Portugal não vai alcançar objetivo de redução da sinistralidade rodoviária para 2020

By on 22 Junho, 2020

Portugal foi um dos países com melhor desempenho na União Europeia, de acordo com o novo relatório sobre a sinistralidade europeia desde 2010.

Embora surja em destaque pela redução no número de mortos durante o período de 2010 a 2019, Portugal tem uma realidade ainda preocupante, com os números de vítimas mortais acima da média europeia, mesmo tendo reduzido mais de 30% as vítimas mortais. 

A UE e os seus Estados-Membros acordaram a meta de reduzir para metade as mortes nas estradas até 2020. Com ainda um ano até que os dados completos de 2020 estejam disponíveis, a meta quase certamente não será atingida. Este relatório mostra que dois dos líderes tradicionais da Europa em segurança rodoviária: a Holanda e o Reino Unido, embora se mantenham relativamente seguros quando comparados à mortalidade rodoviária, tiveram mais mortes nas estradas em 2019 do que em 2010. França, Suécia e Alemanha também mostraram um dececionante progresso nos últimos nove anos, com reduções modestas nas mortes. A Bulgária e a Roménia mantêm os piores desempenhos da Europa em termos de sinistralidade rodoviária e também apresentaram reduções abaixo da média nos últimos anos.

José Miguel Trigoso, presidente do conselho de direção da PRP, referiu que “relativamente a Portugal, a situação é particularmente grave no que respeita à sinistralidade dentro das localidades, pelo que as prioridades devem ser concentradas nas políticas a implementar direcionadas à redução do risco nas áreas urbanas. Proteção aos utentes mais vulneráveis e gestão das velocidades adequadas às áreas urbanas são condições determinantes para a redução sustentável da sinistralidade.” A PRP defende ainda que “igualmente prioritário deve ser o combate à condução sob a influência do álcool (e outras drogas) bem como à distração proporcionada pela utilização dos “smartphones”.   

Já António Avenoso, diretor executivo do Conselho Europeu de Segurança em Transportes, comentou que “embora o progresso na Europa tenha dececionado nos últimos nove anos, alguns países passaram silenciosamente por uma revolução na segurança rodoviária. Temos o prazer de premiar a Estónia este ano pelo seu progresso notável, após a vitória da Irlanda em 2019. No geral, os Estados-Membros da UE precisarão acelerar as novas metas para 2030. Mas a recente resposta à epidemia de Covid-19 pode indicar um caminho a seguir. Uma mudança dramática para as deslocações a pé e de bicicleta nas áreas urbanas, combinada com alterações na infraestrutura e reduções nos limites de velocidade, pode ter um enorme impacto na sinistralidade rodoviária. Mas, se voltarmos ao normal, após a crise, os resultados poderão ser ainda piores do que antes. Já existem sinais de perigo no grande número de contraordenações por excesso de velocidade relatados à medida que os confinamentos são levantados, o que só contribui para a sobrecarga da polícia e serviços de emergência.”

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