Estudo alerta: mobilidade elétrica coloca em risco empregos na indústria automóvel

By on 19 Março, 2019

Um estudo realizado na Alemanha pela “Landesagentur E-Mobil BW”, diz que metade dos empregos ligados à mobilidade estão ameaçados até 2030.

Este estudo feito com uma amostra recolhida na zona de Baden-Wurttemberg, diz que 31 200 dos 69 600 empregos das empresas produtoras de motores e veículos não elétricos, vão desaparecer até 2030. Neste número estão incluídas empresas que além de motores, fazem transmissões, sistemas de escape, enfim, todos os que estão ligados á mobilidade não elétrica. Os postos de trabalho recuperados pela mobilidade elétrica não andarão acima dos 7900, claramente menos que o emprego destruído.

São apresentados dois cenários que dependem da capacidade das empresas mudarem a sua produção e da velocidade do crescimento da rede de carregamento dos veículos elétricos. O primeiro cenário, em que metade dos empregos é eliminado, estima que os carros elétricos sejam mais baratos mil euros que os correspondentes com motor de combustão interna, aumentando a procura destes veículos de forma muito clara.

O outro cenário aponta para um desenvolvimento conjunto da indústria, ou seja, fornecedores, empresas que fazem maquinaria, enfim, todos caminhem para o mesmo objetivo, será possível perder apenas 7% dos postos de trabalho, podendo até ser menos se o preço dos veículos elétricos for muito diferente e a procura abaixo dos 50% de aumento anual. Nesse cenário, não mais de 2% dos empregos seria perdido até 2030.

Este é um estudo feito na Alemanha e no coração industrial do automóvel alemão, mas pode ser extrapolado para todo o mundo, pois como o AUTOMAIS já revelou, estudos indicam que haverá excesso de produção de veículos elétricos. Se a mobilidade elétrica conseguir, até 2030, oferecer estações de carregamento em abundância e preços abaixo dos modelos de combustão interna, as perdas de postos de trabalho na indústria automóvel serão violentas. Caso se consiga um equilíbrio e haja tempo para completar a mudança para uma nova forma de mobilidade, essa destruição de emprego será menor. 

Os desafios estão aí, pelo que está nas mãos dos governantes e dos construtores o que pretendem fazer para evitar desequilíbrios sociais e dificuldades futuras com massivos investimentos a poderem ser atirados para o balde do lixo.

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