Renault Arkana. Fomos conhecer o novo SUV coupé francês que só tem motorizações eletrificadas

By on 25 Junho, 2021

O Renault Arkana vai ter um papel importante na reconquista do segmento C. Com sensivelmente 10 mil encomendas feitas nos primeiros três meses, a marca francesa espera que este modelo venha a ter uma grande procura, não só na Europa. Ao contrário do que acontece no Renault Arkana para o mercado russo, onde a base é a mesma do Duster para corresponder às expectativas do mercado em que está inserido, o Renault Arkana para o resto da Europa recorre à plataforma modular CMF-B da aliança, a mesma utilizada no Clio e Captur, mas com dimensões de segmento superior. Este mede 4.568 mm de comprimento, 1.571 mm de altura, tendo uma distância entre eixos de 2.720 mm

Design com linhas dinâmicas

Ao nível estético, o Renault Arkana apresenta uma secção dianteira em linha com o que conhecemos nos modelos mais recentes da marca, contudo, do pilar B para trás é uma verdadeira novidade. O tejadilho flui até à traseira criando um visual dinâmico e elegante típico de um SUV Coupé. No interior, o Arkana apresenta um design semelhante ao Clio e Captur e, assim, apresenta-se com um painel de instrumentos digital com 4,2 polegadas, 7 polegadas ou 10,2 polegadas, conforte a versão escolhida, e todos eles são personalizáveis. Já ao centro surge um ecrã central com orientação vertical e que pode ter 7 ou 9,3 polegadas.

Espaço para tudo e todos

Apesar de ter um carácter mais dinâmico, a Renault não esqueceu o sentido prático e, por isso, os clientes vão encontrar um habitáculo com vários espaços de arrumação num total de 26,2 litros. Já a bagageira chega aos 513 litros, inclusive maior do que a do Kadjar. Na versão híbrida E-Tech, devido à inclusão de uma bateria, o valor desce 33 litros. Neste primeiro contacto com o SUV francês, percebemos que, tal como já tínhamos sentido no Clio ou Captur, a construção do habitáculo é satisfatória. Na segunda fila de bancos os passageiros vão encontrar um espaço para pernas interessante, contudo, devido à carroçaria coupé, o espaço para cabeça não é tão avantajado como no “irmão” Kadjar.

Motores sempre eletrificados

Relativamente à gama de motores, o Renault Arkana tem apenas soluções eletrificadas. Começando pelo híbrido E-Tech, esta motorização junta o motor 1.6 litros a gasolina, desenvolvido pela Aliança, a um motor elétrico e um motor de arranque/gerador de alta voltagem, solução esta que garante 145 cv de potência. O propulsor elétrico é alimentado por uma bateria de iões de lítio de 1.2 kWh instalada por baixo da mala. Este tipo de solução permite uma redução de até 40% no consumo de combustível na cidade, comparativamente com um motor a combustão tradicional e, por isso, tem um consumo combinado anunciado de 4,9 l/100 km.

A gama é completa pelos TCe 140 e TCe 160, ambas com o motor 1.3 litros turbo acompanhado por uma micro-hibridização, ou seja, recebe um sistema composto por um alternador/motor de arranque associado a uma bateria de iões de lítio de 12V. Tal como os nomes indicam, estas soluções garantem 140 cv e 160 cv, respetivamente.

Ao volante do novo Renault Arkana

Durante a apresentação nacional do produto tivemos a possibilidade de experimentar os dois tipos de motorização. Em primeiro lugar, ao volante do Renault Arkana com o motor híbrido E-Tech, numa viagem marcada por autoestrada e IC algo degradada, o SUV Coupé mostrou que, apesar do visual mais dinâmico, é uma solução confortável. De facto, filtrou da melhor maneira as irregularidades da estrada sempre com um controlo de carroçaria satisfatório. Por outro lado, a afinação de suspensão não é suave em demasia visto que, numa condução mais dinâmica, percebemos que, apesar de algum adornar de carroçaria, tem uma boa estabilidade em curva.

Quanto ao motor, numa utilização mais contida é possível andar em modo elétrico e, por isso, beneficiar de uma suavidade e silêncio tão característicos deste tipo de motorizações híbridas, principalmente nos arranques. A resposta ao acelerador é enérgica e os 145 cv são mais do que suficientes para impulsionar o SUV coupé, contudo, de referir que a caixa de velocidades multi-modos sem embraiagem e sincronizadores é algo lenta numa utilização mais dinâmica. Com esta solução conseguimos uma média de 5,5 l/100 km com alguns abusos de acelerador, o que não deixa de ser um valor bastante interessante. Ainda assim, temos de realizar um ensaio mais completo, que vai estar disponível no Automais num futuro não muito distante, para dar os valores corretos.

Passando para o motor TCe 140, sempre associado à transmissão EDC de 7 velocidades, é uma opção igualmente enérgica e, apesar de ter menos 5 cv, é mais veloz nas acelerações dos 0 aos 100 km/h (9,8 segundos) e atinge, igualmente, uma velocidade máxima superior (205 km/h). O Arkana com o TCe 140 não é tão “poupado” como a versão híbrida, realizámos uma média superior a 6 l/100 km, mas é ligeiramente mais dinâmica.

Preço começa nos 31 600€

Por fim, o Renault Arkana vai ser comercializado, nesta primeira fase, apenas com as motorizações E-Tech 145 e TCe 140, sendo que o TCe 160 só estará disponível numa fase posterior. A gama é composta por três níveis de equipamento (Business, Intens e RS Line), com o preço a começar nos 31 600€ (TCe 140 Business) ou 33 100 (E-Tech 145 Business), e vai até aos 36 300€ (TCe 140 RS line) e 37 800€ (E-Tech 145 RS Line).

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