Renault Mégane Grand Coupé dCi 130 – Ensaio Teste

By on 15 Novembro, 2018

Renault Mégane Grand Coupé dCi 130 Executive

Texto: André Duarte ([email protected])

Proposta equilibrada

O Renault Mégane atravessa a sua quarta geração, lançada em 2016, e este ano surgiu a versão Grand Coupe em solo nacional, que bebe o melhor do modelo que lhe serve de base e catapulta para um nível acima as suas qualidades. Fomos conhecer a versão 1.6 dCi com 130 cv.

Conheça todas as versões e motorizações AQUI.


Mais:

Design Exterior / Conforto / Comportamento / Motor

 

Menos:

Design Interior / Direção Modo Comfort

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

O Renault Mégane é um modelo bem conseguido e quando a marca francesa lançou a versão Grand Coupe, no fundo, um coupe de quatro portas, o trabalho continuou a premissa. Mantém os traços distintivos que nos permitem reconhecer o modelo e seu ADN mas, ao mesmo tempo, consegue distinguir-se através da silhueta de coupé que tem o condão de tornar a traseira saída de belo efeito, conseguindo conferir ao conjunto harmonia visual. A sensação de elegância transparece de todos os ângulos. A dianteira evidencia o logo da marca ao centro do capot, em grande plano, e uma grelha cromada que percorre toda a secção e os faróis LED Pure Vision na versão Executive. A lateral destaca-se pelas bonitas jantes de 18 polegadas e a traseira pelo design dos faróis que acompanha o da carroçaria. As linhas amenizam a sensação de três volumes e cativam ao olhar. Tudo parece leve.

Interior

O habitáculo é minimalista, com poucos botões, já que as funcionalidades estão centradas no ecrã tátil – de fácil manuseamento e boa iluminação, ainda que embutido de forma pouco atraente – do sistema R-LINK 2: rádio multimédia com ecrã capacitivo de 8,7”, 8 altifalantes, 2 entradas USB e 1 entrada jack. Ainda assim, sente-se a falta de alguma elegância e vida no interior, demasiado sóbrio e pouco sugestivo, em conformidade com o exterior. Não compromete, mas também não fascina quem nele se encontra. Mesmo que haja pormenores que satisfazem, como os painéis das portas com iluminação ambiente, o topo do seletor e os puxadores em cromado e o estofos em tecido preto. Os bancos são confortáveis e há uma boa visibilidade para a estrada. O espaço interior cumpre em termos de cotas de habitabilidade. A bagageira de 503l estende-se até os 987 com os bancos traseiros rebatidos.

Equipamento

O Renault Mégane Grand Coupé tem dois níveis de equipamento: Limited e Executive. Este último o de topo e aquele que equipava a versão do presente ensaio.

Uma versão que surge por isso bem nutrida neste particular, principalmente ao nível dos sistemas de assistência à condução: alerta de ângulo morto
; alerta de excesso de velocidade com reconhecimento dos sinais de trânsito; alerta de transposição involuntário de faixa; câmara de marcha-atrás
; comutação automática das luzes estrada/cruzamento; sistema de ajuda ao estacionamento mãos-livre; regulador de velocidade adaptativo; sistema de ajuda ao estacionamento dianteiro; sistema Renault MULTI-SENSE.

No interior encontramos: banco do condutor com função massagem
; banco do condutor com regulação em altura e a nível lombar; banco do passageiro com regulação em altura; apoios de cabeça dianteiros reguláveis em altura e inclinação; retrovisor interior electrocromático; estofos em tecido escuro; sistema multimédia R-LINK 2 com ecrã vertical tátil de 8,7”, rádio com navegação e cartografia Europa; painéis das portas dianteiras e traseiras com iluminação ambiente; tecto de abrir eléctrico panorâmico. Há ainda a destacar os faróis diurnos LED Edge Light
 e jantes em liga leve de 18 polegadas no exterior.

Consumos

Numa utilização quotidiana, cumpridora, mas sem um grandes cerimónias de poupança, os consumos cifram-se nos 5,7l. Um registo acima dos 4l anunciados que ainda assim não é exagerado.

Ao volante

O Renault Mégane é um modelo que agrada em estrada. O comportamento e equilíbrio que transmite ao condutor conferem à condução uma grande sensação de segurança. A suspensão é também um bom tónico para as viagens que se fazem com gosto fruto do conforto proporcionado.

Em estrada o motor 1.6 dCi de 130 cv apresenta uma potência que se revela elástica e racional. A entrega é sempre progressiva e satisfaz as necessidades de uma utilização diária. Há cinco modos de condução: Eco, Neutral, Sport, Individual e Comfort. As diferenças não são significativas, excepto no modo Eco, em que se nota de facto a menor disponibilidade de potência em relação aos demais. O Comfort agrada pelo conforto, mesmo em irregulares de maior monta no asfalto, enquanto o Sport se destaca pela alma que o conjunto ganha. Além da resposta do motor, o som também altera mediante os modos de condução, assim como a direção. Esta não é muito informativa e é leve em demasia no modo Comfort. A caixa, com um seletor de relações curtas é uma mais valia à condução, facilitando-nos na gestão cuidada dos ritmos e também dos consumos. Os travões apresentam uma boa eficácia. Em suma, ao volante o Renault Mégane Grand Coupe transmite leveza e uma boa aura na condução, num modelo em que equilíbrio e racionalidade são notas dominantes.

Concorrentes

Honda Civic Sedan 1.6 i-DTEC Executive por 33.730€

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

Motor

O bloco 1.6 dCi é um dos trunfos do Renault Mégane Grand Coupe, já que apresenta uma entrega consistente e ao mesmo tempo se adapta a registos diferentes. Da condução urbana a viagens de maiores distâncias é um motor que cumpre e assenta bem nesta versão. São 130 cv de potência e um bom binário de 320 Nm às 1750 rpm. O bloco tem a alma necessário para uma condução quotidiana, sempre com uma tónica de utilização ponderada.

Balanço final

O Renáult Mégane Grand Coupe é um modelo que transporta a classe das linhas para a condução, proporcionando-nos viagens em igual medida. O espaço e conforto agradam e o bloco permite-nos uma utilização muito racional, quer na entrega de potência, quer nos consumos realizados. Uma proposta do segmento C que pode ser uma opção diária ou para as viagens de fim de semana.

 

 

Ficha técnica

Motor

Tipo – gasóleo, 4 cil. em linha 

Cilindrada (cm3) – 1598

Diâmetro x curso (mm) – N.D.

Taxa de compressão – N.D.

Potência máxima (cv/rpm) – 130/4000

Binário máximo (Nm/rpm) – 320/1750

Transmissão e direcção – dianteira, transmissão manual de 6 velocidades; pinhão cremalheira com assistência elétrica

Suspensão (fr/tr) – Tipo McPherson à frente e eixo Multibraços atrás

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s) – 10,5s

Velocidade máxima (km/h) – 201 km/h

Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) – 3,7/4,6/4,0

Emissões de CO2 (g/km) – 105

Dimensões e pesos

Comp./largura/altura (mm) –  4632/1814/1443

Distância entre eixos (mm) – 2711

Largura de vias (fr/tr) (mm) – 1577/1574

Travões (fr/tr) – Discos ventilados/Discos

Peso (kg) – 1426

Capacidade da bagageira (l) – 503 até 987 (c/ bancos traseiros rebatidos)

Capacidade do depósito (l) – 49

Pneus (fr/tr) – 225/40 R18

Preço base (versão) (€) – 32.430€

Preço da versão base (Euros): 32430€

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