Novo Peugeot 5008 – Espaço de Razão

By on 25 Fevereiro, 2017

 

A Peugeot renovou a sua aposta no mundo dos SUV com a segunda geração do 5008. Um modelo pensado em e ao pormenor sob a batuta do pragmatismo.

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Junho é o mês da chegada ao mercado nacional do novo Peugeot 5008, que ascende agora ao patamar reservado aos grandes SUV de sete lugares do segmento C. A apresentação mundial deste veículo realiza-se em terras lusas, ao longo de três semanas, para mais de 600 jornalistas de 30 países. O AutoSport esteve presente no dia reservado aos portugueses e conta-lhe agora as novidades que esta proposta traz na bagagem.

Cativar o olhar

O exterior é dotado de linhas modernas, com um laivo felino a fazer jus à marca do leão. Uma personalidade devidamente vincada pela silhueta dinâmica e delgada, para o que contribuem as óticas dianteiras e a grelha exclusiva com asas cromadas, assim como a faixa preta brilhante e os faróis de LED opalescentes em formato de garras na traseira. Tudo a contribuir para a ideia de fluidez emanada da carroçaria. Em termos de medidas temos: 4,64 m de comprimento – aumento de 19 cm face ao 3008 e 11 cm em relação ao anterior 5008; 2,84 m de distância entre eixos – maior em 16,5 cm face ao 3008; 1,64m de altura com as barras no tejadilho; 1,84 m de largura; e 23,6 cm de altura ao solo. O carro surge com a nova plataforma EMP2 – utilizada no 308 e 3008 – aliado a uma otimização da relação peso/dimensões/prestações que lhe permite ter em média, menos 95 kg que a geração anterior. As proteções envolvendo a cintura do veículo, as rodas – entre 17” e 19” mediante as verões -, barras do tejadilho, agora mais reto, estilizadas compõem um conjunto de maiores dimensões mas compacto na sua aplicação.

Passo em frente

Confessamente, o aproveitamento de medidas que se traduzem em maior habitabilidade foi o que mais impressionou. No interior encontramos sete lugares reais e independentes. Na segunda fila os três lugares são reguláveis em comprimento, inclinação e escamoteáveis; na terceira fila, independentes, escamoteáveis e extraíveis. Destes últimos cada um pesa 11 kg e quando retirados traduzem-se por um ganho de 40 litros de bagageira – 80 litros no total. A provar que tudo foi devidamente pensado, no espaço destinado ao rebatimento dos bancos, quando estes retirados, encontra-se uma pequena barra para ser colocada sob o fundo da bagageira para evitar que este fique bambo, e que permite uma capacidade de carga até 100 kg. Os flaps nas costas dos bancos da segunda fila garantem um piso plano. A par do carácter utilitário, a rapidez de cada ação, seja no rebatimento ou extração dos bancos relativos ao 6º e 7º lugares, numa avaliação ocular, foi de 2 a 3… segundos. Com a mexida nas medidas, no interior há mais 60 mm de espaço para as pernas na segunda fila e 21 mm na altura para o pescoço e cabeça na terceira. A bagageira é de 165,6 litros (7 lugares); até 1060 litros (5); 1940 litros (2). O banco do pendura pode ser configurado em formato de mesa – para transporte de objetos longos, até 3,20 m de comprimento – e o portão traseiro ser ”Easy Open”.

O toque de modernidade do habitáculo é conseguido graças ao Peugeot i-Cockpit destacando-se: o volante compacto; um touchscreen de 8”; o painel de instrumentos digital de alta resolução, de 12,3” (de série); sistema Hi-Fi Premium FOCAL; sistema Mirror Screen; navegação 3D conectada. Como opcional há um teto de abrir panorâmico em vidro, um garante generoso de entrada de iluminação natural.

Motorizações e equipamento

O 5008 surge com quatro níveis de equipamento disponíveis – Active, Allure, GT Line e GT (ver tabela em baixo). A oferta inclui quatro motorizações, uma a gasolina e três diesel, com propostas que variam entre caixa manual ou automática de seis velocidades. A versão de entrada, o 1.2 PureTech de 130 cv e caixa manual começa nos 32.380 € no nível Active. A versão de caixa automática está disponível apenas nos níveis Allure e GT Line, 35.780 € e 38.080 €, respetivamente. Na escala de potência, e passando aos modelos diesel, o 1.6 BlueHDi de 120 cv começa nos 34.580 € do nível Active e caixa manual, até aos 40.690 € da versão GT Line de caixa automática. Já o 2.0 BlueHDi de 150 cv está disponível apenas com caixa manual e na versão GT Line por 42.480 €. A proposta de topo é o 2.0 BlueHDi de 180 cv, apenas com caixa automática, a partir de 46.220 €. Os motores a gasolina têm emissões de CO2 entre os 117 e 120 g/km, enquanto os diesel se cifram entre os 108 e 124 g/km.

ACTIVE ALLURE GT LINE GT
1.2 PureTech 130 cv S&S CVM6 32.380 € 34.380 €

36.680 €

1.2 PureTech 130 cv S&S EAT6

35.780 €

38.080 €

1.6 BlueHDi 120 cv CVM6 34.580 € 36.580 € 38.880 €

1.6 BlueHDi 120 cv EAT6

38.390 € 40.690 €
2.0 BlueHDi 150 cv CVM6 42.480 €

2.0 BlueHDi 180 cv EAT6

46.220 €

Aposta segura

A Peugeot não descurou o capítulo segurança e nesse particular, mediante os níveis de equipamento, tem um vasto leque de propostas, em que o principal destaque vai para o controlo avançado de aderência, com 5 modos, que incorpora o novo controle auxiliar de descida.

A par dos referidos, há ainda: travagem automática de emergência; alerta de risco de colisão; alerta ativo de transposição involuntária da faixa de rodagem; sistema de deteção de fadiga; assistente automático de máximos; reconhecimento de sinais de velocidade; cruise control adaptativo com função stop; sistema ativo de vigilância do ângulo morto; Park Assist e Visio Park (Visão 360°); Peugeot Connect SOS & Assistance – chamadas de emergência e assistência rodoviária geolocalizada: e a aplicação MyPeugeot, através da qual se pode acompanhar, em tempo real todo o processo de manutenção do SUV Peugeot 5008.

Ao volante

Foram cerca de 80 km que o AutoSport pode realizar neste primeiro contacto com o novo modelo da marca do leão. Num evento com forte concorrência pelo volante, o que nos calhou em sorte foi a versão topo, o 2.0 BlueHDi de 180 cv EAT6. No interior sente-se a continuidade do trabalho realizado no 3008, mas naturalmente com maior habitabilidade. Ao volante este 5008 revela-se um bom aliado de viagem, proporcionando uma sensação de bem estar e o querer desfrutar-se do caminho. No fora de estrada que com ele pisámos, embora não sendo muito acentuado, deu para perceber que este é permissivo a uma ou outra escapulidela, sem que o conforto saia penalizado. No modo Sport, há uma mudança no motor, com um ligeiro sopro e aspiração a serem prenúncios de uma disponibilidade de potência diferente, que recorrendo às patilhas o pode fazer patinar num arranque mais afoito. Aqui falamos da versão de topo, mas apesar de não ter sido possível testá-la, acreditamos, até pelo preço, que a proposta de entrada com motorização a gasolina será provavelmente a mais tentadora em solo nacional. Em suma, um primeiro contacto que agradou e deixou o desejo para mais.

 

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