Opel Grandland X – Disponível a Partir de Novembro

By on 21 Junho, 2017

José Manuel Costa

Cinco meses separam-nos da chegada do Grandland X. A Opel passará assim a disponibilizar um SUV classe C.

O carro será, oficialmente, lançado no Salão de Frankfurt em setembro e chega a Portugal em novembro com uma gama composta por dois motores. Não há aqui nenhum segredo, o Grandland X é irmão do Peugeot 3008, as dimensões são semelhantes (4,48 metros de comprimento e uma distância entre eixos de 2675 mm) e a volumetria também, juntamente com os motores e transmissões. Será produzido lado a lado com o 3008 na fábrica do PSA Group em Sochaux. E não, este acordo de produção e partilha de conceitos e materiais não tem nada a ver com a compra da Opel pelo PSA Group. Foi uma decisão acordada e ratificada desde 2012.

Com o Grandland X, a Opel passa a oferecer, a partir de novembro, dois modelos para o segmento B-SUV (o Mokka X e o Crossland X) e um para o C-SUV, o Grandland X. Como referi acima, dois motores vão fazer parte da gama deste último, o bloco 1.2 litros a gasolina com 130 CV e um binário de 230 Nm e o quatro cilindros turbodiesel com 1.6 litros, 120 CV e 300 Nm de binário. O primeiro consome 6,4 l/100 km em ciclo urbano, 5,5 litros no ciclo extraurbano e 5,4 l/100 km em média com emissões entre 124 e 127 gr/km de CO2, o segundo não vai além dos 4,3 l/100 km (5,1 litros em ciclo urbano, 4,2 litros no extraurbano). Ambos têm caixa manual de seis velocidades e a opção de uma unidade automática. As mesmas do 3008.

Muito diferente é o estilo do Grandland X. Os homens do design da Opel conseguiram – mesmo que não deixe de ser visível a forma em concha do capot e a colocação elevada dos farolins traseiros – afastar o seu SUV do SUV da Peugeot graças a uma frente familiar aos mais recentes modelos da casa alemã, nomeadamente, o Crossland X. Depois, conforme me contou Frederik Backman, assistente do diretor do estilo da Opel (Mark Adams), foi um jogo “de dar identidade própria ao Grandland X, com detalhes como os entalhes nas portas que parecem a cintura de uma mulher, a traseira bojuda, mas desprovida de grandes detalhes que adicionam ruído.” Depois tentou convencer-me que os farolins colocados no base da superfície vidrada, “não tem nada a ver com o 3008” e que na frente” optamos por um ar de família com as asas cromadas em redor do símbolo da Opel que se unem os faróis finos e rasgados.” Missão cumprida! O Grandland X não deixa de ter a mesma volumetria do 3008, mas tem identidade própria e, ainda por cima, bonita e sedutora.

No interior, é “business as usual”, ou seja, o ecrã central domina a consola que é alargada e em forma de asa, com o painel de instrumentos bem delimitado. Depois o equipamento faz a diferença com o OnStar, o carregamento wireless do smartphone, conectividade absoluta e portão traseiro de abertura elétrica. Aquecimento do volante e dos bancos será um opcional.

Na bagageira, a Opel disponibiliza 514 litros de capacidade e 1652 litros com os bancos rebatidos, cifras que batem o Seat Ateca e o Nissan Qashqai, tornando este Opel no modelo com maior mala do segmento.

Naturalmente que o Grandland X tem toda a gama de soluções técnicas de ajuda à condução, incluindo na lista o cruise control adaptativo, deteção de peões, travagem automática de emergência, ajuda ao estacionamento e um avaliador de cansaço do condutor. E para que não restem dúvidas da sua ligação ao 3008, o Grandland X tem “Grip Control” o sistema que, graças ao ESP e ao controlo de tração, permite maximizar a aderência das rodas dianteiras em diversas situações.

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