Seat explica os desafios a que se sujeitam os bancos

By on 23 Outubro, 2018

Os bancos são dos elementos de um automóvel menos valorizados, mas dos que mais sofrem. Afinal, são eles que suportam os ocupantes dentro do veículo.

Qual será o segredo para que o banco se mantenha confortável e resistente a milhares de quilómetros e de suportar condições extremas de temperatura? A resposta está nos milhares de ensaios feitos aos bancos antes deles serem colocados nos veículos. Provadores de diferentes constituições físicas entram e saem do veículo cerca de 6 mil vezes, promovendo a avaliação do possível desgaste de espumas e tecidos. Depois, 22 mil ciclos de fricção simulam a erosão que os bancos sofrem ao longo dos anos de uso e um teste de fadiga reproduz a condução em condições extremas. É assim que a Seat e outros construtores conseguem encontrar forma de fazer os bancos resistir.

Fique a conhecer as cinco provas mais importantes feitas durante os três anos que dura o desenvolvimento de um banco de um automóvel.

1º – Entrar e sair 700 vezes por dia. Mulheres, homens, altos, baixos, magros ou encorpados. Um grupo heterogéneo de provadores profissionais participa num teste que reproduz 6 mil entradas e saídas do automóvel numa semana. “Cada um deles repete este movimento 700 vezes por dia para simular a vida de um assento durante cinco anos”, explica Javier García, engenheiro responsável pelos testes nos bancos da Seat.“Alguns levam jeans com rebites e botões nos bolsos traseiros ou costuras reforçadas”, e o objetivo é o de assegurar a resistência da espuma e do tecido do futuro banco, que além disso tem que adaptar-se a qualquer condutor.

2º – Teste de erosão. Consiste em reproduzir o roçar sistemático num assento. É feito em laboratório, simulando a carga de um corpo de 75 kg. “Durante 3 semanas, 24 horas por dia, uma máquina realiza 22 mil ciclos de fricção, simulando movimentos quotidianos de um utilizador com mais de 100 Kg”, comenta Javier. Depois do ensaio, é fundamental avaliar como o banco recupera, comprovando que mantém a aparência e as propriedades iniciais.

3º – 300 mil quilómetros em condições extremas. Dentro de uma câmara, um automóvel vibra intensamente, simulando a circulação por pavimentos irregulares. Trata-se de reproduzir até 300 mil quilómetros do uso normal de um veículo durante 225 horas seguidas. Durante este teste o carro também é submetido a temperaturas que oscilam entre os 80º C e os -35º C. “O nosso trabalho consiste em avaliá-lo antes, durante e depois do teste para comprovar que as suas características não se alteraram e que não tem rasgos nem danos”, acrescenta García.

4º – Um assento a 40º C num clima glaciar.Dentro de um habitáculo a -20 º C, um engenheiro analisa como se comporta o banco com aquecimento. Com uma câmara termográfica regista como alcança uma temperatura confortável em apenas 3 minutos e chega aos 40º C em 15 minutos. O mapeamento da temperatura também mostra que o calor é homogéneo em toda a superfície, contribuindo para o conforto do futuro condutor.

5º – Bem sentado, uma questão de milímetros. Existe uma posição ideal para se conduzir cómodo e seguro? Claro que sim. São medidos até 20 pontos num assento para comprovar o apoio correto do corpo, a distância do apoio de cabeça ou o ângulo do fémur do condutor.

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