Porsche revela oitava geração do 911 em Los Angeles

By on 28 Novembro, 2018

Foi a vedeta do Salão de Los Angeles a oitava geração do Porsche 911, mantendo a silhueta conhecida há décadas com ligeira evolução no estilo, mas profundas mudanças por baixo do belíssimo manto. Já pode encomendar o seu nas versões Carrera S e Carrera S4, com preços de 146.550 e 154.897 euros, respetivamente.

Mais musculado, o 911 continua a evoluir a sua imagem sem estragar a base que faz dele um sucesso, mantendo uma cadência de melhorias tecnológicas que mantêm a competitividade e um lugar à parte no coração dos adeptos de carros desportivos.

O estilo continua a aderir à fórmula “evoluir e não revolucionar” e se todos reconhecem a silhueta do primeiro 911 lançado em 1963, a verdade é que este segundo andamento do 911 desenhado debaixo da batuta de Michael Mauer (que é o “patrão” do estilo do grupo VW) mostra um design moderno e arrojado. Como disse, o carro está mais musculado devido ás cavas das rodas mais largas e ás ancas bem salientes que são unidas por uma traseira que bebe muita inspiração no trabalho feito no Panamera e, também, no Taycan. Uma forma de oferecer uma imagem comum a todos os modelos sem tocar na herança estilística do 911.

Outra novidade reside no fim da oferta de duas opções de chassis, uma delas com as vias mais largas. A geração 992 do 911 passa a ter apenas um chassis com uma generosa largura de vias no eixo traseiro a que se junta um spoiler escondido que, diz a Porsche, é mais larga que nas anteriores versões 911 “wide body”.

Olhando para a frente do carro, descortinamos um novo para choques com um “spliter” mais proeminente e entradas de ar mais generosas para os radiadores montados à frente. Estas novas entradas de ar e respetivas condutas receberam tratamento aerodinâmico para que o ar chegue de forma mais eficaz aos radiadores. As luzes diurnas servem, também, como indicadores de direção. O capô dianteiro é mais comprido e com nervuras mais evidentes, tentando recriar as duas nervuras que destacavam uma entrada de ar na base do tejadilho e os faróis foram redesenhados, sendo mais redondos e menos elípticos. Estes novos faróis contam com a tecnologia LED Matrix, embutidas em guarda lamas com maiores dimensões e cavas das rodas bem mais generosas que anteriormente. O depósito de combustível continua a estar na frente do carro e, como tradicionalmente, o bocal de enchimento está no guarda lamas do lado direito do carro.

Sem espanto, as portas continuam a não ter moldura, os espelhos estão agarrados á base do pilar da porta com capas esculpidas pelo vento e as pegas das portas ficam embutidas quando o carro está em movimento. O para brisas e a superfície vidrada estão sensivelmente na mesma, enquanto que na traseira existe um novo óculo mais largo e arredondado que nas anteriores gerações e o referido arranjo da parte traseira com farolins de tecnologia OLED que são unidos por uma faixa LED.

A Porsche aproveitou, também, para renovar a identificação do modelo, com o nome Porsche alongado e a alusão ao modelo em questão a ser acompanhado pelo “911”, algo que já não sucedia há muito tempo. O para choques traseiro está muito diferente, albergando saídas de escape ovais. Destaque, ainda, para as jantes de 20 e 21 polegadas, sempre de medias diferentes á frente e atrás.

Contas feitas, o Porsche 911 está maior que o modelo anterior, nomeadamente, na distância entre eixos e na largura com as vias a serem mais largas 4,5 centímetros.

“Saltando” para o interior, esta oitava geração do Porsche 911 destaca a digitalização, num habitáculo que está bem diferente do anterior e onde os técnicos da Porsche mais trabalharam. Primeiro, o painel de instrumentos que, apesar de ser totalmente digital, é um regresso ao passado com um estilo inspirado nos 911 dos anos 70. Para os amantes da Porsche, isso fica claro olhando para as imagens do interior. Acrescenta-se um volante multifunções que imita o que faz a Ferrari com o “Manetino”, embora na Porsche o botão colocado no motor se limite a alternar entre os modos de condução.

Curiosamente, todos os instrumentos são digitais, exceto o enorme conta rotações que está colocado ao centro, como habitualmente. No centro da consola está um enorme ecrã de 10,1 polegadas sensível ao toque e que alberga o sistema de info entretenimento Porsche Comunication Management (PCM) que oferece de série o PCP (Porsche Connect Plus), navegação online baseada em dados “swarm”.

No centro está uma consola onde desapareceram alguns botões, surge um manipulo da caixa de velocidades redesenhado, travão de mão elétrico e alguns comandos sensíveis ao toque. Graças a uma nova arquitetura elétrica, o 911 passa a oferecer novos sistemas de ajuda à condução. Uma delas é o modo “Wet” que deteta água na estrada e a partir dai desencadeia uma série de ações tendentes a adaptar o PSM (Porsche Stability Management) a essas condições. É oferecido, também, um “cruise control” adaptativo com função de manutenção da distância de segurança, visão noturna com câmara térmica (novidade absoluta no 911), assistência à travagem de emergência, enfim, todo um conjunto de apoios ao condutor.

A Porsche disponibiliza um conjunto de três aplicações: Porsche Road Trip; Porsche Impact e Porsche 360+. A primeira é uma ajuda para planear, organizar e navegar segundo itinerário escolhido previamente, a segunda calcula o impacto financeiro e a sua contribuição no que diz respeito à emissões, já a terceira é uma espécie de assistente a bordo.

No capítulo das motorizações, os seis cilindros “boxer” são sobrealimentados, têm 3.0 litros de cilindrada e debitam 450 CV, mais 30 que anteriormente, permitindo que o 911 chegue dos 0-100 km/h em menos de 4 segundos: 3,7 para o Carrera S, 3,6 segundos para o Carrera S4. Com o pacote “Sport Chrono” ganham 0,2 segundos, o que se traduz num ganho de 0,6 segundos face ao anterior modelo. A velocidade máxima é de 308 km/h com consumos de 8,9 l/100 km para o Carrera S e 9,0 l/100 km  para o Carrera 4S. A caixa é a PDK de dupla embraiagem com 8 velocidades.

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