Honda Civic Type R (2021) – Ensaio Teste

By on 16 Julho, 2021

Honda Civic Type R (2021) – Ensaio Teste

Texto: Guilherme André

Arma nipónica aprimorada

O mercado dos “hot hatch” está mais ativo do que nunca com praticamente todas as marcas a “afiarem” as suas armas. Depois de termos conhecido o renovado Mégane R.S., os novos Golf GTI e R, fomos perceber se o Honda Civic Type R ainda é o “rei” dos desportivos de segmento C. Após um restyling no ano passado, estamos a poucos meses de conhecer o sucessor de um carro que marca pelo visual irreverente, condução eficaz e divertida e um motor cheio de “pulmão”.


Mais:

Dinâmica impressionante, espaço no habitáculo, motor

Menos:

Interior já acusa a idade, sistema de infotainment

Exterior

8/10

Exterior (8/10) O exterior do Honda Civic Type R é daqueles que ou se adora ou se detesta. Se é fã de um desportivo com um design que “não engana ninguém”, então deve adorar o Type R. Por outro lado, se é mais conservador e apenas quer usufruir das capacidades técnicas do veículo, então talvez seja um pouco demais. Seja como for, o Honda Civic Type R FK8 está a “envelhecer” bem e, para além disso, é reconhecido onde passa graças a uma dianteira agressiva, asa traseira de grandes dimensões e as três ponteiras de escape.

Interior

7/10

Interior (7/10) Se por fora continua a ter um design marcante, com a evolução da indústria, e relembrando que o Civic Type R FK8 foi lançado em 2017, apesar do restyling em 2020, no interior começa a perder pontos face aos rivais mais recentes, principalmente ao nível de tecnologia. Neste capítulo, o ecrã central mostra as informações de um sistema de infotainment com um aspeto envelhecido e pouco intuitivo, exatamente o oposto do que encontramos, por exemplo, no “irmão” de marca, Honda e.

Ainda assim, nem tudo é mau. Tal como acontecia no pré-restyling continuamos a encontrar bacquets vermelhas que garantem um muito bom apoio numa condução mais dinâmica. Ao nível de montagem tem uma qualidade satisfatória, mas os materiais utilizados – alguns plásticos duros ao toque – fica um pouco aquém quando comparado com os rivais. Relativamente a espaço, é um dos hot hatch mais capacitados. Sentados no banco do condutor encontramos espaços de arrumação mais do que suficientes, enquanto o espaço atrás chega para transportar dois adultos sem qualquer problema. Tudo isto acompanhado por uma bagageira com 420 litros de volumetria.

Equipamento

7/10

Equipamento (7/10) No capítulo do equipamento, este Honda Civic Type R GT apresenta de série coisas como jantes de 20 polegadas, faróis e farolins full LED, volante em alcantara, bacquets, punho da alavanca de mudanças em alumínio, pedais em alumínio, modos de comdução, suspensão adaptativa, Rev Match, sensores de estacionamento, câmara traseira, ecrã central de 7 polegadas, carregamento de smartphone sem fios, navegação, Apple CarPlay, Android Auto, entre outros. Na lista de opcionais vai encontrar algumas soluções, maioritariamente dedicadas à personalização.

Consumos

7/10

Consumos (7/10) Como nem toda a gente compra um desportivo para andar todos os dias “prego a fundo”, também é importante saber os consumos de carros como o Honda Civic Type R. Depois de fazermos vários quilómetros a um ritmo “civilizado”, percebemos que, apesar do motor 2.0 litros ter 320 cv, tem consumos interessantes. Com a Honda a anunciar 8,5 l/100 km em consumo misto, durante o nosso ensaio percebemos que é possível fazer menos de 9 l/100 km ao fazermos uma média de 8,7 l/100 km. Por outro lado, quando se explora todos os argumentos do 2.0 litros turbo podemos esperar valores superiores a 12 l/100 km.

Ao Volante

10/10

Ao volante (10/10) Seja qual for a opinião que se tiver sobre o exterior ou interior do Honda Civic Type R, toda a gente deveria ter a oportunidade de conduzir um. É daqueles carros que é capaz de mudar opiniões após alguns quilómetros atrás do volante, visto que a dinâmica é o seu principal ponto forte. O chassis, aleado a uma afinação de suspensão firme e uma direção extremamente precisa com o peso certo, dão um grande prazer de condução principalmente em trajetos mais sinuosos, sem esquecer a emoção de realizar reduções numa cada vez mais rara, principalmente entre os desportivos, caixa manual.

Neste tipo de trajeto demonstrou um grande equilíbrio, estabilidade e uma velocidade impressionante, tanto em curva, como na saída da mesma, este segundo ponto graças um nível tremendo de aderência, quase a pedir ao condutor para continuar. Para os mais “atrevidos”, basta desligar o controlo de tração e vão perceber que a traseira foge com facilidade, tornando a viagem mais divertida. Talvez o único ponto negativo passe por a Honda ter decidido instalar um som artificial que é sentido, principalmente em velocidades mais elevadas. Ainda assim, é um facto que não é tão incomodativo como no Cupra Leon e-Hybrid. Por outro lado, quando selecionamos o modo de condução Comfort, temos um desportivo tão ou mais conforto do que os principais rivais. Graças a uma melhoria neste ponto face ao pré-restyling, é ainda mais fácil conviver com o Type R no dia-a-dia.

Motor

9/10

Motor (9/10) Na nossa opinião, o segundo ponto forte do Honda Civic Type R é o “coração”. O quatro cilindros de 2.0 litros turbo debita 320 cv e 400 Nm de binário, potência suficiente para acelerar dos 0 aos 100 km/h em 5,8 segundos e atingir uma velocidade máxima de 270 km/h. Este motor é conhecido por ser bastante rotativo e “gritar” até às 6500 rpm, sempre acompanhado pela curta e precisa transmissão manual de seis velocidades. Quando se pisa o acelerador após passar as 3000 rpm, temos todo o poderio de um motor impressionante. O único apontamento negativo que podemos fazer é a ausência de um som de escape a condizer com as capacidades como temos, por exemplo, no Hyundai i30 N. De um modo geral, o Honda Civic Type R pode ser visto quase como um “samurai silencioso”.

Balanço Final

9/10

Balanço Final (9/10) Embora comece a acusar a idade, continua a ter argumentos técnicos para fazer frente aos rivais mais recentes. O conjunto chassis, suspensão, direção e motor são os seus principais alicerces, que são “escondidos” por uma carroçaria irreverente, mas ao mesmo tempo marcante. Com a Honda a anunciar a continuidade do Civic Type R na nova geração do modelo, só nos resta esperar para perceber se os engenheiros conseguiram melhorar uma “receita” que já está extremamente apurada.

Concorrentes

Renault Mégane R.S. – Motor: Quatro cilindros, 1.8 litros, turbo, gasolina; potência: 300 cv e 420 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h:  5,7 segundos; preço base: 44 100€

Hyundai i30 N – Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo, gasolina; potência: 280 cv e 392 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,9 segundos; preço base: 43 850€

Ford Focus ST – Motor: quatro cilindros de 2.3 litros, turbo, gasolina; potência: 280 cv e 420 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,7 segundos; preço base: n.d.

Ficha Técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, VTEC turbo, gasolina

Cilindrada (cm3): 1996

Diâmetro x Curso (mm): 86,0 x 85,9

Taxa de Compressão: 9,8 a 1

Potência máxima (CV/rpm): 320/6500

Binário máximo (Nm/rpm): 400/2500-4500

Tração: Dianteira

Transmissão: Manual de 6 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson / independente multibraços

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 5,8

Velocidade máxima (km/h): 272

Consumos misto (l/100 km): 8,5

Emissões CO2 (gr/km): 193

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4557/1877/1434

Distância entre eixos (mm): 2699

Largura de vias (fr/tr mm): 1584/1602

Peso (kg): 1551

Capacidade da bagageira (l): 420

Deposito de combustível (l): 46

Pneus (fr/tr): 245/30 R20

Preço da versão ensaiada (Euros): n.d.
Preço da versão base (Euros): 52 190€ (Campanha de financiamento)

 

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) O exterior do Honda Civic Type R é daqueles que ou se adora ou se detesta. Se é fã de um desportivo com um design que “não engana ninguém”, então deve adorar o Type R. Por outro lado, se é mais conservador e apenas quer usufruir das capacidades técnicas do veículo, então talvez seja um pouco demais. Seja como for, o Honda Civic Type R FK8 está a “envelhecer” bem e, para além disso, é reconhecido onde passa graças a uma dianteira agressiva, asa traseira de grandes dimensões e as três ponteiras de escape.

Interior

Interior (7/10) Se por fora continua a ter um design marcante, com a evolução da indústria, e relembrando que o Civic Type R FK8 foi lançado em 2017, apesar do restyling em 2020, no interior começa a perder pontos face aos rivais mais recentes, principalmente ao nível de tecnologia. Neste capítulo, o ecrã central mostra as informações de um sistema de infotainment com um aspeto envelhecido e pouco intuitivo, exatamente o oposto do que encontramos, por exemplo, no “irmão” de marca, Honda e.

Ainda assim, nem tudo é mau. Tal como acontecia no pré-restyling continuamos a encontrar bacquets vermelhas que garantem um muito bom apoio numa condução mais dinâmica. Ao nível de montagem tem uma qualidade satisfatória, mas os materiais utilizados – alguns plásticos duros ao toque – fica um pouco aquém quando comparado com os rivais. Relativamente a espaço, é um dos hot hatch mais capacitados. Sentados no banco do condutor encontramos espaços de arrumação mais do que suficientes, enquanto o espaço atrás chega para transportar dois adultos sem qualquer problema. Tudo isto acompanhado por uma bagageira com 420 litros de volumetria.

Equipamento

Equipamento (7/10) No capítulo do equipamento, este Honda Civic Type R GT apresenta de série coisas como jantes de 20 polegadas, faróis e farolins full LED, volante em alcantara, bacquets, punho da alavanca de mudanças em alumínio, pedais em alumínio, modos de comdução, suspensão adaptativa, Rev Match, sensores de estacionamento, câmara traseira, ecrã central de 7 polegadas, carregamento de smartphone sem fios, navegação, Apple CarPlay, Android Auto, entre outros. Na lista de opcionais vai encontrar algumas soluções, maioritariamente dedicadas à personalização.

Consumos

Consumos (7/10) Como nem toda a gente compra um desportivo para andar todos os dias “prego a fundo”, também é importante saber os consumos de carros como o Honda Civic Type R. Depois de fazermos vários quilómetros a um ritmo “civilizado”, percebemos que, apesar do motor 2.0 litros ter 320 cv, tem consumos interessantes. Com a Honda a anunciar 8,5 l/100 km em consumo misto, durante o nosso ensaio percebemos que é possível fazer menos de 9 l/100 km ao fazermos uma média de 8,7 l/100 km. Por outro lado, quando se explora todos os argumentos do 2.0 litros turbo podemos esperar valores superiores a 12 l/100 km.

Ao volante

Ao volante (10/10) Seja qual for a opinião que se tiver sobre o exterior ou interior do Honda Civic Type R, toda a gente deveria ter a oportunidade de conduzir um. É daqueles carros que é capaz de mudar opiniões após alguns quilómetros atrás do volante, visto que a dinâmica é o seu principal ponto forte. O chassis, aleado a uma afinação de suspensão firme e uma direção extremamente precisa com o peso certo, dão um grande prazer de condução principalmente em trajetos mais sinuosos, sem esquecer a emoção de realizar reduções numa cada vez mais rara, principalmente entre os desportivos, caixa manual.

Neste tipo de trajeto demonstrou um grande equilíbrio, estabilidade e uma velocidade impressionante, tanto em curva, como na saída da mesma, este segundo ponto graças um nível tremendo de aderência, quase a pedir ao condutor para continuar. Para os mais “atrevidos”, basta desligar o controlo de tração e vão perceber que a traseira foge com facilidade, tornando a viagem mais divertida. Talvez o único ponto negativo passe por a Honda ter decidido instalar um som artificial que é sentido, principalmente em velocidades mais elevadas. Ainda assim, é um facto que não é tão incomodativo como no Cupra Leon e-Hybrid. Por outro lado, quando selecionamos o modo de condução Comfort, temos um desportivo tão ou mais conforto do que os principais rivais. Graças a uma melhoria neste ponto face ao pré-restyling, é ainda mais fácil conviver com o Type R no dia-a-dia.

Concorrentes

Renault Mégane R.S. – Motor: Quatro cilindros, 1.8 litros, turbo, gasolina; potência: 300 cv e 420 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h:  5,7 segundos; preço base: 44 100€

Hyundai i30 N – Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo, gasolina; potência: 280 cv e 392 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,9 segundos; preço base: 43 850€

Ford Focus ST – Motor: quatro cilindros de 2.3 litros, turbo, gasolina; potência: 280 cv e 420 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,7 segundos; preço base: n.d.

Motor

Motor (9/10) Na nossa opinião, o segundo ponto forte do Honda Civic Type R é o “coração”. O quatro cilindros de 2.0 litros turbo debita 320 cv e 400 Nm de binário, potência suficiente para acelerar dos 0 aos 100 km/h em 5,8 segundos e atingir uma velocidade máxima de 270 km/h. Este motor é conhecido por ser bastante rotativo e “gritar” até às 6500 rpm, sempre acompanhado pela curta e precisa transmissão manual de seis velocidades. Quando se pisa o acelerador após passar as 3000 rpm, temos todo o poderio de um motor impressionante. O único apontamento negativo que podemos fazer é a ausência de um som de escape a condizer com as capacidades como temos, por exemplo, no Hyundai i30 N. De um modo geral, o Honda Civic Type R pode ser visto quase como um “samurai silencioso”.

Balanço final

Balanço Final (9/10) Embora comece a acusar a idade, continua a ter argumentos técnicos para fazer frente aos rivais mais recentes. O conjunto chassis, suspensão, direção e motor são os seus principais alicerces, que são “escondidos” por uma carroçaria irreverente, mas ao mesmo tempo marcante. Com a Honda a anunciar a continuidade do Civic Type R na nova geração do modelo, só nos resta esperar para perceber se os engenheiros conseguiram melhorar uma “receita” que já está extremamente apurada.

Ficha técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, VTEC turbo, gasolina

Cilindrada (cm3): 1996

Diâmetro x Curso (mm): 86,0 x 85,9

Taxa de Compressão: 9,8 a 1

Potência máxima (CV/rpm): 320/6500

Binário máximo (Nm/rpm): 400/2500-4500

Tração: Dianteira

Transmissão: Manual de 6 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson / independente multibraços

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 5,8

Velocidade máxima (km/h): 272

Consumos misto (l/100 km): 8,5

Emissões CO2 (gr/km): 193

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4557/1877/1434

Distância entre eixos (mm): 2699

Largura de vias (fr/tr mm): 1584/1602

Peso (kg): 1551

Capacidade da bagageira (l): 420

Deposito de combustível (l): 46

Pneus (fr/tr): 245/30 R20

Preço da versão ensaiada (Euros): n.d.
Preço da versão base (Euros): 52 190€ (Campanha de financiamento)

 

Preço da versão base (Euros): 52190€