Nova proposta Euro 7 poderá ‘salvar’ automóveis pequenos

By on 29 Setembro, 2023

Há muito se sabe que as margens de lucro dos construtores de automóveis são bastante mais pequenas nos automóveis dos segmentos A e B, citadinos e utilitários, embora sejam também os que mais se vendem, e quando os construtores ficaram a conhecer as ideias da União Europeia relativamente à norma de emissões Euro 7, logo asseguraram que isso iria tendencialmente acabar com os automóveis mais pequenos, pois o valor que seria necessário despender pelos fabricantes para cumprir com as normas propostas, inviabilizaria a sua construção.
A Volkswagen disse recentemente que a norma Euro 7 poderiam acrescentar 3.000 a 5.000€ ao preço do VW Polo.
Mas a recente proposta do Conselho Europeu, que visa atenuar as normas de emissões Euro 7 pode salvar os automóveis pequenos. As normas de emissões Euro 7 inicialmente pensadas eram mais rigorosas do que as agora propostas, mas os limites atuais vão agora ser mantidos.
O argumento dos fabricantes de automóveis é simples: o valor que seria despendido para refazer os motores para cumprir as novas normas desviaria o foco dos elétricos, leia-se, investimentos, mas o Conselho Europeu apoia agora uma versão da norma Euro 7 que mantém, basicamente, tudo como está exigindo no entanto, como contrapartida, melhorias para os camiões pesados e limites para as emissões de partículas dos travões e dos pneus.
As principais emissões regidas pela regulamentação Euro – atualmente na norma Euro 6e – incluem partículas finas, monóxido de carbono e óxido de azoto, que, segundo os peritos em saúde, contribuem para dezenas de milhares de mortes por ano. Há ainda desacordos com a UE, por exemplo nos custos da homologação dos motores.
Agora, a ACEA considera a nova proposta do Conselho Europeu “muito mais sensata”, e que “a diretiva deve permitir que os automóveis mais baratos continuem a ser produzidos”.
Agora, o Parlamento Europeu vai votar uma versão do plano no início de novembro e será depois negociada uma versão final. A entrada em vigor deverá ficar para 2026 e 2027.

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