Os maiores erros de um recém encartado

By on 10 Outubro, 2017

Ser-se um jovem com a carta ainda fresca no bolso, dá-nos uma sensação de liberdade e confiança para encarar a vida com outros olhos. De repente, sentimos dar um grande passo rumo à independência, aquele que dista entre sair à noite com os amigos e ter de ligar ao pai para nos vir buscar e aquele em que dizemos, “estacionei o carro ali, alguém precisa de boleia?”

Pois bem, apesar de ser verdade, é depois de termos a carta que começamos verdadeiramente, por nós, a tomar consciência do quotidiano automóvel, mas também, por vezes, a cometer alguns excessos. Aqui deixamos algumas dicas para os primeiros tempos ao volante após tirarmos a carta de condução, que, no fundo, são sempre válidas para todos. Conheça-as percorrendo a galeria em cima ou vendo os tópicos em baixo.

André Duarte

Achar que sabe conduzir: acabar de tirar carta não é sinónimo de ter experiência de condução, pelo contrário. Por isso mesmo, os cuidados e alertas das aulas de condução devem ser mantidos ao volante, porque no primeiro momento em que for exigida a nossa reação para uma situação imprevista, a inexperiência virá ao de cima e a probabilidade de não agirmos a tempo, ou com a capacidade de leitura da situação devida, é muito elevada.

Não respeitar limites de velocidade: de facto, para muitos, a tendência é explorar o coração do carro que têm em mãos, porque tal só depende da sua vontade. Porém, se todos devemos respeitar limites de velocidade, um recém encartado ainda mais, porque acelerar é fácil, mas as distâncias de travagem e reações que podem advir do veículo só se adquirem com a experiência.

Ser afoito nas manobras: acharmos que podemos ultrapassar em distâncias curtas, que ainda dá para passar se acelerarmos no semáforo com o amarelo a cair para vermelho ou num cruzamento, são situações a evitar. Na dúvida, esperar em vez de avançar.

Noções de travagem e distâncias de segurança: a distância de travagem aumenta quanto maior o peso no veículo, por isso, se formos sozinhos ou levarmos mais quatro amigos no carro, a distância que precisamos para o imobilizar na segunda opção é superior. Porém, muitas vezes pensa-se que tal não faz diferença, ou que o carro trava melhor porque vai mais pesado. Este é um erro comum e que é sempre bom lembrar.

 

Achar que a razão está do seu lado sempre: apesar deste ser um traço característico de muitos condutores, um recém encartado tem que ter a humilde de perceber que está longe de saber tudo, e que, fruto da inexperiência, está ainda mais suscetível a cometer erros. Acontece a todos, mas convém percebermos que se houve uma buzinadela, podemos ter sido de facto nós e não o “outro que se colocou na frente.”

 

Excesso de confiança vs consciência: muitos dos pontos e situações abordadas anteriormente prendem-se com este tópico. O excesso de confiança, atribuído pelo ‘poder’ da deslocação livre, revela-se algo a que devemos ter atenção, porque podemos incorrer numa série de comportamentos em que negligenciamos as possíveis consequências. E é justamente por não termos a consciência da gravidade do que pode acontecer, que se podem gerar situações delicadas ao volante.

Falta de perceção do meio envolvente: é fácil circular-se a uma velocidade excessiva para o contexto, ainda que possa estar-se a respeitar os limites, atendendo ao trânsito, às condições meteorológicas ou ao estado do piso, por exemplo. É preciso ter preocupação em tentar perceber se a velocidade a que circularmos se adequa às condições envolventes, optando sempre por uma condução precavida.

Segundo o site driving-tests.org, mais de 25% de todos os acidentes que envolvem veículos motorizados nos EUA envolvem condutores adolescentes, apesar de o total de condutores adolescentes constituir menos de 7% do total de condutores.

Segundo o referido site, a principal causa de morte de adolescentes entre os 15 e 20 anos são acidentes de viação. Os adolescentes estão envolvidos em mais de 5000 acidentes em cada 100.000, em comparação com os condutores mais experientes, numa proporção de 500 por cada 100.000.

 

 

 

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