SEAT Leon X-Perience testado no deserto do Saara (c/vídeo)

By on 7 Junho, 2017

O X-Perience foi o veículo oficial do Titan Desert by Garmin, considerada uma das provas desportivas mais duras do planeta e, para a ocasião, a SEAT lançou uma edição especial Leon X-Perience Titan Desert. Com tração 4Drive e assistentes de última geração, coube ao Leon abrir cada uma das etapas da prova e fez parte da frota logística que a organização implantou ao longo do deserto.

O percurso, que teve início na zona de Errachida, em Marrocos, até Maadid, na Argélia, atravessou terrenos pedregosos, areia e a duna Erg Chebbi. Com 22 quilómetros de extensão, cinco de largura e com cumes que superam os 150 metros, esta é uma das dunas mais conhecidas do deserto do Saara.

Com temperaturas que oscilam entre números negativos durante a noite e os 50 graus de dia, a sensação térmica no interior de um automóvel pode chegar aos 60 graus. Um dos desafios da condução pelo deserto é o de garantir que a oscilação térmica exterior não afete o habitáculo e o condutor.

O Siroco, vento do sudeste próprio desta zona, pode arrastar partículas de pó inferiores a um mícron, a milionésima parte de um metro. Antes que um modelo chegue aos stands de venda, os protótipos da SEAT são submetidos a diferentes testes destinados a assegurar a estanquicidade do habitáculo em relação à água e ao pó. O objetivo é o de assegurar que, em condições reais de circulação, como a que o Leon tem enfrentado no deserto, nem um grão de pó entra no habitáculo.

As tempestades de areia são um fenómeno meteorológico típico das zonas desérticas. Ainda que se desloquem com rapidez, chegando a alcançar os 75 km/h, não é aconselhável tentar cruzá-las quando se conduz no deserto. Perante este fenómeno, o melhor é parar, colocar a frente do veículo a favor do vento e esperar que as condições meteorológicas se tornem mais favoráveis.

Uma das diferenças face à condução em alcatrão é a de que, para circular sobre areia, se deve baixar ligeiramente a pressão dos pneus de forma a aumentar a superfície de contacto com o solo. E além disto, para se cruzar uma duna ao volante, deve-se encará-la perpendicularmente mantendo uma determinada velocidade. Para manter o controlo do veículo, a parte da descida nunca deve ser feita em ponto morto.

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