Volkswagen vai impor cortes drásticos para reunir recursos para futuros investimentos

By on 6 Dezembro, 2018

A Volkswagen está em perfeita ebulição e quando se aproximam as datas de lançamento das gamas elétricas do construtor alemão, eis que é anunciado um draconiano plano de redução de custos com olhos postos no futuro.

A ideia deste novo plano é reduzir, de forma significativa, custos e aumentar o lucro operacional, tendo sido definido um foco claro na redução das gamas existentes. Foi Ralf Brandstatter, o COO da Volkswagen, quem apresentou as novas medidas durante a conferência anual. Um plano que vai reduzir de forma significativa o número de modelos oferecidos.

Segundo o COO da VW, “no próximo ano vamos descontinuar 25% das variantes de motores e caixas de velocidades à venda na Europa.” Além disso, “haverá uma arquitetura de pacotes de equipamento mais inteligente, com uma significativa redução da complexidade em toda as gamas da marca.

Além disso, a Volkswagen pretende aumentar, em média, 30% a produtividade das suas fabricas até 2025 e uma otimização em termos de custos de matéria prima. Haverá, também, despedimentos, nada menos que 5600 colaboradores que se juntam aos 9300 que rescindira já os seus contratos, a maioria saindo para a pré-reforma ou reforma.

Tudo isto visa recuperar a margem de lucro operacional que em 2018 baixou 6%, ou seja, 2,3 mil milhões de euros, sendo a culpa distribuída entre as disrupções sentidas na distribuição devido ao protocolo WLTP, a cada vez maior falta de entusiasmo pelos motores diesel na Europa e, também, as mudanças políticas que estão a desenrolar-se no Reino Unido, com o Brexit, e com a guerra comercial entre EUA e China.

Este novo plano vem juntar-se a um plano anterior que já estava em implementação e que já tinha poupado cerca de 2,2 mil milhões de euros. Esse plano e o novo plano agora apresentado, devem conseguir levar mais além as poupanças esperadas em 2020 em redor dos 3 mil milhões de euros. Contas feitas, a VW pretende perto de 8 mil milhões de euros até 2020 para os investir na eletrificação e digitalização da marca. E serão precisos muitos recursos para expandir a plataforma MEB para veículos elétricos e na rede de carregamentos rápidos em toda a Europa.

Esta plataforma será a base de 80% da gama elétrica da VW a partir de 2020 e ajudará a casa de Wolfsburg a chegar, três anos antes do previsto, aos 6% de margem de lucro operacional em 2022. Convirá recordar que a marca Volkswagen irá investir mais de 11 mil milhões de euros em tecnologias do futuro, mais 9 mil milhões de euros na mobilidade elétrica. É para sustentar este nível de investimento que a Volkswagen vai descontinuar todos os produtos que tenham pouca procura no mercado e não irá renovar modelos que tenham fraca performance comercial ou baixo nível de lucro. Espera, também, a casa alemã que 15 milhões de unidades baseadas na plataforma MEB saiam das fabricas e encontrem comprador já a partir de 2019, ano que marca a primeira vaga de eletrificação da Volkswagen.

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