Mercedes-Benz mostra como evoluíram as grelhas frontais dos seus modelos

By on 3 Setembro, 2022

A Mercedes-Benz faz uma retrospetiva de um elemento a que não costumamos dar muita importância, mas que teve uma evolução incrível ao longo de mais de um século: a grelha frontal.

É um elemento muito presente em praticamente todos os automóveis desde o final do século XIX. Começou por ser apenas o radiador, depois passou para uma grelha que protegia o radiador e a atualmente nem sequer está presente o radiador e sim um conjunto de sensores e radares, envoltos numa moldura que mantém a tradicional imagem de uma grelha dianteira.

No início do século passado, a invenção do radiador foi uma das mais importantes para o mundo automóvel, uma vez que permitia resolver os maiores problemas relacionados com o aquecimento do motor. O segundo passo foi um radiador com um formato mais em cunha, o que permitia uma maior área, mas os custos de produção eram tão elevados que esta solução acabou por ser apenas utilizada nos modelos mais potentes.

Em 1931, com a introdução do Mercedes-Benz 170 (Typ W 15), foi adotada pela primeira vez, uma solução em que estava presente uma grelha dianteira com o objetivo principal de proteger o radiador. Era um componente que já fazia parte do capot e que já permitia uma maior liberdade em termos estilísticos, acabando por começar a mudar o formato dos automóveis tal como estes eram conhecidos.

Entre o início dos anos 50 e o final dos anos 70, o desenho da grelha propriamente dita não mudou muito, apenas o seu formato se foi ajustando passando de uma posição mais vertical para um desenho mais horizontal e quase sempre com a estrela de três pontas presente no topo deste elemento. A exceção, foi o Mercedes-Benz Gullwing, que tinha um desenho bastante horizontal e apenas com uma lâmina central, com o logo da marca em grandes dimensões e colocado mesmo ao centro do conjunto.

Foi já em pleno séc. XXI que o desenho das grelhas frontais da Mercedes-Benz começou a dar cada vez mais relevância ao tema do estilo, havendo mesmo versões com grelhas diferentes, no Classe C de 2007: uma com um visual mais clássico e outra com um desenho mais desportivo. Um ano mais tarde, foi apresentada a grelha de três barras horizontais com uma nova geração do Classe G e em 2010 a grelha com um desenho específico para os modelos da Maybach.

Uma das grelhas dianteiras mais conhecidas dos últimos tempos foi apresentada em 2012 para os modelos mais desportivos da marca, mas numa gama mais acessível. Era designada por Diamond Grille e tinha um visual tridimensional com diversos pequenos elementos a formar este efeito, e com o logo da marca mesmo ao centro, como acontecia com 300 SL de 1954. Neste mundo mais desportivo, a imagem de marca que ainda hoje identificamos nos modelos mais potentes como os da AMG, por exemplo, é a Panamericana, com as suas barras verticais.

A nova era da Mercedes-Benz e das suas “grelhas” frontais está relacionada com os modelos EQ da família de automóveis totalmente elétricos da marca. Uma vez que estes não têm tanta necessidade de arrefecimento como os modelos mais tradicionais equipados com motor de combustão, esta “grelha” deixou de ser aberta e transformou-se num painel frontal de cor negra na maioria dos casos, servindo apenas de moldura um elevado conjunto de sensores e radares, que ficam engenhosamente instalados atrás deste painel e longe do olhar, não rompendo totalmente com o visual de grelha frontal que conhecemos até hoje.

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