Audi A4 Avant 35 TDI – Ensaio Teste

By on 21 Maio, 2020

Audi A4 Avant 35 TDI

Texto: José Manuel Costa ([email protected])

Musculada e pronta para a luta?

Esta não é uma nova geração, antes uma renovação que foi mais profunda que um aplanar das rugas, com uma nova linguagem de estilo e mecânicas revistas. O interior continua a ser dos melhores, mesmo não sendo muito alterado, e o bem-estar a bordo é típico da Audi. A questão que se levanta é simples: será este “restyling” suficiente para manter a pressão sobre os rivais numa época em que o mundo está a mudar-se para o lado dos híbridos e elétricos? A resposta já a seguir!

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Mais:

Interior, Refinamento, Mecânica    

Menos:

MMI sem botão

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Pontuação 8/10

O estilo nunca foi o problema do A4, desde que nasceu que tem sido diferente e com alguma coisa que o diferencia. Esta renovação não foge á regra e a Audi colocou no A4 cavas das rodas musculadas á imagem do famoso Quattro, mas de uma forma elegante que lhe assenta muito bem. A silhueta não mudou muito, mas a verdade é que a Audi não deixou um painel sem ser mexido. E tendo a acreditar, pois a carrinha parece a mesma, mas depois nem por isso. Há uma grelha nova, novos faróis e farolins (aqui não há a barra luminosa a toda a largura, infelizmente), o para choques dianteiro foi redesenhado e tem uns agressivos nichos para os faróis de nevoeiro, tentando manter o ar distinto do A4 que se perdeu com o achatar da frente. Confesso que a frente não me deixa totalmente feliz, mas depois lá encontramos a entrada de ar entre a grelha e o capô que começa a ser hábito na nova linguagem de estilo, juntamente com as cavas das rodas alargadas, inspirado no Audi Quattro. Gosto!

Interior

Pontuação 8/10

O interior desta carrinha é… Audi. Não é preciso dizer muito mais. Não havendo nada de novo no interior, continua a ser bom regressar ao interior do A4 e perceber a qualidade, o bom gosto e a forma como tudo está disposto. Na verdade, há alguma coisa nova: o ecrã de 10.1 polegadas sensível ao toque que serve o sistema MMI. E um ecrã maior que o anterior e atirou para o caixote do lixo o excelente comando rotativo do sistema. Sinceramente? Não gostei. Por outro lado, os grafismos são excelentes, o sistema de navegação é brilhante e é muito agradável viver a bordo do A4. Espaço não alta e há uma bagageira com 495 litros generosa e bem arrumada. O painel de instrumentos é claro e legível com a simplicidade do Virtual Cockpit face aos sistemas dos rivais.

Equipamento

Pontuação 6/10

Em termos de equipamento, as listas da Audi são sempre longas e cheias de detalhes, pelo que sugerimos consultar www.audi.pt e clicar no configurador. Quanto ao equipamento de série, temos as jantes de 18 polegadas, kit de ferramentas, faróis LED com funções avançadas, farolins LED, espelhos retrovisores da cor da carroçaria, vidros atérmicos, para brisas em vidro acústicos, bancos com regulação manual, rebatimento do banco traseiro na proporção 40/20/40, volante em couro, espelhos com regulação elétrica, ar condicionado automático, portão traseiro elétrico, revestimento reversível do piso da bagageira, Audi connect, bluetooth, Audi pre sense city, travão elétrico, limitador de velocidade ajustável e câmara de marcha atrás.

Consumos

Pontuação 7/10

Os motores do grupo VW são, regra geral frugais e este novo motor do A4 Avant 35 TDI mostra isso mesmo. Se não é possível chegar aos 3,9 l/100 km homologados, a média final do ensaio ficou nos 5,4 l/100 km, um valor muito simpático para uma carrinha que pesa mais de tonelada e meia. Com alguma atenção e cuidado, baixar dos cinco litros não é complicado.

Ao volante

Pontuação 8/10

Se está a pensar comprar uma carrinha A4 a pensar que pode bater o seu amigo que tem uma BMW 320d Touring em termos de comportamento, esqueça. O A4 Avant é um carro que pretende oferecer uma alternativa, clara, aos que estão cansados dos SUV e encontram refúgio e conforto numa boa e velha carrinha. Um bocadinho como os especuladores que quando a coisa aperta, refugiam-se no ouro. A carrinha A4 oferece conforto, qualidade, qualidade de vida a bordo e, sobretudo, uma forma com classe de ligar o ponto A ao ponto B, sem preocupações e a ritmos mais que suficientes. E nem vale a pena pensar nos rivais de Munique, pois a BMW regressou ao fundamental do seu ADN. Como nem todos somos “pilotos”, o A4 Avant prefere ser suave, equilibrada, sem perder qualidade quando toca a curvar. Apenas não é tão envolvente como o 320d e nada mais. O A4 Avant 35 TDI é um carro refinado e confortável e nestas duas categorias, penso que o Audi é o melhor do segmento, atém porque há muitas semelhanças com o A6 Avant. E isso é uma boa notícia.

Concorrentes

BMW 320d Touring 1995 c.c. turbo diesel; 150 CV; 320 Nm; 0-100 km/h em 8,8 seg,; 215 km/h; 4,4 l/100 km, 114 gr/km de CO2; 49.102 euros

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

 

Mercedes C220d Station 1597 c.c. turbo diesel; 160 CV; 360 Nm; 0-100 km/h em 8,7 seg,; 220 km/h; 4,2 l/100 km, 111 gr/km de CO2; 46.550 euros

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

Motor

Pontuação 7/10

O motor 2.0 TDI é totalmente novo e isso é uma vantagem para o A4 Avant. São 163 CV extraídos de uma nova arquitetura que tem méritos. Suave, pensado para cumprir as regras do protocolo WLTP, é um motor que rima bem com a carrinha. O motor recebeu um novo volante de motor com menos massa para contrabalançar as vibrações, vindo dai a maior suavidade. A baixa rotação, o motor impressiona e nem parece um diesel. A caixa automática S-Tronic de dupla embraiagem rima perfeitamente com o motor. É verdade que os 163 CV são um nadinha curtos, mas isso é porque estamos habituados às versões de 190 CV, mais ariscas e com binário que permite uma resposta a baixos regimes mais poderosa. Porém, o motor deste A4 Avant 35 TDI não deixa de ser uma boa parte deste puzzle, até porque tem várias técnicas que o tornam dos motores mais limpos do mercado.

Balanço final

Pontuação 8/10

A renovação do A4 foi muito bem feita, com a costumeira sobriedade germânica. O estilo é muito agradável, mesmo descontando a frente, o interior manteve-se excelente, embora o desaparecimento do botão do MMI não me convença, e o novo motor acaba por convencer. Enfim, está aqui uma bela dor de cabeça para os rivais de Munique e de Estugarda, até porque os preços são semelhantes.

Ficha técnica

Motor

Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, turbo diesel com intercooler

Cilindrada (cm3): 1698

Diâmetro x Curso (mm): nd

Taxa de Compressão: nd

Potência máxima (CV/rpm): 163/3250 – 4200

Binário máximo (Nm/rpm): 380/1500 – 2750

Transmissão: dianteira com caixa automática de dupla embraiagem de 7 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente multibraços

Travões (fr/tr): discos ventilados

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s): 8,5

Velocidade máxima (km/h): 223

Consumos misto (l/100 km): 3,9 – 4,2

Emissões CO2 (gr/km): 101 – 110

Dimensões e pesos

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4762/1847/1435

Distância entre eixos (mm): 2820

Largura de vias (fr/tr mm): 1572/1555

Peso (kg): 1540

Capacidade da bagageira (l): 495

Deposito de combustível (l): 40 Pneus (fr/tr): 245/40 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 53655€
Preço da versão base (Euros): 53655€