O Mercedes-AMG de Fórmula 1 com autorização para circular na estrada é oficial

By on 3 Junho, 2022

O AMG ONE é um projeto que já está prometido há algum tempo e que conhece agora a luz do dia na sua versão final. O motor é herdado da Fórmula 1 e a potência total é de 1063 cavalos.

Já passaram quase cinco anos desde que vimos o primeiro teaser do Mercedes-AMG ONE, a ser conduzido por Lewis Hamilton, e que na altura já prometia uma potência acima dos 1000 cavalos, mas também uma velocidade máxima superior a 350 km/h, tudo oferecido por uma motorização com tecnologia híbrida herdada diretamente da Fórmula 1, mas com autorização para circular na via pública.

Entretanto, o tempo foi passando, com algumas revelações aleatórias, tanto por parte da marca, como de algumas das pessoas que estão na lista de espera para adicionar este modelo à sua coleção e que até já tiveram a hipótese de o configurar à sua medida. Mas agora, em 2022, o AMG ONE é real e em versão definitiva, com os valores que a marca anunciou há cinco anos, e que já podemos ver nos vídeos oficiais divulgados pela AMG ou no Festival de Velocidade em Goodwood, que se realiza no final deste mês.

A complexidade deste projeto fez com que não fosse possível apresentá-lo oficialmente no ano que a AMG estava a comemorar o seu 50º aniversário, tendo sido adiado para agora, em 2022, cinco anos depois. O seu desenvolvimento foi feito em parceria com os especialistas de motores de alta performance da AMG, que normalmente trabalham com os motores de Fórmula 1. Por essa mesma razão, é o motor que alimenta o AMG ONE que assume o papel de protagonista deste enredo.

Para alimentar o novo Mercedes-AMG ONE, está presente um motor de combustão com 1,6 litros de capacidade e seis cilindros em V, montado numa posição central, à frente do eixo posterior, tal como na F1, e que é capaz de oferecer uma potência máxima de 574 cavalos às 9.000 rpm. Na realidade, este mesmo motor consegue alcançar as 11.000 rpm, mas para que se consiga uma maior durabilidade e a utilização de combustível convencional de 98 octanas, o regime máximo foi mantido abaixo do que se regista na versão de Fórmula 1.

No entanto, como se trata de uma solução híbrida, estão também presentes quatro motores elétricos para completar o conjunto. Um está integrado no turbocompressor, outro está associado diretamente ao motor de combustão e os dois restantes estão encarregues de alimentar as rodas do eixo dianteiro. No total, ficam disponíveis 1063 cavalos de potência e um valor de binário que, segundo a AMG, é impossível de medir dada a complexidade deste sistema.

Claro que tudo isto acaba por resultar em prestações dignas de um dos melhores desportivos do mercado, tais como os 2,9 segundos que anuncia para a aceleração dos 0 aos 100 km/h, os sete segundos que demora a superar os 200 km/h e os 15,6 necessários para superar os 300 km/h, sendo que a subida ainda se mantém até aos 352 km/h anunciados para a sua velocidade máxima.

A estrutura em fibra de carbono sobre a qual é construída, não deu lugar a um monolugar com a posição de condução protegida por um Halo, e sim a uma carroçaria, também produzida em fibra de carbono, que protege um habitáculo mais ou menos convencional com dois lugares, um sistema de ar condicionado, mostradores digitais e até um elaborado sistema de som. O volante, também tem um visual semelhante ao de um modelo de Fórmula 1, incluindo as luzes destinadas a assinalar o momento preciso para troca de relação, e é também nele que encontramos o comando rotativo destinado a selecionar os seis modos de condução disponíveis.

O “Race Safe” é aquele com que se inicia cada viagem. Usa o sistema híbrido de uma forma automática e apenas liga o motor de combustão quando é necessária mais potência. O “Race” melhora a capacidade de regeneração de energia, deixa o motor térmico sempre ligado e o sistema elétrico totalmente preparado para apoiar o motor de combustão sempre que necessário. O modo “EV” está destinado a uma condução puramente elétrica, usufruindo de uma autonomia máxima em torno dos 18 quilómetros. Com o modo “Individual” é possível configurar diversos parâmetros consoante as nossas preferências e os restantes dois estão apenas destinados a uma condução em pista.

Ao selecionar o modo “Race Plus”, fica ativa a aerodinâmica ativa da carroçaria e esta fica mais próxima do solo 37mm na frente e 30mm na parte de trás, a suspensão fica mais firme e a gestão do motor privilegia ainda mais as prestações. Com o “Strat 2”, todos os parâmetros dinâmicos ficam ainda mais agressivos e fica disponível a potência máxima em todos os motores, tal como acontece numa sessão de qualificação num grande prémio de Fórmula 1.

Depois de tudo isto, é fácil de adivinhar que o sistema de travagem também é o mais poderoso da AMG com discos cerâmicos, que os sistemas de refrigeração são os mais elaborados, que a suspensão também conta com uma configuração inspirada no monolugar de Fórmula 1 e que a caixa de sete velocidades (manual, mas automatizada), também é a melhor configuração para acompanhar este Fórmula 1 com autorização para circular em estrada. E por todas estas razões, mas também por tantas outras é que o AMG ONE é uma verdadeira obra-prima de engenharia e que fará orgulhosamente parte de qualquer coleção. De preferência, dizemos nós, de um colecionador que, de facto, tenha a vontade, a capacidade e a oportunidade de utilizar este modelo como ele merece e deseja ser utilizado.

Motor de combustão interna do Mercedes-AMG ONE
Sistema híbrido do Mercedes-AMG ONE
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