Lexus RX – Luxo à japonesa

By on 28 Dezembro, 2015

Os materiais nobres, o conforto e a tecnologia não são um exclusivo das insígnias alemãs. A quarta geração do Lexus RX prova que no Oriente também se fabricam grandes automóveis

Linhas retilíneas numa carroçaria imponente de 4,89 m têm tudo para ser uma enorme confusão, mas no caso do novo Lexus RX o resultado acaba por ser estranhamento apelativo. Tudo porque a largura dos ‘ombros’, em conjunto com o traço cromado que ‘corta’ a seção traseira, se afiguram como elementos que lhe dão uma dinâmica fora do habitual — a opção correta para disfarçar as dimensões generosas.

VERSÃO ÚNICA
Desde o seu lançamento em Portugal, há precisamente quinze anos, o maior SUV da Lexus foi paulatinamente conquistando novos clientes — poucos, mas bons, a julgar pelos números divulgados pela marca. A atração deveu-se, por um lado, ao nível dos materiais, à profusão de tecnologia e, cremos, a um certo inconformismo de quem procura um automóvel diferente das tradicionais ofertas que povoam o segmento dos SUV de luxo. Mas também à qualidade da manufatura ‘made by Toyota’, cujos processos são reconhecidos por todo o mundo. Nesta quarta geração, tudo isso foi amplamente melhorado num desenho pouco consensual (ou se gosta muito ou se gosta pouco), mas, uma vez mais, impossível de ser ignorado por quem o vê.

O novo modelo tem mais 12 cm de comprimento face ao anterior. Mede ainda 1,89 m de largura, 1,69 m de altura e tem como principais concorrentes o BMW X5, o Porsche Cayenne ou o Volvo XC90. A gama portuguesa contará com apenas uma versão, RX 450h, munida de tração integral e de um sistema híbrido composto por um V6 a gasolina de 3.5 litros, um gerador e dois motores elétricos (o primeiro com 167 cv e o segundo com 68 cv). O sistema híbrido produz uma potência combinada de 313 cv (262 cv do bloco a gasolina) e um binário de 335 Nm às 4600 rpm.

O motor a gasolina foi totalmente revisto, contando com novas câmaras de combustão, e recebeu uma nova unidade de comando eletrónico que garante uma maior eficiência do conjunto. Os consumos e emissões anunciadas de 5,2 l/100 km (120 g/km de CO2) assim o indicam, oferecendo, ao mesmo tempo, mais 14 cv de potência do que a anterior geração.

SOFISTICADO
O enorme ecrã de 12,3 polegadas sobressai no habitáculo luxuoso. Além dos materiais de topo, o interior é marcado pelo teto panorâmico. A capacidade da bagageira subiu de 446 para 539 litros e não faltam mordomias como o rebatimento elétrico dos bancos ou a abertura inteligente do portão traseiro. A lista de equipamentos foi reforçada com mais opções e uma maior oferta de série, com destaque para o alerta de transposição da faixa de rodagem, o sistema de pré-colisão com reconhecimento de peões, o monitor de ângulos mortos e o sistema de máximos automático. O cliente pode optar por entre cinco níveis de equipamento (Business, Executive, Executive +, F Sport e F Sport +). Os dois últimos contam com a suspensão variável adaptativa (AVS) com controlo eletrónico do amortecimento e uma barra estabilizadora ativa. Os preços vão dos 82 000€ (Business) aos 102 300€ (F Sport +).

FICHA TÉCNICA: Dimensões (compr./larg./alt.) 4,89/1,89/1,68 Motor 6 cil em V; inj direta, gasolina, 3456 cc + dois motores elétricos; Potência 263 cv/6000 rpm (gasolina) + 167 cv (motor elétr. diant.) + 68 cv (motor elét. tras.); 313 cv (potência combinada sist. híbrido); Binário 335 Nm às 4600 rpm; Transmissão integral perm. cx. auto CVT; Suspensão McPherson à frente com molas em espiral, duplos triângulos sobrepostos atrás; Travagem DV/DV; Peso 2230 kg; Mala 539-1612 litros, Depósito 65 litros; Vel. Máxima 200 km/h; 0-100km/h 7,7s; Consumo médio; 5,2 l/100km; C02 120 g/km; A partir de 82 000€

 

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