Opel Grandland X 1.2T Ultimate IntelliGrip – Ensaio Teste

By on 4 Fevereiro, 2020

Opel Grandland X 1.2T Ultimate IntelliGrip

Texto: Jorge Reis ([email protected])

A mesma qualidade e mais aventura

Com uma qualidade percetível já reconhecida, a Opel resolveu dotar o seu Grandland X de mais argumentos para convencer o mercado, introduzindo a versão IntelliGrip, adotando um sistema de controlo de tração já utilizado por outros modelos automóveis do Grupo PSA, totalmente eletrónico, que surge com a missão de assegurar a estabilidade e a previsibilidade de reações do automóvel, seja qual for o tipo de piso.

Torna-se possível com este sistema a seleção de cinco modos de funcionamento – Normal, Neve, Lama, Areia e ESP Off – através de um comando localizado na consola central. O sistema ajusta a gestão do motor e da transmissão, a distribuição de binário entre rodas, bem como o padrão do Programa Eletrónico de Estabilidade ESP, para otimizar o contacto das rodas com o piso independentemente do estado em que este se encontre.

O nível de equipamento nesta variante IntelliGrip surge assim ainda mais completo num automóvel com uma boa capacidade de resposta permitida pelo pequeno motor tricilíndrico de 1,2 litros dotado de turbocompressor e injeção direta, tudo para um veículo eficaz, agora com capacidades aventureiras acrescidas, disponível para enfrentar pisos menos regulares.


Mais:

Comportamento dinâmico e espaço no habitáculo, nomeadamente nos lugares traseiros.    

Menos:

Visibilidade traseira e alguns materiais de menor qualidade.

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Pontuação 7/10

Ficando algo aquém ao nível do impacto permitido pela imagem global de outras propostas que tem agora como “familiares” dentro do Grupo PSA em que se encontra, nomeadamente o Peugeot 3008, seu “primo direito”, este Opel Grandland X tem uma missão complicada na necessidade de se afirmar, num segmento dos SUV em que cada vez mais se pretende ousadia e não o conservadorismo que apresenta na sua imagem. Robustez e eficácia são valores que se identificam nas linhas deste Opel Grandland que, em termos práticos, apresenta os mesmos argumentos técnicos e de qualidade que os demais SUV da PSA propõem. O problema é que este é um segmento em que “os olhos também comem” e se é verdade que a beleza é um conceito subjetivo as tendências dão conta da opção do público por outras realidades… e outros modelos concorrentes!  

Interior

Pontuação 7/10

A bem da verdade, se a imagem exterior não é propriamente impressionante, o interior acompanha o nível de sensações permitido por este modelo que facilmente nos transporta para a realidade do ambiente de um pequeno veículo familiar, ainda assim dotado de uma boa qualidade de construção e de materiais, plenos de funcionalidade e ergonomia. Diversos espaços de arrumação e um porta-luvas de boa capacidade ajudam à melhor habitabilidade num espaço onde o condutor consegue uma posição elevada, aqui mais ao jeito do SUV em que rodamos do que de um modelo familiar, fruto da presença de um volante multiregulável e de Optima pega, mas também de um banco em pele com apoio lateral para uma condução confortável.

Quem viaja no banco do pendura tem espaço mais do que suficiente e, atrás, crianças ou adultos conseguem “arrumar” as pernas sem qualquer dificuldade, num veículo a merecer sem dúvida uma nota positiva em termos de habitabilidade, com o único senão de que o banco do meio traseiro é algo estreito. Na bagageira, uma capacidade inicial fixada em 514 litros que pode chegar aos 1652 litros mediante o fácil e prático rebatimento 60/40 das costas dos bancos traseiros, com trancas presentes nas paredes laterais da mala.  

Equipamento

Pontuação 8/10  

No que diz respeito ao equipamento, o Opel Grandland X nesta variante IntelliGrip tem neste sistema eletrónico do controlo de tração o seu principal argumento distintivo, conferindo a este SUV da Opel maior capacidade de aventura para se assumir como um bom parceiro numa curta saída de estrada por um ou outro estradão naturalmente menos trialeiro. Aventuras à parte, este modelo da Opel transporta consigo os principais componentes necessários nos dias de hoje, desde o Programa Eletrónico de Controlo de Estabilidade (ESP Plus), Assistência ao Arranque em Subidas (HSA), Monitorização da Pressão dos Pneus, Reconhecimento de Sinais de Trânsito, Alerta de Veículo no Ângulo Cego, luzes diurnas e traseiras em LED, comutação automática máximos-médios, sensores de luz e de chuva, e sensores de estacionamento à frente e atrás, com câmara na traseira.

Nota ainda para a presença de Open&Start sem chave, portão da bagageira com abertura elétrica e sensor de pé, rádio NAVI 5.0 IntelliLink com sistema de navegação, entradas USB, seis altifalantes, e ecrã táctil policromático de oito polegadas, sistema mãos-livres de telefone Bluetooth, programador de velocidade com limitador, ar condicionado eletrónico bi-zona, além do pack Versatilidade (piso duplo na  bagageira + luz de bagageira + apoio central de braços no banco traseiro).  

Consumos

Pontuação 6/10

Para um modelo cujo peso se situa nos 1390 quilos, a prestação deste pequeno modelo de 1,2 litros obriga a um consumo mais elevado, principalmente se quisermos prestações mais generosas e adotarmos um estilo mais vivo. Afinal, não há milagres, e não podemos querer vivacidade imposta pelo peso do pé-direito sobre o acelerador e ao mesmo tempo economia no momento de passar pelo posto de abastecimento de combustíveis.  

Ao volante

Pontuação 8/10

Eficaz e confortável, este Opel Grandland X revela-se um bom parceiro para um final de semana em família, com espaço para tudo e para todos, permitindo ao condutor a tranquilidade de saber que está perante um veículo capaz para uma marcha tranquila. A direção revela-se assertiva e suave para um conjunto que responde a preceito e sem sobressaltos nem surpresas, afinal o que se pretende de um modelo capaz de transportar toda a família.  

Concorrentes

Nissan Qashqai 1.3 DIG-T Tekna 140cv, 10,5s 0-100 km/h, 193 km/h, 5,7 l/100 km, 160 g/km CO2 Preço: 31.800€

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

 

Ford Kuga 1.5 EcoBoost ST-Line 120cv, 12,5s 0-100 km/h, 180 km/h, 6,2 l/100 km, 184 g/km CO2 Preço: 33.368€

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

 

Peugeot 3008 1.2 PureTech Active 130cv, 10,8s 0-100 km/h, 188 km/h, 5,2 l/100 km, 151 g/km CO2 Preço: 31.780€

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

 

SEAT Ateca 1.0 TSI Reference 115cv, 11s 0-100 km/h, 183 km/h, 5,2 l/100 km, 119 g/km CO2 Preço: 25.027€

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

 

Suzuki VItara 1.0T 6AT GLE 2WD 111cv, 12,5s 0-100 km/h, 180 km/h, 5,7 l/100 km, 153 g/km CO2 Preço: 22.394€

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

   

Motor

Pontuação 8/10

O pequeno bloco 1.2 litros tricilíndrico deste modelo Opel, apesar de ser porventura curto para o que se possa pretender do Grandland X, nomeadamente na variante IntelliGrip com a qual poderemos imaginar momentos de maior dinamismo, consegue, todavia, dar uma resposta cabal perante uma utilização normal no dia-a-dia. Respondendo à potência máxima anunciada de 130 cv, e um binário máximo de 230 Nm, este 1.2 T permite assim um desempenho capaz dadas com uma sonoridade discreta, nomeadamente dentro do habitáculo onde a Opel conseguiu um bom trabalho de insonorização.  

Balanço final

Pontuação 8/10

Se o modelo Grandland X é à partida uma derivação alemã de um sucesso chamado Peugeot 3008, esta variante resulta também da utilização do sistema Grip Control do Grupo PSA num modelo eficaz e robusto, ainda que distante no design inovador do modelo do Leão. Familiar, o Opel Grandland X oferece afinal valores como competência, funcionalidade e conforto, com a qualidade alemã de uma marca que parece aguardar ainda pelo tiro de partida para voos mais ousados a partir de uma base de qualidade mais do que comprovada.  

Ficha técnica

Motor

Tipo – Três cilindros a gasolina, com turbocompressor e injeção direta

Cilindrada (cm3) – 1199

Diâmetro x Curso (mm) – 75 x 90,5

Taxa de compressão – 16.5 : 1

Potência máxima (cv/rpm) – 130/5550

Binário máximo (Nm/rpm) – 230/1750

Transmissão e direção – dianteira, caixa automática de dupla embraiagem e 8 velocidades; pinhão e cremalheira com assistência elétrica

Suspensão (fr/tr) – independente duplo triângulo /eixo de torção

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s) – 10,4

Velocidade máxima (km/h) – 196

Consumos Extra urb./Urbano/Misto (l/100 km) – 4,9/6,1/5,3

Emissões de CO2 (gr/km) – 121

Dimensões e pesos

Comp./Larg./Alt. (mm) – 4477/1856/1609

Dist. entre eixos (mm) – 2675

Largura de vias fr/tr (mm) – 1595/1610

Travões (fr/tr) – discos ventilados / discos

Peso (kg) – 1390

Capacidade da bagageira (l) – 514/1652

Capacidade do depósito (l) – 53

Pneus (fr/tr) – 225/55 R18 / 225/55 R18

Preço da versão base (Euros): 31470€