Mercado europeu vai estagnar em 2019

By on 28 Janeiro, 2019

A crescer de forma sustentada desde 2013, o mercado europeu vai sentir uma travagem que se vai traduzir num crescimento entre 0,6 e 1,3%. Ou seja, o Velho Continente verá o mercado automóvel estagnar em 2019.

São os analistas europeus quem o diz, com a UBS a prever 0,6% de crescimento em 2019, a LMC Automotive antecipa um crescimento de 0,9% e a IHS Markit é a mais generosa ao predizer que o mercado europeu avançará 1,3%. E porque razão isto acontece?

Em primeiro lugar porque estamos a completar um ciclo virtuoso de crescimento económico, depois porque o impacto do Brexit é ainda desconhecido, as taxas de importação nos EUA podem aumentar descontroladamente, a volatilidade de algumas das maiores economias europeias e, finalmente, os estilhaços do novo protocolo WLTP. Por tudo isto, espera-se um ligeiro crescimento, mas dai para diante, o mercado estará, mesmo, estagnado. Adiciona-se a isto tudo o fraco crescimento económico (1%) será sentido nos maiores mercados europeus e o consumo não subirá mais que 1,6%. Ou seja, a recuperação da última recessão está a ficar sem chama e parece que tocamos o topo do crescimento, entrando numa fase de estagnação e o mercado automóvel só poderá ser ajudado se os governos incrementarem os planos para o abate de veículos mais antigos.

Outro problema reside nos SUV. Claramente vão continuar a ser dominantes e a crescer vendas, á custa dos modelos de quatro e cinco portas, mas com uma rampa bem menos inclinada que até agora. O “boom” ainda não acabou, mas o avanço está mais lento e estamos a chegar ao ponto de saturação em alguns segmentos. No segmento B, tudo será ao contrário e o crescimento será forte. Até porque vêm ai muitas novidades nos segmentos mais baixos – Renault Clio, Peugeot 208, T-Cross, Mercedes GLB – podem ajudar a causa. Finalmente, os modelos elétricos continuam a não acelerar como o esperado. Apesar da chegada do Mercedes EQC, Audi e-tron, Tesla Model 3 e do Jaguar i-Pace, a verdade é que o impacto não será muito evidente em 2019, antevendo-se que em 2020 e 2021, o impacto seja maior caso a economia não se deteriore de forma evidente. Seja como for, será nessa altura que os construtores terão de cumprir com as normas de emissões de CO2 de 95 gramas contra as 118,1 gr/km atuais.

Porém, como sempre sucede, os construtores vão estar até ao limite para cumprirem as regras, esperando que haja alguma alteração a esta draconiana redução de emissões, ou então que os governos aceitem introduzir ou aumentar os incentivos à compra de veículos elétricos. Independentemente de tudo aquilo que se possa passar até 2021, a maioria dos analistas entende que os veículos elétricos se manterão como produto de nicho na próxima década, pois serão os híbridos a dominar a mobilidade sustentada. O crescimento de vendas dos modelos elétricos vai mostrar um falso domínio porque a base de partida é modesta e por isso, os valores serão bem redondos.

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