O primeiro Lexus apareceu há 33 anos… ainda a marca não tinha nome!

By on 20 Julho, 2020

Criada para responder ao nascimento de marcas de luxo da Honda (Acura) e da Nissan (Infiniti), a Toyota lançou a Lexus, marca que é filha de Eiji Toyoda, na época o CEO da Toyota. Sabem como se chamava o primeiro projeto? F1.

Claro que não tinha nada a ver com a Fórmula 1, mas eram as letras do projeto “Flagship One”. A marca nasceu, oficialmente, em setembro de 1989, mas tudo começou em maio de 1987 quando o F1 apareceu e frecebeu a luz verde dos executivos da Toyota e de Eiji Toyoda. Na época, a Lexus ainda não tnha nascido, mas já tinha o seu primeiro carro em projeto.

Dois anos depois, no Salão de Detroit, lá apareceu a marca com um símbolo a lembrar a Toyota, mas com um L e o nome Lexus, e o F1 agora com nome comercial: LS 400. Foi apresentado como “Simples, Limpo e Inteligente”.

O LS 400 foi desenhado olhando para as referências do segmento, os BMW e Mercedes, sendo uma berlina típica de três volumes, de linhas quadradas e dimensões generosas. Porém, o foco esteve na aerodinâmica e na economia de combustível. O motor era um V8 de 4 litros atmosférico (chamava-se 1UZ-FE) com 250 CV e 353 Nm de binário, acoplado a uma caixa automática de 4 velocidades com controlo eletrónico das passagens de caixa e tração às rodas traseiras. Acelerava dos 0-100 km/h em 8,5 segundos e tocava os 250 km/h.

Para se perceber o cuidado com que o LS 400 foi planeado, a Toyota fez 14 modelos à escala 1:1 durante o período de desenvolvimento, quando o normal eram seis unidades. Mas a Toyota quis testar tudo e mais alguma coisa, desde o ruído do vento até ao ruído de rolamento. No interior, 24 qualidades diferentes de madeira foram oferecidas para condizer com a pele de elevada qualidade do habitáculo. Curiosamente, a Lexus contrariou a tendência da época de ter um painel de instrumentos digital, porque Michikazu Masu, o designer do carro, opôs-se de forma veemente, oferecendo uma outra visão: cada agulha dos instrumentos clássicos era um tubo florescente, iluminando-se antes do resto do painel, parecendo dois mini sabres de luz. Pois…

O marketing inventou tudo o que se possa imaginar, andou a estudar os hábitos dos americanos, os seus desejos, enfim, tudo e mais alguma coisa, mas o sucesso do Lexus acabou por ser a sua robustez, simplicidade de utilização e o preço de 35.350 dólares, em 1989. Um preço que era inferior cerca de um terço face aos rivais alemães, o que deixou Mercedes e BMW á beira de um ataque de nervos.

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