Mini One Countryman 1.5 – Ensaio

By on 9 Abril, 2018

Mini One Countryman 1.5 102 cv

Texto: André Duarte ([email protected])

Inevitavelmente feliz

Não importa o modelo ou a versão, um Mini é sempre um carro que nos faz sorrir. Inevitável. Fomos para a estrada com o Mini One Countryman, equipado com motor 1.5 a gasolina e 102 cv, modelo que atravessa a sua segunda geração. Venha conhecê-lo connosco…

[Nota: fotos da versão Mini One Countryman ALL4]

 

 


Mais:

Imagem / Prazer de condução / Conforto / Comportamento

 

 

Menos:

Relação peso/potência

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motorizações e versões
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Nesta segunda geração o Mini One Countryman mantém o ADN que sempre lhe conhecemos. A imagem de uma linhagem estética que não deixa ninguém indiferente e que se apresenta crescida face à versão anterior, com aproximadamente mais 20 cm de comprimento, 3 de largura e 7,5 de distância entre eixos.

O impacto visual é de apelo aos sentidos, num modelo que nos transporta o pensamento para registos de aventura e descomprometimento ao volante, sensações que nos criam a sua imagem. Esta destaca-se pelos plásticos que contornam a zona inferior no pára-choques traseiro, cavas das rodas e laterais, a par do também contributo das barras de tejadilho. A par disso, a sua estrutura é marcada por um conjunto de porte robusto e atrativo, sempre apelativos.

Interior

Já no habitáculo, e à semelhança do exterior, deparamo-nos com um modelo que em nada foge aquilo que a marca nos habituou. O One Countryman oferece um interior espaçoso, tanto à frente como atrás, com bancos cómodos e confortáveis (à frente ajustáveis em altura e longitudinalmente), mesmo o do lugar do meio traseiro, algo não muito comum.

Sobressai naturalmente o ecrã de 6,5” do Rádio MINI Visual Boost no centro do tablier, com cores alusivas que mudam mediante os modos de condução selecionados (Green; MID; Sport). Este incorpora controlador MINI (i-Drive), sistema Bluetooth com streaming de audio, entrada AUX, interface audio USB e MINI Connected.

Através deste podemos assim aceder às seguintes opções de conectividade e infoentretenimento: rádio, multimédia, telefone, office, Mini Connected, informações do veículo e configurações.

Os bancos podem ser rebatidos na proporção 40:20:40, transformando os 450 l de bagageira até um máximo de 1390 l. A esta podemos também aceder facilmente através do rebatimento das costas do banco do meio. traseiro

O fundo plano da bagageira é removível e os olhais de fixação na bagageira estão incluídos no pacote de compartimentos de arrumação, ajudando-nos a arrumar a bagagem em segurança e a distribuir o peso de forma ideal. A iluminação adicional LED na bagageira melhora a visibilidade no escuro.

Equipamento

Sistemas de Assistência à Condução e Segurança

De série cabe destacar: proteção ativa de peões; ecall inteligente; luz de nevoeiro traseira. Destaque também para os opcionais: Roda de emergência 100€; Alarme antiroubo 350€; Isofix + desativação airbag passageiro 100€.

Equipamento Opcional

Neste ponto há vários packs: Pack John Cooper Works 3650€; Connected Navigation Plus 8,8” 2300€; Connected Media 6,5” 500€; Pack Comfort 900€. A par disso, cabe destacar os seguintes opcionais: Sistema de Som Harman 790€; Radio Mini Visual Boost 350€; Mini Navigation System 950€; Seviços Connected Drive 190€; Serviços Concierge 250€; Preparação para Apple CarPlay; Suspensão Adaptativa 500€; Suspensão Desportiva 240€; Dispositivo de alocamento de reboque 800€; Teto de abrir panorâmico 990€; Barras de Tejadilho Piano Black 200€; Câmara Traseira 350€; Mini Driving Modes 190€.

 

Consumos

Realizámos médias de 7,5l /100 km, o que é algo ‘generoso’. No entanto, temos um motor 1.5 a gasolina com 102 cv a mover um conjunto de 1440 kg, algo que tem as suas implicações.

Ao volante

A posição de condução é confortável e os bancos recebem-nos bem. Já em estrada o bloco 1.5 a gasolina mostra-se algo tímido a mover o conjunto, se recorrermos aos modos ECO ou MID. No Sport, a disponibilidade de potência revela-se mais adequada aos 1440 kg de peso. Para compensar os apenas 102 cv de potência disponíveis, exigimos naturalmente mais do bloco em condução através do pedal do acelerador, algo que se reflete nos consumos. A suspensão garante-nos um modelo confortável, e a direção está conforme as necessidades, assim como os travões. No fundo, temos um One Countryman com todas as valências conhecidas da Mini, garantindo por isso prazer ao volante, conforto, espaço… e muito estilo.

No entanto, se quisermos deixar o ‘modo’ a solo e levarmos a família e bagagem, aí já teremos que clamar por mais alguma potência. No global, é uma proposta que agrada, mas que se revela de dimensões generosas para uma utilização diária, a par de consumos não muito contidos. Algo que poderá fazer ponderar a opção por um ‘irmão’ mais novo para o quotidiano, leia-se, mais pequeno, ou um Countryman mais aditivado para viagens em família.

Concorrentes

Neste capítulo, as propostas concorrentes acabam por diferir ligeiramente do Mini One Countryman 1.5 com 102 cv, dado que têm mais potência, mas menor cilindrada. Falamos de:

Audi Q2 Base 1.0 TFSI com 116 cv por 29.794€

Nissan Qashqai DIG-T Acenta com 115 cv por 24.300€

Seat Ateca 1.0 TSI com 115 cv por 26.235€

Volkswagen T-Roc 1.0 TSI com 115 cv por 23.659€.

Motorizações e versões

Há propostas a gasolina, diesel e uma híbrida Plug-In. O One está disponível com motor a gasolina de 102 cv e a diesel com 116 cv; o Countryman Cooper com motor a gasolina de 126 cv e diesel de 150 cv; o Cooper S com motor a diesel de 190 cv e a gasolina de 192 cv; o John Cooper Works com motor a gasolina de 231 cv. Em termos de equipamento, há quatro níveis além do Essential (base): Salt, Pepper, Chili e John Cooper Works Chili. Há ainda a proposta Mini Cooper S E Countryman ALL4 PHEV com potência combinada de 224 cv.

Balanço final

O Mini One Countryman reúne todos os argumentos conhecidos da Mini, com um preço mais em conta pelo seu motor 1.5 l a gasolina com 102 cv representar a entrada de gama. Satisfaz numa utilização diária, embora fiquemos a desejar uma proposta com os mesmos argumentos mas mais alguma alma sob o capot. No entanto, tal não é problema, porque basta olhar o ‘catálogo’ e perceber que opções não faltam. Ainda assim, à luz do preço, é um modelo tentador e que por isso dá que pensar.

Ficha técnica

Motor

Tipo – gasolina, 3 cil. Em linha injeção direta, turbo, intercooler

Cilindrada (cm3) – 1499

Diâmetro x curso (mm) – 82,0 x 94,6

Taxa de compressão – 11,0:1

Potência máxima (cv/rpm) – 102/4100

Binário máximo (Nm/rpm) – 180/1200-3800

Transmissão e direcção – dianteira, transmissão manual de 6 velocidades; pinhão cremalheira com assistência elétrica

Suspensão (fr/tr) – Tipo McPherson à frente e eixo Multibraços atrás

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s) – 11,8s

Velocidade máxima (km/h) – 180 km/h

Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) – 4,8/6,7/5,5

Emissões de CO2 (g/km) – 126

Dimensões e pesos 

Comp./largura/altura (mm) –  4299/1822/1557

Distância entre eixos (mm) – 2670

Largura de vias (fr/tr) (mm) – 1585/1587

Travões (fr/tr) – Discos ventilados/Discos

Peso (kg) – 1440

Capacidade da bagageira (l) – 450 até 1390 (c/ bancos traseiros rebatidos)

Capacidade do depósito (l) – 51

Pneus (fr/tr) – 205/65 R16

Preço da versão base (Euros): 27750€

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