KIA Sportage 1.6 CRDi ISG 7DCT – Ensaio Teste

By on 4 Abril, 2019

KIA Sportage 1.6 CRDi ISG 7DCT GT Line

Texto: Filipe Pinto Mesquita

Em equipa que ganha, (quase) não se mexe!

Um leve restyling, nova motorização diesel (agora com 136 cv) e eficiente caixa automática 7DCT refrescam a imagem da segunda geração do KIA Sportage, que respira “saúde” no segmento dos SUV’s. Mas com a concorrência a “apertar”, estará preparado para vingar?

Conheça todas as versões e motorizações AQUI.


Mais:

Equipamento/Campanha de lançamento/Garantia 7 anos

 

Menos:

Restyling discreto/Firmeza da suspensão

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

(Pontuação: 7/10)

A pretexto da reformulação de motorizações obrigatórias para cumprimento das novas normativas comunitárias em matéria de consumos e emissões, a KIA refrescou também a imagem exterior do Sportage. Mas foram apenas operações de cosmética, que facilmente passarão despercebidas até aos conhecedores da anterior geração. Está a ver aquela sensação de…. “está aqui qualquer coisa de diferente, mas não sei bem o quê?!”… pois é o que, provavelmente, vai sentir quando olhar para o novo Sportage! Quase à lupa é possível, contudo, descortinar ínfimos pormenores que receberam mais atenção por parte dos projetistas sul-coreanos, como a atualização do desenho dos para-choques dianteiros e traseiros, o mais “refrescante” design da grelha frontal ou o redesenhar das óticas dianteiras e traseiras, a par das também novas jantes de 19 polegadas. Por se tratar da versão GT Line, de carácter mais desportivo, há pormenores que se destacam, como as luzes DRL tipo “Ice Cube” ou mesmo os faróis dianteiros Full LED, para além dos manípulos das portas cromados, que combinam com precisão com as barras no tejadilho também cromadas.

E se está a pensar se o novo Sportage ainda faz lembrar a imagem de “mini” Porsche Macan ou Porsche Cayenne”? A resposta é, claramente, sim!

Interior

(Pontuação: 6/10)

Coerência acima de tudo. As leves mudanças no exterior têm correspondência, na mesma medida, no habitáculo do novo Sportage. Por outras palavras, se está à espera de uma revolução no interior, é melhor procurar outro carro. Se valoriza sobretudo os valores pragmáticos, então fique satisfeito com pequenas nuances como comandos no volante de toque metálico, as saídas de climatização levemente retocadas, o painel de instrumentos com pequena atualização e o computador de bordo com a novidade de incluir um indicador do nível de ureia (AdBlue). A isto, acresce um travão de mão que agora é elétrico.

Nesta versão GT Line, os estofos em pele preta com pesponto vermelho, apelando ao espírito desportivo, são cartão de visita e assentam bem nos acabamentos bicolor, preto e cinza. Contudo, devido à falta de cores mais vivas, não se pode dizer que o habitáculo não tenha o seu quê de conservador, sem apresentar uma linha propriamente jovem.

No que concerne à habitabilidade, o Sportage continua longe de ser a referência do segmento, com o “habitante” do meio dos lugares traseiros a ser mais prejudicado que os outros dois devido ao túnel de transmissão que lhe elevará a posição dos pés. Mas na versatilidade não há grandes reparos a fazer, mesmo se, atendendo ao segmento, em questão, o Sportage poderia vir equipado com mais “espaços e espacinhos” para arrumar “isto e aquilo”.

Na bagageira, o espaço sofreu uma ligeira redução, para adoção do depósito AdBlue. Mas, os 476 litros (contra os 503 oferecidos na primeira geração) são mais do que suficientes para transportar tudo o que é necessário, beneficiando de acesso facilitado à plataforma de carga.

Equipamento

(Pontuação: 8/10)

 A versão GT Line do Kia Sportage não lhe confere apenas um estatuto de design exterior e interior mais dinâmico. Tem também reflexos ao nível de equipamento, tornando esta versão do Sportage como a melhor equipada. De facto, se excluirmos os extras opcionais da pintura metalizada (490 €) e do teto de abrir panorâmico (950 €), a lista de equipamento de série é longa e ilustre. Em termos de equipamentos de segurança pode contar com ABS, Air bag de cortina, air bag duplo, air bag lateral, detetor de ângulo morto (BCW), sistema de controle de descida (DBC), direção assistida, encostos de cabeça ajustáveis em altura, controlo de estabilidade (ESC), faróis dianteiros Full LED, faróis de nevoeiro (tipo “Ice Cube”) em LED, alerta de colisão frontal (FCA), fecho de segurança para crianças, sistema de controle em subidas (HAC), imobilizador, sistema de manutenção de faixa de rodagem (LKA), monotorização da pressão de pneus (TPMS) e sensores de luz e de chuva.

A pensar no conforto, este Kia Sportage também impressiona, disponibilizando ar condicionado automático, banco do condutor com ajuste em altura, banco do condutor e passageiro com ajuste lombar, em pele preta com pesponto vermelho, kit Bluetooth mãos livres, 2 carregadores USB (um à frente e outro atrás) + AUX, coluna de direção de ajuste em altura e telescópia, computador de bordo, cruise control, porta bagagens inteligente (abertura automática com aproximação da chave, sistema de chave inteligente com botão “Start”, sistema de navegação, com rádio RDS e com ecrã de 8’’ e câmara de estacionamento traseira 360⁰, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, vidros elétricos à frente e atrás, 3 tomadas de 12V (duas à frente e uma atrás), retrovisores elétricos e retráteis eletricamente e equipamento de som premium JBL.

Consumos

(Pontuação: 6/10)

Face ao motor 1.7 litros que equipava o Sportage, o bloco de 1.6 litros é menos “guloso”. Fica longe, ainda assim, dos 4,9 litros/100 km de consumo misto anunciados, mas os 6,5 litros que o computador de bordo acusava no final do ensaio, não são preocupantes.

 

Ao volante

(Pontuação: 6/10)

Alimentado pelo novo motor de 1.6 litros, agora com 136 cv, o Sportage ganhou outro fôlego. Abaixo das 2.000 rpm a preguiça em acordar a sobrealimentação ainda é flagrante, mas logo que o turbo desperta o binário de 320 Nm permite registar uma condução agradável  despreocupada, até porque a caixa automática 7 DCT, uma das mais valias mais importantes desta versão, é um precioso aliado neste tipo de condução, com passagens de caixa rápidas e precisas, que podem também ser feitas nas patilhas do volante. Apenas com dois modos de condução possíveis, é no “Sport” que o motor ganha maior alma, deixando a resposta ao toque no acelerador mais sensível.

Onde não é especialmente eficaz este Sportage é no conforto. A suspensão, já de si, afinada para ser mais firme do que seria de esperar no SUV torna a absorção das irregularidades menos competente, facto agravado pelas jantes de 19’’ que também não são particularmente amigas da comodidade a bordo. Contudo, essa maior rigidez acaba por ter reflexos positivos sempre que se explora mais afincadamente o comportamento dinâmico deste GT Line, travando melhor o “rolamento” da carroçaria.

Concorrentes

Hyundai Tucson 1.6 CRDi Executive DCT, com 136 cv, a partir de 36.946 €

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

Jeep Renegade 1.6 Multijet II 120 cv 4×2 Limited DCT, com 120 cv, a partir de 30.841 €

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

Peugeot 3008 1.5 BlueHDI 130 Euro 6.2 Allure EAT8, com 130 cv, a partir de 39.230 €

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

Renault Kadjar Blue dCi 115 EDC, com 115 cv, a partir de 32.570 €

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

SEAT Ateca 1.6 TDI CR Style DSG, com 115 cv, a partir de 32.566 €

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

Skoda Karoq 1.6 TDI 116 cv DSG Ambition, com 116 cv, a partir de 35.398 €

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

Balanço final

(Pontuação: 7/10)

A modernização do Sportage não é revolucionária, longe disso. Mas, os argumentos como o novo motor 1.6 CRDi e a capacitada caixa automática 7 DCT conferem-lhe, definitivamente, outra agradabilidade na condução. Depois há que contar com a oferta de uma generosa lista de equipamento de série, para além do trunfo da garantia de 7 anos e da campanha de lançamento que transforma o preço de 44.241 € num bem mais apetecíveis 34.990 €. Tudo junto, é bem provável que o Kia Sportage 1.6 CRDi ISG 7DCT GT Line se torne numa proposta tentadora.

 

 

Ficha técnica

Combustão

Arquitetura: 4 cilindros

Cilindrada (cm3): 1598

Diâmetro x curso (mm): 77 x 85,8

Taxa de Compressão: 15,9 : 1

Potência máxima (cv/rpm): 136/4000

Binário máximo (Nm/rpm): 320/2000-2250

Transmissão, direção, suspensão e travões

Transmissão e direção: Dianteira, caixa automática de 7 vel.; direção elétrica, assistida

Suspensão (fr/tr): Independente McPherson/Independente Multibraços

Travões (fr/tr): Discos ventilados/Discos

 Prestações e Consumos

Aceleração: 0-100 km/h (s): 11,8

Velocidade máxima (km/h): 180

Consumos urbano/extra-urb./misto (l/100 km): 4,8/5,0/4,9

Emissões de CO2 (g/km): 129

Dimensões e pesos

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4485/1855/1635

Distância entre eixos (mm): 2670

Largura das vias (fr/tr) (mm): 1609/1620

Peso (kg): 1530

Capacidade da bagageira (l): 480 (1469)

Depósito de combustível (l): 62

Pneus (fr/tr):  245/45 R19 / 245/45 R19

Preço de Campanha: 34.990 €

Preço da versão ensaiada (Euros): 44241€