto ao centro surge um ecrã de 10 polegadas com o mais recente sistema de infotainment da marca. Um dos destaques desta geração é a separação dos comandos de climatização do ecrã, passando a ter botões físicos.

Mais do que tecnologia, a Citroën pensou na funcionalidade ao facultar vários espaços de arrumação, alguns deles, inovadores. É o caso de uma abertura especial no tablier para guardar, por exemplo, um tablet e, para além disso, recebe um suporte em frente ao passageiro dianteiro para que possa fazer uma viagem, por exemplo, a ver um filme. Quanto a espaço, o construtor francês afirma que tem o C4 é “best in class” no que diz respeito a espaço de joelhos atrás, porém, ao sentarmo-nos no banco traseiro percebemos que o espaço para cabeça é algo reduzido devido ao estilo de carroçaria.

Os 350 km de autonomia reduzem os níveis de ansiedade

Passando para a condução, tivemos a possibilidade de ensaiar o ë-C4, a versão 100% elétrica do modelo. Este encontra-se equipado com um motor que debita 136 cavalos e 260 Nm de binário. Sendo elétrico, a potência chega às rodas dianteiras de forma instantânea, porém, a citroën fez um bom trabalho a tornar as acelerações lineares e não tão bruscas como em outros modelos do mercado. A bateria de 50 kW permite uma autonomia de até 350 quilómetros, valor esse considerável para quem procura um carro de dia a dia sem que o condutor comece a ter ataques de ansiedade ao ver a autonomia a descer. Durante o trajeto delineado pela Citroën, realizámos alguns quilómetros em autoestrada e facilmente se mantém 120 km/h, tal como num carro a combustão. Porém, isso também afeta os consumos de energia que subiram para valores perto dos 19 kWh/100km. Numa condução em ambiente mais urbano, o consumo reduz significativamente, para perto dos 14 kWh/100km. Equipado de série com os batentes hidráulicos progressivos, mantém o conforto tão característico do antecessor.

Por fim, o Citroën ë-C4 já está disponível em Portugal com quatro níveis de equipamento distintos (Feel, Feel Pack, Shine e Shine Pack), com o preço a ir dos 37 607€ (Feel) até aos 41 407€ (Shine Pack).

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