Smart Fortwo Cabrio Twinamic 71 cv: Hino à liberdade!

By on 19 Julho, 2016

Pequeno, prático, irrequieto, cabrio. O novo fortwo ‘sem capota’ é uma homenagem à independência e autonomia que em primeiro lugar nos fez querer ter um automóvel

Há quem os adore e deteste. Quem não prescinda de um verão com eles e quem gostaria que nunca tivessem existido. Em particular, quando a capota teima em ser recolhida no meio do trânsito. Os pequenos ‘odiozinhos’ fazem parte da vida, e não há mal nenhum neles. A boa notícia (ou talvez não, no caso de se manter irredutível) é que o novo smart fortwo cabrio não incomoda ninguém. E para os que já gostavam dele o cenário é ainda mais risonho, uma vez que a nova geração comporta melhorias assinaláveis, sobretudo no pisar da suspensão — muito mais confortável.

PEQUENO E VERSÁTIL
Desenvolvido em parceria com a Renault, mas sob a alçada de sempre da Mercedes, o cabrio mantém todas as qualidades que já apreciávamos no fortwo, acrescentando-lhe a versatilidade extra de poder ser transformado em poucos segundos num belo descapotável, com todas as vantagens que isso acarreta. Tal como no modelo que agora substitui, o segredo está na capota de lona elétrica, bem mais acessível e leve do que um teto rígido, e cujo rebatimento e recolha é concretizado em cerca de 12 segundos. Tem ainda outro ponto a favor, que no fundo diz respeito aos três modos em que pode ser utilizada: ao pressionar-se o botão num primeiro instante, o sistema funciona como uma espécie de teto de abrir elétrico, recolhendo até à extremidade do pilar C – no nosso entender a melhor opção por ser a que mais favorece a visibilidade traseira. Insistindo no processo do botãozinho, a capota recua mais um pouco até assentar no portão traseiro. Por fim, há ainda a possibilidade de retirar os dois apoios do sistema, que no fundo suportam o tejadilho entre o pilar B e C, e guardá-los num compartimento específico da bagageira, transformando o fortwo cabrio num… roadster! Mais modular do que isto, impossível…

O interior replica o que já conhecíamos da versão ‘fechada’, destacando-se o habitáculo jovial e o pequeno ‘touch screen’ (até navegação possui) que se encontra a meio da consola central. Também aqui a evolução é notória face à anterior geração, confirmando que o fortwo cabrio está agora muito mais moderno e urbano.

Os plásticos baratos dominam o habitáculo, mas a montagem e o desenho são tão agradáveis que facilmente nos esquecemos disso, até pela utilização prática que lhe será dada como veículo para arrebatar a cidade. É aí onde ele reina perante os demais, pela comodidade da caixa Twinamic (com menos soluços, mas ainda a precisar de um ‘susto’) e o raio de viragem impressionante, consequência da curta distância entre eixos (1,8 m) e diminuto comprimento (2,6 m). Apesar de transportar apenas dois passageiros, a largura da carroçaria permite que estes viajem de forma desafogada. A posição de condução é boa, tal como o amortecimento — a anos-luz do modelo que veio substituir, a que se acrescenta uma maior rigidez torsional (cerca de 15%) que lhe emprestam o tal salto em qualidade que há muito ambicionávamos para torná-lo numa proposta ainda mais irredutível no segmento dos micro-carros. E tudo com a vantagem da capota aberta, dos cabelos ao vento e da sensação de liberdade. A condicioná-la estará apenas o consumo (6,4 l contra os 4,3 l anunciados) e o preço, exagerado para as dimensões (14 400€ na versão base com esta transmissão e 17 755€ com os opcionais da versão ensaiada).

André Bettencourt Rodrigues

FT Smart

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