Resultado financeiro da Renault cai 4,8% no primeiro trimestre de 2019

By on 26 Abril, 2019

As taxas de câmbio são apontadas pela Renault como a causa principal para uma queda sensível na receita do primeiro trimestre de 2019.

Foram 4,8% de recuo face a igual período de 2018, com o valor final apurado de 12,53 mil milhões de euros face aos 13.16 mil milhões registados o ano passado. Caso não tivessem surgido os problemas com as taxas de câmbio, a queda teria sido suave, de 2,7%.

Segundo revelou a Renault esta manhã, as vendas de veículos caíram 5,6% para 908 348 unidades, tendo todas as regiões fora da Europa (mercado europeu subiu 2% para a Renault) registado recuos nas vendas. No maior mercado da casa francesa, o Velho Continente, o Clio e o Dacia Duster foram grandes contribuintes para o crescimento registado, mitigando o plano inclinado das vendas noutros mercados. A isto soma-se a retirada da Renault do Irão, o que se traduziu numa queda de 31% das vendas face a igual período de 2018, na região África, Médio Oriente e India. Já agora, dizer que no continente americano, as vendas recuaram 5,3% e na Ásia-Pacífico (que inclui a China) a queda foi de 18%.

Ainda assim, a performance da Renault merece destaque, já que a casa francesa caiu menos que o mercado global que, neste primeiro trimestre de 2019, contraiu 7,2%. “A Renault fez bem melhor que o mercado” referiu Olivier Muguet, o diretor de vendas da casa francesa numa reunião com jornalistas e observadores.

A Renault acredita que o lançamento de novos modelos vai levantar as vendas da marca, reiterando a manutenção da orientação estratégica que inclui a aposta no aumento do lucro, um “cash flow” positivo e uma margem de lucro operacional perto dos 6%.

Para isso, a Renault já está a implementar medidas para contrariar os problemas com as taxas de câmbio, nomeadamente, o aumento de preços e o foco nos modelos que libertam maior margem de lucro, esperando, assim, que o resultado final registe um aumento da receita em 1,3%.

A Renault terá, também, em encontrar forma de contornar os 3,1% de redução de vendas a terceiros, pois a Nissan e a Mercedes compram cada vez menos motores diesel e as vendas dos SUV da Nissan com marca Renault são um fracasso.

Apesar da manutenção da orientação estratégica, após os resultados do primeiro trimestre e a previsão para o primeiro semestre, a Renault viu-se forçada a rever em baixa a estimativa de vendas para um crescimento negativo de 1,6% face a 2018. Tudo tendo em linha de conta que o Brexit não será feito sem acordo e que o mercado europeu não conheça grandes oscilações.

Tudo isto pode, também, ser afetado pelos desenvolvimentos da Aliança Renault Nissan Mitsubishi e pela capacidade, até agora não demonstrada, da casa francesa lidar com as normas mais apertadas de emissões de CO2 e a necessidade de abandonar a dependência dos motores diesel.

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