Ford revelou o Puma, um SUV com base no Fiesta e motorização híbrida

By on 27 Junho, 2019

Como o AUTOMAIS já tinha revelado, o Puma regressou à gama da Ford, mas travestido de SUV com uma proposta híbrida 48 volts. Chega a Portugal em janeiro de 2020.

Curiosamente, a Ford quis diferenciar o Puma do mar de SUV que existe ao denomina-lo, oficialmente, como um “SUV inspirado nos crossover” apoiado em três pilares chave, um estilo sedutor, inteligente arrumação traseira e motorização híbrida 48 volts. Vamos então conhecer esses pilares.

O estilo do Puma, obra de George Saridakis, foi pensado para ser um design anti-cunha, ou seja, a frente e a traseira não têm de estar ligadas e o estilo do carro não tem de fluir de uns para os outros. E também rejeita a moda de ligar os farolins com uma barra de luz ou de metal cromado.

Sendo feito com base na plataforma do Fiesta, o Puma beneficia da flexibilidade desta para que a arrumação, outro dos pilares, seja diferente e mais inteligente. Com apenas 30 mm mais de altura que o Fiesta, o Puma consegue oferecer uma posição de condução 30 mm mais alta – essencial num SUV ou num crossover – mantendo-se como um automóvel compacto, apesar de ser mais comprido e largo que o Fiesta. Reclama a Ford que o Puma tem o mesmo volume de espaço que um maior Focus, mas uma bagageira maior, 456 litros contra 370 litros. Para conseguir fazer isto, o responsável pela arrumação do interior, Norbert Steffens, andou semanas a fio armado de cartão e fita gomada a tentar retirar do espaço oferecido no interior a maior versatilidade e utilização. 

O Puma oferece um espaço de carga e bagagem sem constrangimentos, com 456 litros disponíveis, o melhor valor da classe. Com os bancos traseiros totalmente rebatidos, formando um piso plano, o flexível compartimento de carga pode acomodar facilmente uma caixa com 112 cm de comprimento, 97 cm de largura e 43 cm de altura. O Ford MegaBox disponibiliza um espaço de armazenamento versátil e profundo, capaz de acomodar confortavelmente dois sacos de golfe em posição vertical. Esta solução de arrumação oferece uma capacidade de 80 litros num espaço com 763 mm de largura, 752 mm de comprimento e 305 mm de profundidade, no qual podem ser guardados até aproximadamente 115 cm de altura, em posição vertical. Em alternativa, com a tampa para baixo, o espaço pode ser usado para alojar equipamentos desportivos sujo ou galochas enlameadas. O forro sintético e o furo de drenagem no fundo do Ford MegaBox, facilitam a limpeza com água. 

Para maior versatilidade, o piso da bagageira do Puma é facilmente ajustável utilizando apenas uma mão, de forma a adaptar-se a todas as necessidades de carga, podendo ser colocado em três posições na zona de carga: na posição mais baixa, fica disponível o volume máximo de arrumação, com o Ford MegaBox dissimulado, na posição mais elevada, a área que se encontra por baixo aumenta, criando um piso de bagageira nivelado pela superfície plana do rebatimento dos bancos traseiros, quando retirado, o fundo da bagageira pode ser colocado verticalmente, e em segurança, nas costas dos bancos traseiros, oferecendo 456 litros de capacidade

Fabricado em papel 100 por cento reciclado e cola à base de água, o piso da bagageira ajustável apresenta uma estrutura em favo de mel. A tampa da mala tem acionamento mãos livres, novidade absoluta no segmento. Basta um simples movimento por baixo do para choques e o portão abre.

Analisados dois dos três pilares, estilo e arrumação interior, vamos falar do terceiro pilar, a integração de uma motorização híbrida.

Baseado no motor 1.0 Ecoboost a gasolina, substitui o alternador convencional por um BISG, ou seja, um alternador/motor de arranque com 11,5 kW comandado por correia (dai o nome BISG, Belt driven integrated starter/generator). O BISG permite a recuperação e armazenamento da energia perdida durante a travagem e a desaceleração para carregar um conjunto de baterias de iões de lítio refrigeradas a ar. O mesmo BISG funciona como motor integrado com o bloco Ecoboost, utilizando a energia acumulada para ajudar o motor durante o funcionamento normal, bem como para fazer funcionar os acessórios elétricos do Puma.

A mecânica híbrida é proposta nas versões de 125 e 155 CV e o sistema “mild hybrid” inteligente e auto regulado, monitoriza de forma permanente a forma como o utilizador está a fazer uso do veículo e determina a forma de carregar mais ou menos a bateria. Como é isso feito? Primeiro substituição do binário: aciona a funcionalidade de motor elétrico do sistema BISG para fornecer até 50 Nm de binário, reduzindo a quantidade de trabalho necessária do motor a gasolina, para melhorar a eficiência de combustível até 9 por cento, com base na norma WLTP. A substituição do binário contribui para emissões de CO2 desde 124 g/km, e um consumo de combustível desde 5,4 l/100 km para a variante de 125 CV, e emissões de CO2 desde 127 g/km e um consumo de combustível desde 5,6 l/100 km para a variante de 155 CV.

Em segundo lugar, como complemento do binário: aciona a funcionalidade de motor elétrico do sistema BISG para aumentar o binário total disponível no grupo propulsor até 20 Nm acima do nível disponível apenas no motor a gasolina, em carga máxima, e disponibilizar até 50 por cento mais binário a baixo regime, para um desempenho mais forte.

O BISG possibilitou também aos engenheiros da Ford reduzir a taxa de compressão do motor EcoBoost de 1,0 litros e adicionar um turbocompressor maior, conseguindo mais potência e diminuindo o efeito de desfasamento do turbo graças à utilização do complemento de binário, que também confere mais rotação ao motor, o que incrementa a pressão e a resposta do turbo. Com capacidade para recolocar o motor em funcionamento em aproximadamente 300 milissegundos – o mesmo que um piscar de olhos – o BISG permite também que o start/stop do Puma opere num maior espectro de situações, garantindo maior poupança de combustível, mesmo emdesaceleraçãoabaixo dos 15 km/h até à total imobilização do veículo, e até com o veículo com mudança engrenada e com o pedal de embraiagem premido.

Para além deste sistema híbrido, o Puma terá disponível um motor 1.5 litros turbodiesel com caixa manual de seis velocidades que deverá emitir 123 gr/km de CO2, esperando-se para mais tarde uma unidade com caixa de dupla embraiagem cokm sete velocidade. E também o bloco 1-0 Ecoboost com 125 CV e emissões de CO2 de 131 gr/km e consumo de 5,8 l/100 km, estará disponível.

Fora dos três pilares onde se senta o Puma, destaque, ainda, para um novo sistema de assistência da direção, uma fixação do eixo de torção traseiro mais robusta e novos cubos das rodas, agora com cinco pernos para permitir uma fixação mais rígida e efetiva das rodas do que no Fiesta.

O interior é, basicamente, igual ao do Fiesta, mas com equipamentos diferentes que o colocam num patamar acima do utilitário da Ford. Isso é visível no facto do Puma ser o primeiro Ford a oferecer as informações, em tempo real, de tráfego e acidentes ou perigos, da HERE, recebendo informação direta ao vivo do que se passa em redor do veículo. Além deste interessante equipamento, o Puma oferece cruise control adaptativo, monitorização do ângulo morto, assistente de pré-colisão, avisos de gelo ou buracos na estrada, massagem da lombar nos bancos da frente, painel de instrumentos digitial de 24 bits, enfim, um equipamento muito completo que atira o Puma para uma classe acima do Fiesta.

Como referiu Stuart Rowley, presidente da Ford Europa, “Os nossos clientes disseram-nos que queriam um veículo compacto, com um visual atractivo, e igualmente capaz de proporcionar soluções para o dia-a-dia. O resultado é o nosso novo Ford Puma, carismático, prático e dotado de tecnologias tão diversas como os bancos com massagem e as motorizações mild-hybrid.”

Segundo George Saridakis, director de Design Interior e Exterior da Ford Europa, “Logo desde o início, imaginámos um veículo deste segmento que fosse imediatamente reconhecível, e o resultado é este crossover compacto, diferente de tudo o que produzimos até hoje. Este novo lookdeslumbrante representa o próximo capítulo da identidade de design da Ford, enquanto que um conceito ‘sexy’ mais abrangente emprega soluções de engenharia sofisticadas e elegantes que, em combinação com o exterior altamente expressivo, irão deliciar e surpreender os clientes, e satisfazer os seus diferentes desejos e necessidades”.

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