Um Jaguar F Type para os ralis?! Porque não?

By on 12 Novembro, 2018

Um F-Type, descapotável, com “rol bar” e uma grelha de faróis no capot dianteiro? Fará isto algum sentido?!

Provavelmente, este Jaguar F-Type de ralis, descapotável, não faz nenhum sentido, mas se olharmos para o espelho retrovisor, descortinamos no passado uma herança vinda dos ralis que este F-Type homenageia de uma forma muito interessante. E não, não é um 1º de abril antecipado, pois as fotos foram tiradas no País e Gales e o carro existe. Mesmo!

Os ralis começaram para a Jaguar quando Ian Appleyard pegou num Jaguar XK120 e ganhou o Rali RAC e o Rali Alpino, provas já prestigiosas nos anos 50 do século passado. Appleyard ganhou esta última prova duas vezes com o XK120 com a matrícula NUB120. Um carro branco onde o piloto britânico tinha a companhia de Pat Appleyard, sua esposa. Que, coincidência das coincidências, era filha de William Lyons, o patrão da Jaguar. Uma senhora que ainda está entre nós e recorda com saudade essas vitórias alcançadas no Rali Alpino dentro de um XK120 aberto.

Ora, com o XK120 a celebrar 70 anos de vida, nada melhor que pegar no seu sucessor moderno, o F-Type, travesti-lo de carro de ralis e recordar os feitos de Appleyard. Por isso é que foi escolhida uma versão descapotável com todos os requintes do carro de estrada e as necessárias alterações para andar aos saltos nos troços, em terra!, de rali.

O carro foi feito de acordo com todas as regras da FIA, desenvolvido pelas equipas de engenheiros da Jaguar Land Rover e só não tem homologação FIA porque consumiria muito tempo e dinheiro. O que significa que este será um “one off” que será muito apetecível para os colecionadores da marca e que poderá estar à partida de alguns ralis no Reino Unido como carro Zero.

Para conseguir chegar aqui, o F-Type recebeu muitas proteções inferiores, jantes de 16 polegadas com pneus de terra, suspensão com os amortecedores ativos da Exe-TC, os mesmos usados pela Citroen nos anos em que a casa francesa dominava o Mundial de Ralis, travões de competição, portas em fibra de carbono iguais ás do F-Type GT4, bancos de competição e cintos de cinco apoios, um travão de mão hidráulico e mais um par de coisas que transformam o F-Type num carro de ralis.

O motor é o quatro cilindros da versão base do F-Type, tração traseira com diferencial autoblocante, caixa automática de 8 velocidades. Todas as ajudas eletrónicas à condução foram desligadas. Foi o piloto galês Jade Paveley quem conduziu o F-Type no País de Gales.

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