Cupra em dose dupla

By on 28 Outubro, 2020

A convite da Cupra, marcámos presença na apresentação nacional dos novos Leon e Formentor, este último, o primeiro modelo exclusivamente desenvolvido para a marca. Tomámos contacto dinâmico com ambos os modelos, o primeiro associado à inédita motorização plug-in de 245 cavalos e no novo CUV, equipado com a motorização mais potente da gama, o motor 2.0 TSI de 310 cavalos.

Para o início da experiência proporcionada pela Cupra escolhemos o Leon, na carroçaria de cinco portas, nesta nova versão híbrida plug-in que promete uma autonomia elétrica de até 52 quilómetros (WLTP) mantendo o foco na performance e capaz de utilizar, também, a energia elétrica para esse fim, contribuindo com um boost adicional de potência. Ao vivo, este Leon da Cupra mantém as linhas gerais do familiar espanhol inalteradas mas recorre a elementos bem mais desportivos e exclusivos para se destacar do Leon da SEAT. E consegue-o, claramente, apostando para isso em esquemas de cores muito bem conseguidos, com o tom cobre do símbolo a marcar presença noutros componentes da carroçaria, bem como no habitáculo, este, também, de inspiração assumidamente racing. De Lisboa até à zona da Comporta, foram várias as coisas que nos agradaram neste primeiro contacto. E temos de começar pelo consumo, média que, para a qual também contribuiu a energia contida na bateria, não chegou aos 6 l/100 km, mesmo que pela viagem tenhamos puxado um pouco pelo Leon.

Dois Leon num só

Ao volante, destaca-se o enorme contributo do controlo dinâmico do chassis, uma mais-valia para se conseguir o melhor de dois mundos num só veículo. O conforto e flutuabilidade que tanto ajudam nas longas viagens de autoestrada e a dinâmica exemplar que se espera de um automóvel com as aspirações do Cupra Leon. O traçado mais convidativo deste primeiro teste foi curto, mas mesmo com menos 55 cavalos que a versão de topo, este PHEV tem igualmente na motorização um excelente equilíbrio entre um andamento mais do que suficiente para justificar a sua inclusão na gama Cupra, e uma grande dose de racionalidade proporcionada pela vertente elétrica. A oferta de equipamento da unidade ensaiada é vasta e inclui elementos como as jantes de 19”, bancos tipo baquet, cockpit digital com ecrã de 10,25”, full LED, bem como um extenso pacote de assistentes de condução como o cruise control adaptativo, o alerta de ângulo morto e de tráfego à retaguarda e ainda assistente de abertura de porta e de faixa de rodagem. Através do Drive Profile, acessível via infotainment ou do botão dedicado Cupra no impressionante volante, é também possível adaptar o Leon ao nosso gosto ou à via em que estamos a circular. Na nossa pequena incursão na A2, mantivemos o Leon no modo mais confortável e gostámos da suavidade do rolamento, bem como da do funcionamento do sistema híbrido que desliga e acorda o motor de combustão de forma quase impercetível. Assim que saímos da A2, colocámos o “Cupra em Cupra” e foi então que se deu a transformação. Os movimentos da carroçaria são prontamente anulados pela maior rigidez do amortecimento e quer a vertente térmica, quer a elétrica, trabalham em conjunto para acelerar o Leon com muito mais pulmão. Para uma maior intervenção, há patilhas com novo desenho para controlo da caixa DSG. Apesar do curto contacto, gostámos da dupla competência do Cupra Leon e-hybrid, enquanto desportivo e enquanto familiar para o dia a dia. Tudo num pacote bem recheado e esteticamente apelativo, transmitindo emoção e, ao mesmo tempo, exclusividade.

Por falar em exclusividade, passemos ao Formentor

Para a segunda parte do evento, reservámos o Formentor, o primeiro modelo exclusivo da marca e que chega ao mercado já no final do ano estreando o conceito CUV que alia o design e posição de condução elevada de um SUV com as dimensões e dinâmica de um compacto. Tal como o Leon, aposta nas motorizações híbridas plug-in e TSI, mas adiciona-lhe as Diesel, sendo sua a responsabilidade de aliar novamente, nesta nova era da designação Cup Racing, a emoção e carácter desportivo à sigla TDI. Para esta primeira experiência estava apenas disponível a motorização topo de gama, aquela que melhor combina, na verdade, com as aspirações de uma proposta como esta. Assim, com 310 cavalos e tração 4Drive, não podemos estranhar a rapidez com o Formentor sai disparado, ganhando velocidade e mantendo-a, acumulando quilómetros com uma rapidez a que não podemos ficar indiferentes. A rapidez com que nos podemos colocar em problemas com a lei merece também atenção, ainda que, mesmo sem avançar números, foi-nos dito que a potência do Formentor não se ficará pelos 310 cavalos deste 2.0 TSI. E isto porque o chassis convida sempre a mais. Principalmente se selecionado um dos modos de condução mais dinâmicos, Sport ou Cupra, em que tudo é mais imediato, motor, direção e amortecimento, transformando por completo o Formentor, de um familiar confortável e exclusivo, num verdadeiro desportivo, focado nas sensações. Neste aspeto, notámos apenas a falta de um nota de escape mais emotiva, já que a artificial, cumprindo o seu propósito, não tem o mesmo encanto. O preço base do Formentor VZ que guiámos é 47 030 euros, sem despesas, mas o 1.5 TSI de 150 cavalos está disponível a partir de 31 990 euros. Ainda sem preço final confirmado estão as versões TDI e PHEV, mas estimam-se valores de aproximadamente 34 mil e 40 mil euros, respetivamente. A Cupra quer que o novo Formentor represente mais de 50% das suas vendas em 2021. A ambição é grande, mas o plano tem tudo para correr bem.

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